Isaías

Capítulo
1

1  Visão de Isaías, filho de Amoz,
a qual ele viu a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de
Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá.
 2  Ouvi, ó céus, e presta ouvidos,
tu, ó terra, porque fala o SENHOR: Criei filhos e exalcei-os, mas
eles prevaricaram contra mim.
 3  O boi conhece o seu possuidor, e o jumento,
a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu
povo não entende.
 4  Ai da nação pecadora, do
povo carregado da iniqüidade da semente de malignos, dos filhos corruptores!
Deixaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.
 5  Porque seríeis ainda castigados,
se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma,
e todo o coração, fraco.
 6  Desde a planta do pé até
à cabeça não há nele coisa sã, senão
feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem
ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo.
 7  A vossa terra está assolada, e as
vossas cidades, abrasadas pelo fogo; a vossa região, os estranhos
a devoram em vossa presença; e está devastada, como em uma
subversão de estranhos.
 8  E a filha de Sião se ficou como
a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada.
 9  Se o SENHOR dos Exércitos nos não
deixara algum remanescente, já como Sodoma seríamos e semelhantes
a Gomorra.
 10  Ouvi a palavra do SENHOR, vós príncipes
de Sodoma; prestai ouvidos à lei de nosso Deus, vós, ó
povo de Gomorra.
 11  De que me serve a mim a multidão
de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos
de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo
com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.
 12  Quando vindes para comparecerdes perante
mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar
os meus átrios?
 13  Não tragais mais ofertas debalde;
o incenso é para mim abominação, e também as
Festas da Lua Nova, e os sábados, e a convocação das
congregações; não posso suportar iniqüidade,
nem mesmo o ajuntamento solene.
 14  As vossas Festas da Lua Nova, e as vossas
solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas;
já estou cansado de as sofrer.
 15  Pelo que, quando estendeis as mãos,
escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações,
não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias
de sangue.
 16  Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade
de vossos atos de diante dos meus olhos e cessai de fazer mal.
 17  Aprendei a fazer o bem; praticai o que
é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão;
tratai da causa das viúvas.
 18  Vinde, então, e argüi-me,
diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles
se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como
o carmesim, se tornarão como a branca lã.
 19  Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem
desta terra.
 20  Mas, se recusardes e fordes rebeldes,
sereis devorados à espada, porque a boca do SENHOR o disse.
 21  Como se fez prostituta a cidade fiel!
Ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava nela,
mas, agora, homicidas.
 22  A tua prata se tornou em escórias,
o teu vinho se misturou com água.
 23  Os teus príncipes são rebeldes
e companheiros de ladrões; cada um deles ama os subornos e corre
após salários; não fazem justiça ao órfão,
e não chega perante eles a causa das viúvas.
 24  Portanto, diz o SENHOR Deus dos Exércitos,
o Forte de Israel: Ah! Consolar-me-ei acerca dos meus adversários,
e vingar-me-ei dos meus inimigos.
 25  E voltarei contra ti a minha mão
e purificarei inteiramente as tuas escórias; e tirar-te-ei toda
a impureza.
 26  E te restituirei os teus juízes,
como eram dantes, e os teus conselheiros, como antigamente; e, então,
te chamarão cidade de justiça, cidade fiel.
 27  Sião será remida com juízo,
e os que voltam para ela, com justiça.
 28  Mas os transgressores e os pecadores serão
juntamente destruídos; e os que deixarem o SENHOR serão consumidos.
 29  Porque vos envergonhareis pelos carvalhos
que cobiçastes e sereis confundidos pelos jardins que escolhestes.
 30  Porque sereis como o carvalho, ao qual
caem as folhas, e como a floresta que não tem água.
 31  E o forte se tornará em estopa,
e a sua obra, em faísca; e ambos arderão juntamente, e não
haverá quem os apague.

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Capítulo
2

 1  Visão que teve Isaías, filho
de Amoz, a respeito de Judá e de Jerusalém.
 2  E acontecerá, nos últimos
dias, que se firmará o monte da Casa do SENHOR no cume dos montes
e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão
a ele todas as nações.
 3  E virão muitos povos e dirão:
Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó,
para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas
veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém,
a palavra do SENHOR.
 4  E ele exercerá o seu juízo
sobre as nações e repreenderá a muitos povos; e estes
converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças,
em foices; não levantará espada nação contra
nação, nem aprenderão mais a guerrear.
 5  Vinde, ó casa de Jacó, e
andemos na luz do SENHOR.
 6  Mas tu desamparaste o teu povo, a casa
de Jacó; porque se encheram dos costumes do Oriente, e são
agoureiros como os filisteus, e se associam com os filhos dos estranhos.
 7  E a sua terra está cheia de prata
e ouro, e não têm fim os seus tesouros; também está
cheia de cavalos a sua terra, e os seus carros não têm fim.
 8  Também está cheia de ídolos
a sua terra; inclinaram-se perante a obra das suas mãos, diante
daquilo que fabricaram os seus dedos.
 9  Ali, o povo se abate, e os nobres se humilham;
portanto, lhes não perdoarás.
 10  Vai, entra nas rochas e esconde-te no
pó, da presença espantosa do SENHOR e da glória da
sua majestade.
 11  Os olhos altivos dos homens serão
abatidos, e a altivez dos varões será humilhada; e só
o SENHOR será exaltado naquele dia.
 12  Porque o dia do SENHOR dos Exércitos
será contra todo o soberbo e altivo e contra todo o que se exalta,
para que seja abatido;
 13  e contra todos os cedros do Líbano,
altos e sublimes; e contra todos os carvalhos de Basã;
 14  e contra todos os montes altos, e contra
todos os outeiros elevados;
 15  e contra toda torre alta e contra todo
muro firme;
 16  e contra todos os navios de Társis
e contra todas as pinturas desejáveis.
 17  E a altivez do homem será humilhada,
e a altivez dos varões se abaterá, e só o SENHOR será
exaltado naquele dia.
 18  E todos os ídolos totalmente desaparecerão.
 19  Então, os homens se meterão
nas concavidades das rochas e nas cavernas da terra, por causa da presença
espantosa do SENHOR e por causa da glória da sua majestade, quando
ele se levantar para assombrar a terra.
 20  Naquele dia, os homens lançarão
às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata e os
seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem.
 21  E meter-se-ão pelas fendas das
rochas e pelas cavernas das penhas, por causa da presença espantosa
do SENHOR e por causa da glória da sua majestade, quando ele se
levantar para assombrar a terra.
 22  Afastai-vos, pois, do homem cujo fôlego
está no seu nariz; porque em que se deve ele estimar?

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Capítulo
3

 1  Porque eis que o SENHOR Deus dos Exércitos
tirará de Jerusalém e de Judá o bordão e o
cajado, todo o sustento de pão e toda a sede de água;
 2  o valente, e o soldado, e o juiz, e o profeta,
e o adivinho, e o ancião;
 3  o capitão de cinqüenta, e o
respeitável, e o conselheiro, e o sábio entre os artífices,
e o eloqüente;
 4  e dar-lhes-ei jovens por príncipes,
e crianças governarão sobre eles.
 5  E o povo será oprimido; um será
contra o outro, e cada um, contra o seu próximo; o menino se atreverá
contra o ancião, e o vil, contra o nobre.
 6  Quando algum for ter com seu irmão
à casa de seu pai, dizendo: Tu tens roupa, sê nosso príncipe
e toma sob a tua mão esta ruína;
 7  naquele dia, levantará este a voz
dizendo: Não posso ser médico, nem tampouco há em
minha casa pão ou veste alguma; não me ponhais por príncipe
do povo.
 8  Porque Jerusalém tropeçou,
e Judá caiu, porquanto a sua língua e as suas obras são
contra o SENHOR, para irritarem os olhos da sua glória.
 9  A aparência do seu rosto testifica
contra eles; e publicam os seus pecados como Sodoma; não os dissimulam.
Ai da sua alma! Porque se fazem mal a si mesmos.
 10  Dizei aos justos que bem lhes irá,
porque comerão do fruto das suas obras.
 11  Ai do ímpio! Mal lhe irá,
porque a recompensa das suas mãos se lhe dará.
 12  Os opressores do meu povo são crianças,
e mulheres estão à testa do seu governo. Ah! Povo meu! Os
que te guiam te enganam e destroem o caminho das tuas veredas.
 13  O SENHOR se levanta para pleitear e sai
a julgar os povos.
 14  O SENHOR vem em juízo contra os
anciãos do seu povo e contra os seus príncipes; é
que fostes vós que consumistes esta vinha; o espólio do pobre
está em vossas casas.
 15  Que tendes vós que afligir o meu
povo e moer as faces do pobre? --diz o SENHOR, o Deus dos Exércitos.
 16  Diz ainda mais o SENHOR: Porquanto as
filhas de Sião se exaltam, e andam de pescoço erguido, e
têm olhares impudentes, e, quando andam, como que vão dançando,
e cascavelando com os pés,
 17  portanto, o Senhor fará tinhosa
a cabeça das filhas de Sião e o SENHOR porá a descoberto
a sua nudez.
 18  Naquele dia, tirará o Senhor o
enfeite das ligas, e as redezinhas, e as luetas,
 19  e os pendentes, e as manilhas, e as vestes
resplandecentes;
 20  os diademas, e os enfeites dos braços,
e as cadeias, e as caixinhas de perfumes e as arrecadas;
 21  os anéis e as jóias pendentes
do nariz;
 22  as vestes de festa, e os mantos, e as
coifas, e os alfinetes;
 23  os espelhos, e as capinhas de linho finíssimas,
e as toucas, e os véus.
 24  E será que, em lugar de cheiro
suave, haverá fedor, e, por cinto, uma corda; e, em lugar de encrespadura
de cabelos, calvície, e, em lugar de veste larga, cilício;
e queimadura, em lugar de formosura.
 25  Teus varões cairão à
espada, e teus valentes, na peleja.
 26  E as portas da cidade gemerão e
se carpirão, e ela se assentará no chão, desolada.

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Capítulo
4

 1  E sete mulheres, naquele dia, lançarão
mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão
e nos vestiremos de nossas vestes; tão-somente queremos que sejamos
chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio.
 2  Naquele dia, o Renovo do SENHOR será
cheio de beleza e de glória; e o fruto da terra, excelente e formoso
para os que escaparem de Israel.
 3  E será que aquele que ficar em Sião
e que permanecer em Jerusalém será chamado santo: todo aquele
que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém.
 4  Quando o Senhor lavar a imundícia
das filhas de Sião e limpar o sangue de Jerusalém do meio
dela, com o espírito de justiça e com o espírito de
ardor,
 5  criará o SENHOR sobre toda a habitação
do monte de Sião e sobre as suas congregações uma
nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo chamejante de
noite; porque sobre toda a glória haverá proteção.
 6  E haverá um tabernáculo para
sombra contra o calor do dia, e para refúgio e esconderijo contra
a tempestade e contra a chuva.

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Capítulo
5

 1  Agora, cantarei ao meu amado o cântico
do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha em um
outeiro fértil.
 2  E a cercou, e a limpou das pedras, e a
plantou de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre e também
construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.
 3  Agora, pois, ó moradores de Jerusalém
e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.
 4  Que mais se podia fazer à minha
vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse
uvas boas, veio a produzir uvas bravas?
 5  Agora, pois, vos farei saber o que eu hei
de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto;
derribarei a sua parede, para que seja pisada;
 6  e a tornarei em deserto; não será
podada, nem cavada; mas crescerão nela sarças e espinheiros;
e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.
 7  Porque a vinha do SENHOR dos Exércitos
é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta
das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, e eis
aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.
 8  Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem
herdade a herdade, até que não haja mais lugar, e fiquem
como únicos moradores no meio da terra!
 9  A meus ouvidos disse o SENHOR dos Exércitos:
Em verdade que muitas casas ficarão desertas, e até as grandes
e excelentes, sem moradores.
 10  E dez jeiras de vinha não darão
mais do que um bato; e um ômer de semente não dará
mais do que um efa.
 11  Ai dos que se levantam pela manhã
e seguem a bebedice! E se demoram até à noite, até
que o vinho os esquenta!
 12  Harpas, e alaúdes, e tamboris e
pífanos, e vinho há nos seus banquetes; e não olham
para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos.
 13  Portanto, o meu povo será levado
cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome,
e a sua multidão se secará de sede.
 14  Por isso, a sepultura aumentou o seu apetite
e abriu a boca desmesuradamente; e a glória deles, e a sua multidão,
e a sua pompa, e os que entre eles folgavam a ela desceram.
 15  Então, o plebeu se abaterá,
e o nobre se humilhará; e os olhos dos altivos se humilharão.
 16  Mas o SENHOR dos Exércitos será
exaltado em juízo, e Deus, o Santo, será santificado em justiça.
 17  Então, os cordeiros se pascerão
como em pastios seus; e os lugares pisados pelos gordos servirão
de alimento a forasteiros.
 18  Ai dos que puxam pela iniqüidade
com cordas de vaidade e pelo pecado, como se fosse com cordas de carros!
 19  E dizem: Apresse-se e acabe a sua obra,
para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel,
para que o conheçamos.
 20  Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem,
mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo
doce, e do doce, amargo!
 21  Ai dos que são sábios a
seus próprios olhos e prudentes diante de si mesmos!
 22  Ai dos que são poderosos para beber
vinho e homens forçosos para misturar bebida forte!
 23  Ai dos que justificam o ímpio por
presentes e ao justo negam justiça!
 24  Pelo que, como a língua de fogo
consome a estopa, e a palha se desfaz pela chama, assim será a sua
raiz, como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó;
porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram
a palavra do Santo de Israel.
 25  Pelo que se acendeu a ira do SENHOR contra
o seu povo, e estendeu a mão contra ele e o feriu; e as montanhas
tremeram, e os seus cadáveres eram como monturo no meio das ruas;
com tudo isto não tornou atrás a sua ira, mas ainda está
alçada a sua mão.
 26  E ele arvorará o estandarte ante
as nações de longe e lhes assobiará desde a extremidade
da terra; e eis que virão apressadamente.
 27  Não haverá entre elas cansado,
nem claudicante; ninguém tosquenejará, nem dormirá;
não se lhe desatará o cinto dos seus lombos, nem se lhe quebrará
a correia dos seus sapatos.
 28  As suas flechas serão agudas, e
todos os seus arcos, retesados; as unhas dos seus cavalos dir-se-iam de
pederneira, e as rodas dos seus carros, um redemoinho.
 29  O seu rugido será como o do leão;
rugirão como filhos de leão; sim, rugirão, e arrebatarão
a presa, e a levarão, e não haverá quem a livre.
 30  E bramarão contra eles, naquele
dia, como o bramido do mar; e, se alguém olhar para a terra, eis
que só verá trevas e ânsia, e a luz se escurecerá
em suas assolações.

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Capítulo
6

 1  No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi
ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito
enchia o templo.
 2  Os serafins estavam acima dele; cada um
tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés,
e com duas voavam.
 3  E clamavam uns para os outros, dizendo:
Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra
está cheia da sua glória.
 4  E os umbrais das portas se moveram com
a voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
 5  Então, disse eu: ai de mim, que
vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito
no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei,
o SENHOR dos Exércitos!
 6  Mas um dos serafins voou para mim trazendo
na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
 7  e com ela tocou a minha boca e disse: Eis
que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada,
e purificado o teu pecado.
 8  Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que
dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então,
disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.
 9  Então, disse ele: Vai e dize a este
povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas
não percebeis.
 10  Engorda o coração deste
povo, e endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; não venha
ele a ver com os seus olhos, e a ouvir com os seus ouvidos, e a entender
com o seu coração, e a converter-se, e a ser sarado.
 11  Então, disse eu: até quando,
Senhor? E respondeu: Até que se assolem as cidades, e fiquem sem
habitantes, e nas casas não fique morador, e a terra seja assolada
de todo.
 12  E o SENHOR afaste dela os homens, e, no
meio da terra, seja grande o desamparo.
 13  Mas, se ainda a décima parte dela
ficar, tornará a ser pastada; como o carvalho e como a azinheira,
que, depois de se desfolharem, ainda ficam firmes, assim a santa semente
será a firmeza dela.

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Capítulo
7

 1  Sucedeu, pois, nos dias de Acaz, filho
de Jotão, filho de Uzias, rei de Judá, que Rezim, rei da
Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, subiram a Jerusalém,
para pelejarem contra ela, mas nada puderam contra ela.
 2  E deram aviso à casa de Davi, dizendo:
A Síria fez aliança com Efraim. Então, se moveu o
seu coração, e o coração do seu povo, como
se movem as árvores do bosque com o vento.
 3  Então, disse o SENHOR a Isaías:
Agora, tu e teu filho Sear-Jasube, saí ao encontro de Acaz, ao fim
do canal do viveiro superior, ao caminho do campo do lavandeiro.
 4  E dize-lhe: Acautela-te e aquieta-te; não
temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois
pedaços de tições fumegantes, por causa do ardor da
ira de Rezim, e da Síria, e do filho de Remalias.
 5  Porquanto a Síria teve contra ti
maligno conselho, com Efraim e com o filho de Remalias, dizendo:
 6  Vamos subir contra Judá, e atormentemo-lo,
e repartamo-lo entre nós, e façamos reinar no meio dele o
filho de Tabeal.
 7  Assim diz o SENHOR Deus: Isto não
subsistirá, nem tampouco acontecerá.
 8  Mas a cabeça da Síria será
Damasco, e o cabeça de Damasco, Rezim; e, dentro de sessenta e cinco
anos, Efraim será quebrantado e deixará de ser povo.
 9  Entretanto, a cabeça de Efraim será
Samaria, e a cabeça de Samaria, o filho de Remalias; se o não
crerdes, certamente, não ficareis firmes.
 10  E continuou o SENHOR a falar com Acaz,
dizendo:
 11  Pede para ti ao SENHOR, teu Deus, um sinal;
pede-o ou embaixo nas profundezas ou em cima nas alturas.
 12  Acaz, porém, disse: Não
o pedirei, nem tentarei ao SENHOR.
 13  Então, ele disse: Ouvi, agora,
ó casa de Davi! Pouco vos é afadigardes os homens, senão
que ainda afadigareis também ao meu Deus?
 14  Portanto, o mesmo Senhor vos dará
um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz
um filho, e será o seu nome Emanuel.
 15  Manteiga e mel comerá, até
que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem.
 16  Na verdade, antes que este menino saiba
rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será
desamparada dos seus dois reis.
 17  Mas o SENHOR fará vir sobre ti,
e sobre o teu povo, e sobre a casa de teu pai, pelo rei da Assíria,
dias tais, quais nunca vieram, desde o dia em que Efraim se separou de
Judá.
 18  Porque há de acontecer que, naquele
dia, assobiará o SENHOR às moscas que há no extremo
dos rios do Egito e às abelhas que andam na terra da Assíria;
 19  e virão e pousarão todas
nos vales desertos e nas fendas das rochas, e em todos os espinhos, e em
todas as florestas.
 20  Naquele dia, refará o Senhor com
uma navalha alugada, que está além do rio, isto é,
com o rei da Assíria, a cabeça e os cabelos dos pés
e até a barba totalmente tirará.
 21  E sucederá, naquele dia, que alguém
criará uma vaca e duas ovelhas.
 22  E acontecerá que, por causa da
abundância do leite que elas hão de dar, comerá manteiga;
e manteiga e mel comerá todo aquele que ficar de resto no meio da
terra.
 23  Sucederá, também, naquele
dia, que todo lugar em que houver mil vides do valor de mil moedas de prata
será para sarças e para espinheiros.
 24  Com arco e flechas se entrará nele,
porque as sarças e os espinheiros cobrirão toda a terra.
 25  E também a todos os montes que
costumam cavar com enxadas se não irá, por causa do temor
das sarças e dos espinheiros; mas servirão para se mandarem
para lá os bois e para serem pisados pelas ovelhas.

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Capítulo
8

 1  Disse-me também o SENHOR: Toma um
grande volume e escreve nele em estilo de homem: Apressando-se ao despojo,
apressou-se à presa.
 2  Então, tomei comigo fiéis
testemunhas, a Urias, sacerdote, e a Zacarias, filho de Jeberequias.
 3  E fui ter com a profetisa; e ela concebeu
e deu à luz um filho; e o SENHOR me disse: Põe-lhe o nome
de Maer-Salal-Hás-Baz.
 4  Porque, antes que o menino saiba dizer
meu pai ou minha mãe, se levarão as riquezas de Damasco e
os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria.
 5  E continuou o SENHOR a falar ainda comigo,
dizendo:
 6  Porquanto este povo desprezou as águas
de Siloé que correm brandamente e com Rezim e com o filho de Remalias
se alegrou,
 7  eis que o Senhor fará vir sobre
eles as águas do rio, fortes e impetuosas, isto é, o rei
da Assíria, com toda a sua glória; e subirá sobre
todos os seus leitos e transbordará por todas as suas ribanceiras;
 8  e passará a Judá, inundando
-o, e irá passando por ele, e chegará até ao pescoço;
e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra,
ó Emanuel.
 9  Alvoroçai-vos, ó povos, e
sereis quebrantados; dai ouvidos, todos os que sois de longíquas
terras; cingi-vos e sereis feitos em pedaços, cingi-vos e sereis
feitos em pedaços.
 10  Tomai juntamente conselho, e ele será
dissipado; dizei a palavra, e ela não subsistirá, porque
Deus é conosco.
 11  Porque assim o SENHOR me disse com uma
forte mão e me ensinou que não andasse pelo caminho deste
povo, dizendo:
 12  Não chameis conjuração
a tudo quanto este povo chama conjuração; e não temais
o seu temor, nem tampouco vos assombreis.
 13  Ao SENHOR dos Exércitos, a ele
santificai; e seja ele o vosso temor, e seja ele o vosso assombro.
 14  Então, ele vos será santuário,
mas servirá de pedra de tropeço e de rocha de escândalo
às duas casas de Israel; de laço e rede, aos moradores de
Jerusalém.
 15  E muitos dentre eles tropeçarão,
e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos.
 16  Liga o testemunho e sela a lei entre os
meus discípulos.
 17  E esperarei o SENHOR, que esconde o rosto
da casa de Jacó, e a ele aguardarei.
 18  Eis-me aqui, com os filhos que me deu
o SENHOR, como sinais e maravilhas em Israel da parte do SENHOR dos Exércitos,
que habita no monte de Sião.
 19  Quando vos disserem: Consultai os que
têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram
entre dentes; --não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor
dos vivos interrogar-se-ão os mortos?
 20  À lei e ao testemunho! Se eles
não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.
 21  E passarão pela terra duramente
oprimidos e famintos; e será que, tendo fome e enfurecendo-se, então,
amaldiçoarão ao seu rei e ao seu Deus, olhando para cima.
 22  E, olhando para a terra, eis que haverá
angústia e escuridão, e serão entenebrecidos com ânsias
e arrastados para a escuridão.

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Capítulo
9

 1  Mas a terra que foi angustiada não
será entenebrecida. Ele envileceu, nos primeiros tempos, a terra
de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, a enobreceu junto
ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos
gentios.
 2  O povo que andava em trevas viu uma grande
luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu
a luz.
 3  Tu multiplicaste este povo e a alegria
lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na
ceifa e como exultam quando se repartem os despojos.
 4  Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre
ele, a vara que lhe feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no
dia dos midianitas.
 5  Porque toda a armadura daqueles que pelejavam
com ruído e as vestes que rolavam no sangue serão queimadas,
servirão de pasto ao fogo.
 6  Porque um menino nos nasceu, um filho se
nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome
será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe
da Paz.
 7  Do incremento deste principado e da paz,
não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para
o firmar e o fortificar em juízo e em justiça, desde agora
e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.
 8  O Senhor enviou uma palavra a Jacó,
e ela caiu em Israel.
 9  E todo este povo o saberá, Efraim
e os moradores de Samaria, que, em soberba e altivez de coração,
dizem:
 10  Os ladrilhos caíram, mas com cantaria
tornaremos a edificar; cortaram-se as figueiras bravas, mas por cedros
as substituiremos.
 11  Portanto, o SENHOR suscitará contra
ele os adversários de Rezim e instigará os seus inimigos.
 12  Pela frente virão os siros, e por
detrás, os filisteus, e devorarão a Israel com a boca escancarada;
e nem com tudo isto se apartou a sua ira, mas ainda está estendida
a sua mão.
 13  Contudo, este povo não se voltou
para quem o feria, nem buscou ao SENHOR dos Exércitos.
 14  Pelo que o SENHOR cortará de Israel
a cabeça e a cauda, o ramo e o junco, em um mesmo dia.
 15  (O ancião e o varão de respeito
são a cabeça, e o profeta que ensina a falsidade é
a cauda.)
 16  Porque os guias deste povo são
enganadores, e os que por eles são guiados são devorados.
 17  Pelo que o Senhor não se regozijará
com os seus jovens e não se compadecerá dos seus órfãos
e das suas viúvas, porque todos eles são hipócritas
e malfazejos, e toda boca profere doidices. Com tudo isto não se
apartou a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.
 18  Porque a impiedade lavra como um fogo,
ela devora as sarças e os espinheiros; sim, ela se ateará
no emaranhado da floresta; e subirão ao alto espessas nuvens de
fumaça.
 19  Por causa da ira do SENHOR dos Exércitos,
a terra se escurecerá, e será o povo como pasto do fogo;
ninguém poupará ao seu irmão.
 20  Se cortar da banda direita, ainda terá
fome, e, se comer da banda esquerda, ainda se não fartará;
cada um comerá a carne de seu braço:
 21  Manassés a Efraim, e Efraim a Manassés,
e ambos eles serão contra Judá. Com tudo isto não
se apartou a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.

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Capítulo
10

 1  Ai dos que decretam leis injustas e dos
escrivães que escrevem perversidades,
 2  para prejudicarem os pobres em juízo,
e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo, e para despojarem
as viúvas, e para roubarem os órfãos!
 3  Mas que fareis vós outros no dia
da visitação e da assolação que há de
vir de longe? A quem recorrereis para obter socorro e onde deixareis a
vossa glória,
 4  sem que cada um se abata entre os presos
e caia entre os mortos? Com tudo isto a sua ira não se apartou,
mas ainda está estendida a sua mão.
 5  Ai da Assíria, a vara da minha ira!
Porque a minha indignação é como bordão nas
suas mãos.
 6  Enviá-la-ei contra uma nação
hipócrita e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que
lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos
pés, como a lama das ruas,
 7  ainda que ele não cuide assim, nem
o seu coração assim o imagine; antes, no seu coração,
intenta destruir e desarraigar não poucas nações.
 8  Porque diz: Não são meus
príncipes todos eles reis?
 9  Não é Calno como Carquemis?
Não é Hamate como Arpade? E Samaria, como Damasco?
 10  A minha mão alcançou os
reinos dos ídolos, ainda que as suas imagens de escultura eram melhores
do que as de Jerusalém e do que as de Samaria.
 11  Porventura, como fiz a Samaria e aos seus
ídolos, não o faria igualmente a Jerusalém e aos seus
ídolos?
 12  Por isso, acontecerá que, havendo
o SENHOR acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém,
então, visitarei o fruto do arrogante coração do rei
da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos.
 13  Porquanto disse: Com a força da
minha mão fiz isto e com a minha sabedoria, porque sou inteligente;
eu removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e, como valente,
abati aos que se sentavam sobre tronos.
 14  E achou a minha mão as riquezas
dos povos como a um ninho; e, como se ajuntam os ovos abandonados, assim
eu ajuntei toda a terra; e não houve quem movesse a asa, ou abrisse
a boca, ou murmurasse.
 15  Porventura, gloriar-se -á o machado
contra o que corta com ele? Ou presumirá a serra contra o que puxa
por ela? Como se o bordão movesse aos que o levantam ou a vara levantasse
o que não é um pedaço de madeira!
 16  Pelo que o Senhor, o SENHOR dos Exércitos,
fará definhar os que entre eles são gordos e, debaixo da
sua glória, ateará um incêndio, como incêndio
de fogo.
 17  Porque a Luz de Israel virá a ser
como fogo, e o seu Santo, como labareda que abrase e consuma os seus espinheiros
e as suas sarças em um dia.
 18  Também consumirá a glória
da sua floresta e do seu campo fértil, desde a alma até ao
corpo; e será como quando desmaia o porta-bandeira.
 19  E o resto das árvores da sua floresta
será tão pouco, que um menino as poderá contar.
 20  E acontecerá, naquele dia, que
os resíduos de Israel e os escapados da casa de Jacó nunca
mais se estribarão sobre o que os feriu; antes, se estribarão
sobre o SENHOR, o Santo de Israel, em verdade.
 21  Os resíduos se converterão,
sim, os resíduos de Jacó, ao Deus forte.
 22  Porque ainda que o teu povo, ó
Israel, seja como a areia do mar, só um resto dele se converterá;
uma destruição está determinada, trasbordando de justiça.
 23  Porque determinada já a destruição,
o Senhor JEOVÁ dos Exércitos a executará no meio de
toda esta terra.
 24  Pelo que assim diz o Senhor JEOVÁ
dos Exércitos: Não temas, povo meu, que habitas em Sião,
a Assíria, quando te ferir com a vara e contra ti levantar o seu
bordão, à maneira dos egípcios;
 25  porque daqui a bem pouco se cumprirá
a minha indignação e a minha ira, para os consumir.
 26  Porque o SENHOR dos Exércitos suscitará
contra ele um flagelo, como a matança de Midiã junto à
rocha de Orebe e como a sua vara sobre o mar, que contra ele se levantará,
como sucedeu aos egípcios.
 27  E acontecerá, naquele dia, que
a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço;
e o jugo será despedaçado por causa da unção.
 28  Já vem chegando a Aiate, já
vai passando por Migrom e, em Micmás, lança a sua bagagem.
 29  Já vão passando, já
se alojam em Geba; já Ramá treme, e Gibeá de Saul
vai fugindo.
 30  Clama alto com a tua voz, ó filha
de Galim! Ouve, ó Laís! Ó tu, pobre Anatote!
 31  Já Madmena se foi; os moradores
de Gebim vão fugindo em bandos.
 32  Neste mesmo dia, parará em Nobe,
acenará com a sua mão ao monte da filha de Sião, o
outeiro de Jerusalém.
 33  Mas eis que o Senhor JEOVÁ dos
Exércitos desbastará os ramos com violência, e os de
alta estatura serão cortados, e os altivos serão abatidos.
 34  E cortará com o ferro a espessura
da floresta, e o Líbano cairá pela mão de um poderoso.

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Capítulo
11

 1  Porque brotará um rebento do tronco
de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará.
 2  E repousará sobre ele o Espírito
do SENHOR, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e
o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento
e de temor do SENHOR.
 3  E deleitar-se -á no temor do SENHOR
e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá
segundo o ouvir dos seus ouvidos;
 4  mas julgará com justiça os
pobres, e repreenderá com eqüidade os mansos da terra, e ferirá
a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará
o ímpio.
 5  E a justiça será o cinto
dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins.
 6  E morará o lobo com o cordeiro,
e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de
leão, e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino
pequeno os guiará.
 7  A vaca e a ursa pastarão juntas,
e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá
palha como o boi.
 8  E brincará a criança de peito
sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a
mão na cova do basilisco.
 9  Não se fará mal nem dano
algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá
do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.
 10  E acontecerá, naquele dia, que
as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta
por pendão dos povos, e o lugar do seu repouso será glorioso.
 11  Porque há de acontecer, naquele
dia, que o Senhor tornará a estender a mão para adquirir
outra vez os resíduos do seu povo que restarem da Assíria,
e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elão, e de Sinar,
e de Hamate, e das ilhas do mar.
 12  E levantará um pendão entre
as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e
os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da
terra.
 13  E desterrar-se -á a inveja de Efraim,
e os adversários de Judá serão desarraigados; Efraim
não invejará a Judá, e Judá não oprimirá
a Efraim.
 14  Antes, voarão sobre os ombros dos
filisteus ao Ocidente; juntos, despojarão os filhos do Oriente;
em Edom e Moabe lançarão as mãos, e os filhos de Amom
lhes obedecerão.
 15  E o SENHOR destruirá totalmente
o braço de mar do Egito, e moverá a sua mão contra
o rio com a força do seu vento, e, ferindo-o, dividi-lo -á
em sete correntes, que qualquer atravessará com calçados.
 16  E haverá caminho plano para os
resíduos do seu povo que restarem da Assíria, como sucedeu
a Israel no dia em que subiu da terra do Egito.

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Capítulo
12

 1  E dirás, naquele dia: Graças
te dou, ó SENHOR, porque, ainda que te iraste contra mim, a tua
ira se retirou, e tu me consolaste.
 2  Eis que Deus é a minha salvação;
eu confiarei e não temerei porque o SENHOR JEOVÁ é
a minha força e o meu cântico e se tornou a minha salvação.
 3  E vós, com alegria, tirareis águas
das fontes da salvação.
 4  E direis, naquele dia: Dai graças
ao SENHOR, invocai o seu nome, tornai manifestos os seus feitos entre os
povos e contai quão excelso é o seu nome.
 5  Cantai ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas;
saiba-se isso em toda a terra.
 6  Exulta e canta de gozo, ó habitante
de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.

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Capítulo
13

 1  Peso da Babilônia que viu Isaías,
filho de Amoz.
 2  Alçai uma bandeira sobre o monte
escalvado; levantai a voz para eles e acenai-lhes com a mão, para
que entrem pelas portas dos príncipes.
 3  Eu dei ordens aos meus santificados, sim,
já chamei os meus valentes para a minha ira, os que exultam com
a minha majestade.
 4  Já se ouve a gritaria da multidão
sobre os montes, semelhante à de um grande povo, a voz do reboliço
de reinos e de nações já congregadas. O SENHOR dos
Exércitos passa em revista o exército de guerra.
 5  Já vêm de uma terra de longe,
desde a extremidade do céu, o SENHOR e os instrumentos da sua indignação,
para destruir toda aquela terra.
 6  Uivai, porque o dia do SENHOR está
perto; vem do Todo-poderoso como assolação.
 7  Pelo que todas as mãos se debilitarão,
e o coração de todos os homens se desanimará.
 8  E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão
deles dores e ais, e se angustiarão como a mulher parturiente; cada
um se espantará do seu próximo; o seu rosto será rosto
flamejante.
 9  Eis que o dia do SENHOR vem, horrendo,
com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação
e destruir os pecadores dela.
 10  Porque as estrelas dos céus e os
astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá
ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz.
 11  E visitarei sobre o mundo a maldade e,
sobre os ímpios, a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância
dos atrevidos e abaterei a soberba dos tiranos.
 12  Farei que um homem seja mais precioso
do que o ouro puro e mais raro do que o ouro fino de Ofir.
 13  Pelo que farei estremecer os céus;
e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do SENHOR dos
Exércitos e por causa do dia da sua ardente ira.
 14  E cada um será como a corça
que foge e como a ovelha que ninguém recolhe; cada um voltará
para o seu povo e cada um fugirá para a sua terra.
 15  Todo o que for achado será traspassado
e, todo o que for apanhado, cairá à espada.
 16  E suas crianças serão despedaçadas
perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e a mulher
de cada um, violada.
 17  Eis que eu despertarei contra eles os
medos, que não farão caso da prata, nem tampouco desejarão
ouro.
 18  E os seus arcos despedaçarão
os jovens, e não se compadecerão do fruto do ventre; o seu
olho não poupará os filhos.
 19  E Babilônia, o ornamento dos reinos,
a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra,
quando Deus as transtornou.
 20  Nunca mais será habitada, nem reedificada
de geração em geração; nem o árabe armará
ali a sua tenda, nem tampouco os pastores ali farão deitar os seus
rebanhos.
 21  Mas as feras do deserto repousarão
ali, e a sua casa se encherá de horríveis animais; e ali
habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali.
 22  E as feras que uivam gritarão umas
às outras nos seus palácios vazios, como também os
chacais, nos seus palácios de prazer; pois bem perto já vem
chegando o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.

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Capítulo
14

 1  Porque o SENHOR se compadecerá de
Jacó, e ainda elegerá a Israel, e o porá na sua própria
terra; e ajuntar-se-ão com ele os estranhos e se achegarão
à casa de Jacó.
 2  E os povos os receberão e os levarão
aos seus lugares, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos
e servas, na terra do SENHOR; e cativarão aqueles que os cativaram
e dominarão os seus opressores.
 3  E acontecerá que, no dia em que
o SENHOR vier a dar-te descanso do teu trabalho, e do teu tremor, e da
dura servidão com que te fizeram servir,
 4  então, proferirás este dito
contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor!
A cidade dourada acabou!
 5  Já quebrantou o SENHOR o bastão
dos ímpios e o cetro dos dominadores.
 6  Aquele que feria os povos com furor, com
praga incessante, o que com ira dominava as nações, agora,
é perseguido, sem que alguém o possa impedir.
 7  Já descansa, já está
sossegada toda a terra! --exclamam com júbilo.
 8  Até as faias se alegram sobre ti,
e os cedros do Líbano, dizendo: Desde que tu caíste, ninguém
sobe contra nós para nos cortar.
 9  O inferno, desde o profundo, se turbou
por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos
e todos os príncipes da terra e fez levantar do seu trono a todos
o reis das nações.
 10  Estes todos responderão e te dirão:
Tu também adoeceste como nós e foste semelhante a nós.
 11  Já foi derribada no inferno a tua
soberba, com o som dos teus alaúdes; os bichinhos, debaixo te ti,
se estenderão, e os bichos te cobrirão.
 12  Como caíste do céu, ó
estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra,
tu que debilitavas as nações!
 13  E tu dizias no teu coração:
Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu
trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda
dos lados do Norte.
 14  Subirei acima das mais altas nuvens e
serei semelhante ao Altíssimo.
 15  E, contudo, levado serás ao inferno,
ao mais profundo do abismo.
 16  Os que te virem te contemplarão,
considerar-te-ão e dirão: É este o varão que
fazia estremecer a terra e que fazia tremer os reinos?
 17  Que punha o mundo como um deserto e assolava
as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir soltos para a
casa deles?
 18  Todos os reis das nações,
todos eles, jazem com honra, cada um na sua casa.
 19  Mas tu és lançado da tua
sepultura, como um renovo abominável, como uma veste de mortos atravessados
à espada, como os que descem ao covil de pedras, como corpo morto
e pisado.
 20  Com eles não te reunirás
na sepultura, porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo;
a descendência dos malignos não será nomeada para sempre.
 21  Preparai a matança para os filhos,
por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e possuam
a terra, e encham o mundo de cidades.
 22  Porque me levantarei contra eles, diz
o SENHOR dos Exércitos, e desarraigarei da Babilônia o nome,
e os resíduos, e o filho, e o neto, diz o SENHOR.
 23  E reduzi-la-ei a possessão de corujas
e a lagoas de águas; e varrê-la-ei com vassoura de perdição,
diz o SENHOR dos Exércitos.
 24  O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo:
Como pensei, assim sucederá; e, como determinei, assim se efetuará.
 25  Quebrantarei a Assíria na minha
terra e, nas minhas montanhas, a pisarei, para que o seu jugo se aparte
deles, e a sua carga se desvie dos seus ombros.
 26  Este é o conselho que foi determinado
sobre toda esta terra; e esta é a mão que está estendida
sobre todas as nações.
 27  Porque o SENHOR dos Exércitos o
determinou; quem pois o invalidará? E a sua mão estendida
está; quem, pois, a fará voltar atrás?
 28  No ano em que morreu o rei Acaz, houve
este peso.
 29  Não te alegres, toda a Filístia,
por ser quebrada a vara que te feria; porque da raiz da cobra sairá
um basilisco, e o seu fruto será uma serpente ardente, voadora.
 30  E os primogênitos dos pobres serão
apascentados, e os necessitados se deitarão seguros; mas farei morrer
de fome a tua raiz, e serão destruídos os teus resíduos.
 31  Uiva, ó porta; grita, ó
cidade; tu, ó Filístia, estás toda derretida; porque
do Norte vem uma fumaça, e ninguém ficará solitário
no tempo determinado.
 32  Que se responderá, pois, aos mensageiros
do povo? Que o SENHOR fundou a Sião, para que os opressos do seu
povo nela encontrem abrigo.

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Capítulo
15

 1  Peso de Moabe. Certamente, em uma noite,
foi destruída Ar de Moabe e foi desfeita; certamente, em uma noite,
foi destruída Quir de Moabe e foi desfeita.
 2  Vai subindo a Bajite, e a Dibom, e aos
lugares altos, a chorar; por Nebo e por Medeba, Moabe uivará; todas
as cabeças ficarão calvas, e toda barba será rapada.
 3  Cingiram-se de panos de saco nas suas ruas;
nos seus terraços e nas suas praças, todos andam uivando
e choram abundantemente.
 4  Assim Hesbom, como Eleale, anda gritando;
até Jaza se ouve a sua voz; por isso, os armados de Moabe clamam;
a sua alma treme dentro deles.
 5  O meu coração clama por causa
de Moabe; fugiram os seus nobres para Zoar, como a novilha de três
anos, porque vão chorando pela subida de Luíte, porque, no
caminho de Horonaim, levantam um lastimoso pranto.
 6  Porque as águas de Ninrim serão
pura assolação; porque se secou o feno, definhou a erva,
e não há verdura alguma.
 7  Pelo que a abundância que ajuntaram
e o que guardaram, ao ribeiro dos salgueiros, o levarão.
 8  Porque o pranto rodeará os limites
de Moabe; até Eglaim chegará o seu clamor, e ainda até
Beer-Elim chegará o seu rugido.
 9  Porquanto as águas de Dimom estão
cheias de sangue, porque ainda acrescentarei mais a Dimom: leões
contra aqueles que escaparem de Moabe e contra as relíquias da terra.

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Capítulo
16

 1  Enviai o cordeiro ao dominador da terra,
desde Sela, no deserto, até ao monte da filha de Sião.
 2  Doutro modo, sucederá que serão
as filhas de Moabe junto aos vaus de Arnom como o pássaro vagueante,
lançado fora do ninho.
 3  Toma conselho, executa o juízo,
e põe a tua sombra no pino do meio-dia como a noite; esconde os
desterrados e não descubras os vagueantes.
 4  Habitem entre ti os meus desterrados, ó
Moabe; serve-lhes de refúgio perante a face do destruidor; porque
o homem violento terá fim; a destruição é desfeita,
e os opressores são consumidos sobre a terra.
 5  Porque um trono se firmará em benignidade,
e sobre ele no tabernáculo de Davi se assentará em verdade
um que julgue, e busque o juízo, e se apresse a fazer justiça.
 6  Ouvimos da soberba de Moabe, a soberbíssima,
e da sua altivez, e da sua soberba, e do seu furor; a sua jactância
é vã.
 7  Portanto, Moabe uivará por Moabe;
todos uivarão; gemereis pelos fundamentos de Quir-Haresete, pois
já estão abalados.
 8  Porque os campos de Hesbom e a vinha de
Sibma enfraqueceram; os senhores das nações talaram as suas
melhores plantas; vão chegando a Jazer; andam vagueando pelo deserto;
os seus ramos se estenderam e já passaram além do mar.
 9  Pelo que prantearei, com o pranto de Jazer,
a vinha de Sibma; regar-te-ei com as minhas lágrimas, ó Hesbom
e Eleale, porque o júbilo dos teus frutos de verão e da tua
sega desapareceu.
 10  E fugiu o folguedo e a alegria do campo
fértil, e já nas vinhas se não canta, nem há
júbilo algum; já o pisador não pisará as uvas
nos lagares. Eu fiz cessar o júbilo.
 11  Pelo que minhas entranhas soam por Moabe
como harpa, e o meu interior, por Quir-Heres.
 12  E será que, quando Moabe se apresentar,
quando se cansar nos altos, e entrar no seu santuário a orar, nada
alcançará.
 13  Esta é a palavra que o SENHOR falou,
no passado, contra Moabe.
 14  Mas, agora, falou o SENHOR, dizendo: Dentro
em três anos, tais quais os anos de assalariados, será envilecida
a glória de Moabe, com toda a sua grande multidão; e o resíduo
será pouco, pequeno e impotente.

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Capítulo
17

 1  Peso de Damasco. Eis que Damasco será
tirada e já não será cidade, mas um montão
de ruínas.
 2  As cidades de Aroer serão abandonadas;
hão de ser para os rebanhos, que se deitarão sem haver quem
os espante.
 3  E a fortaleza de Efraim cessará,
como também o reino de Damasco e o resíduo da Síria;
serão como a glória dos filhos de Israel, diz o SENHOR dos
Exércitos.
 4  E será diminuída, naquele
dia, a glória de Jacó, e a gordura da sua carne desaparecerá.
 5  Porque será como o segador que colhe
o trigo e, com o seu braço, sega as espigas; e será também
como o que colhe espigas no vale dos Refains.
 6  Mas ainda ficarão nele alguns rabiscos,
como no sacudir da oliveira: duas ou três azeitonas na mais alta
ponta dos ramos e quatro ou cinco nos ramos mais exteriores de uma árvore
frutífera, diz o SENHOR Deus de Israel.
 7  Naquele dia, atentará o homem para
o seu Criador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel.
 8  E não atentará para os altares,
obra das suas mãos, nem olhará para o que fizeram seus dedos,
nem para os bosques, nem para as imagens do sol.
 9  Naquele dia, serão as suas cidades
fortes como os lugares abandonados no bosque ou sobre o cume das montanhas,
os quais foram abandonados ante os filhos de Israel; e haverá assolação.
 10  Porquanto te esqueceste do Deus da tua
salvação e não te lembraste da rocha da tua fortaleza;
pelo que bem plantarás plantas formosas e as cercarás de
sarmentos estranhos:
 11  No dia em que as plantares, as cercarás
e, pela manhã, farás que a tua semente brote; mas a colheita
voará no dia da tribulação e das dores insofríveis.
 12  Ai da multidão dos grandes povos
que bramam como bramam os mares e do rugido das nações que
rugem como rugem as impetuosas águas!
 13  Bem rugirão as nações,
como rugem as muitas águas, mas ele repreendê-las -á,
e fugirão para longe; e serão afugentadas como a pragana
dos montes diante do vento e como a bola diante do tufão.
 14  Ao anoitecer, eis que há pavor;
e, antes que amanheça, eles não serão. Esta é
a parte daqueles que nos despojam e a sorte daqueles que nos saqueiam.

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Capítulo
18

 1  Ai da terra que ensombra com as suas asas,
que está além dos rios da Etiópia!
 2  Que envia embaixadores por mar em navios
de junco sobre as águas, dizendo: Ide, mensageiros velozes, a uma
nação alta e polida, a um povo terrível desde o seu
princípio; a uma nação de medidas e de vexames, cuja
terra os rios dividem.
 3  Vós, todos os habitantes do mundo,
e vós, os moradores da terra, quando se arvorar a bandeira nos montes,
o vereis; e, quando se tocar a trombeta, o ouvireis.
 4  Porque assim me disse o SENHOR: Estarei
quieto, olhando desde a minha morada, como o ardor do sol resplandecente,
como a nuvem do orvalho no calor da sega.
 5  Porque antes da sega, quando já
o renovo está perfeito, e as uvas verdes amadurecem, então,
podará os sarmentos, e tirará os ramos, e os cortará.
 6  Eles serão deixados juntos às
aves dos montes e aos animais da terra; e sobre eles veranearão
as aves de rapina, e todos os animais da terra invernarão sobre
eles.
 7  Naquele tempo, trará um presente
ao SENHOR dos Exércitos um povo alto e polido e um povo terrível
desde o seu princípio; uma nação de medidas e de vexames,
cuja terra os rios dividem; ao lugar do nome do SENHOR dos Exércitos,
ao monte de Sião.

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Capítulo
19

 1  Peso do Egito. Eis que o SENHOR vem cavalgando
em uma nuvem ligeira e virá ao Egito; e os ídolos do Egito
serão movidos perante a sua face, e o coração dos
egípcios se derreterá no meio deles.
 2  Porque farei com que os egípcios
se levantem contra os egípcios, e cada um pelejará contra
o seu irmão e cada um, contra o seu próximo, cidade contra
cidade, reino contra reino.
 3  E o espírito dos egípcios
se esvaecerá dentro deles; eu destruirei o seu conselho, e eles
consultarão os seus ídolos, e encantadores, e adivinhos,
e mágicos.
 4  E entregarei os egípcios nas mãos
de um senhor duro, e um rei rigoroso os dominará, diz o Senhor,
o SENHOR dos Exércitos.
 5  E faltarão as águas do mar,
e o rio se esgotará e secará.
 6  Também os rios apodrecerão;
e se esgotarão e secarão os canais do Egito; as canas e os
juncos se murcharão.
 7  A relva que está junto ao rio, junto
às ribanceiras dos rios, e tudo o que foi semeado junto ao rio se
secarão, e serão arrancados, e não subsistirão.
 8  E os pescadores gemerão, e suspirarão
todos os que lançam anzol ao rio, e os que estendem rede sobre as
águas desfalecerão.
 9  E envergonhar-se-ão os que trabalham
em linho fino e os que tecem pano branco.
 10  E os seus fundamentos serão despedaçados,
e todos os que trabalham por salário ficarão com tristeza
na alma.
 11  Na verdade, loucos são os príncipes
de Zoã; o conselho dos sábios conselheiros de Faraó
se embruteceu; como, pois, a Faraó direis: Sou filho de sábios,
filho de antigos reis?
 12  Onde estão, agora, os teus sábios?
Anunciem-te, agora, ou informem-te do que o SENHOR dos Exércitos
determinou contra o Egito.
 13  Loucos se tornaram os príncipes
de Zoã, e enganados estão os príncipes de Nofe; eles
farão errar o Egito, eles que são a pedra de esquina das
suas tribos.
 14  O SENHOR derramou no meio deles um perverso
espírito; e eles fizeram errar o Egito com toda a sua obra, como
o bêbedo quando se revolve no seu vômito.
 15  E não aproveitará ao Egito
obra alguma que possa fazer a cabeça, a cauda, o ramo ou o junco.
 16  Naquele tempo, os egípcios serão
como mulheres, e tremerão, e temerão por causa do movimento
da mão do SENHOR dos Exércitos, porque ela se há de
mover contra eles.
 17  E a terra de Judá será um
espanto para o Egito; todo aquele a quem isso se anunciar se assombrará,
por causa do propósito do SENHOR dos Exércitos, do que determinou
contra eles.
 18  Naquele tempo, haverá cinco cidades
na terra do Egito que falarão a língua de Canaã e
farão juramento ao SENHOR dos Exércitos; e uma se chamará
Cidade da Destruição.
 19  Naquele tempo, o SENHOR terá um
altar no meio da terra do Egito, e um monumento se erigirá ao SENHOR,
na sua fronteira.
 20  E servirá de sinal e de testemunho
ao SENHOR dos Exércitos na terra do Egito, porque ao SENHOR clamarão
por causa dos opressores, e ele lhes enviará um Redentor e Protetor
que os livrará.
 21  E o SENHOR se dará a conhecer ao
Egito, e os egípcios conhecerão ao SENHOR, naquele dia; sim,
eles o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão
votos ao SENHOR, e os cumprirão.
 22  E ferirá o SENHOR aos egípcios
e os curará; e converter-se-ão ao SENHOR, e ele mover-se
-á às suas orações e os curará.
 23  Naquele dia haverá estrada do Egito
até à Assíria, e os assírios virão ao
Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios
adorarão com os assírios ao Senhor.
 24  Naquele dia, Israel será o terceiro
com os egípcios e os assírios, uma bênção
no meio da terra.
 25  Porque o SENHOR dos Exércitos os
abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria,
obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.

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Capítulo
20

 1  No ano em que veio Tartã a Asdode,
enviando-o Sargão, rei da Assíria, e guerreou contra Asdode,
e a tomou,
 2  falou o SENHOR, pelo mesmo tempo, pelo
ministério de Isaías, filho de Amoz, dizendo: Vai, solta
o cilício de teus lombos e descalça os sapatos dos teus pés.
E assim o fez, indo nu e descalço.
 3  Então, disse o SENHOR: Assim como
o meu servo Isaías andou três anos nu e descalço, por
sinal e prodígio sobre o Egito e sobre a Etiópia,
 4  assim o rei da Assíria levará
em cativeiro os presos do Egito e os exilados da Etiópia, tanto
moços como velhos, nus, e descalços, e com as nádegas
descobertas, para vergonha do Egito.
 5  E assombrar-se-ão e envergonhar-se-ão,
por causa dos etíopes, sua esperança, e dos egípcios,
sua glória.
 6  Então, dirão os moradores
desta ilha, naquele dia: Vede que tal é a nossa esperança,
aquilo que buscamos por socorro, para nos livrarmos da face do rei da Assíria!
Como, pois, escaparemos nós?

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Capítulo
21

 1  Peso do deserto do mar. Como os tufões
de vento do Sul, que tudo assolam, ele virá do deserto, da terra
horrível.
 2  Visão dura se me manifesta: o pérfido
trata perfidamente, e o destruidor anda destruindo. Sobe, ó Elão,
sitia, ó medo, que já fiz cessar todo o seu gemido.
 3  Pelo que os meus lombos estão cheios
de grande enfermidade; angústias se apoderaram de mim como as angústias
da que dá à luz; estou tão atribulado, que não
posso ouvir, e tão desfalecido, que não posso ver.
 4  O meu coração está
anelante, e o horror apavora-me; o crepúsculo, que desejava, se
me tornou em tremores.
 5  Eles põem a mesa, estão de
atalaia, comem e bebem; levantai-vos, príncipes, e untai o escudo.
 6  Porque assim me disse o Senhor: Vai, põe
uma sentinela, e ela que diga o que vir.
 7  E, quando vir um bando com cavaleiros a
par, um bando de jumentos e um bando de camelos, ela que escute atentamente
com grande cuidado.
 8  E clamou como um leão: Senhor, sobre
a torre de vigia estou em pé continuamente de dia e de guarda me
ponho noites inteiras.
 9  E eis, agora, vêm um bando de homens
e cavaleiros aos pares. Então, respondeu e disse: Caída é
Babilônia, caída é! E todas as imagens de escultura
dos seus deuses se quebraram contra a terra.
 10  Ah! Malhada minha, e trigo da minha eira!
O que ouvi do SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, isso vos anunciei.
 11  Peso de Dumá. Gritam-me de Seir:
Guarda, que houve de noite? Guarda, que houve de noite?
 12  E disse o guarda: Vem a manhã,
e, também, a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde.
 13  Peso contra a Arábia. Nos bosques
da Arábia, passareis a noite, ó viandantes dedanitas.
 14  Saí, com água, ao encontro
dos sedentos; os moradores da terra de Tema encontraram os que fugiam com
seu pão.
 15  Porque fogem diante das espadas, diante
da espada nua, e diante do arco armado, e diante do peso da guerra.
 16  Porque assim me disse o Senhor: Dentro
de um ano, tal como os anos de assalariados, toda a glória de Quedar
desaparecerá.
 17  E os restantes dos números dos
flecheiros, os valentes dos filhos de Quedar, serão diminuídos,
porque assim o disse o SENHOR, Deus de Israel.

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Capítulo
22

 1  Peso do vale da Visão. Que tens,
agora, para que assim totalmente subisses aos telhados?
 2  Cidade cheia de aclamações,
cidade turbulenta, cidade que salta de alegria, os teus mortos não
são mortos à espada, nem morreram na guerra.
 3  Todos os teus príncipes juntamente
fugiram, foram ligados pelos arqueiros; todos os que em ti se acharam foram
amarrados juntamente e fugiram para longe.
 4  Portanto, digo: desviai de mim a vista,
e chorarei amargamente; não vos canseis mais em consolar-me pela
destruição da filha do meu povo.
 5  Porque dia de alvoroço, e de vexame,
e de confusão é este da parte do Senhor JEOVÁ dos
Exércitos, no vale da Visão: um derribar de muros e um clamor
até às montanhas.
 6  Porque Elão tomou a aljava, com
carros de homens e cavaleiros; e Quir descobre os escudos.
 7  E será que os teus mais formosos
vales se encherão de carros, e os cavaleiros se porão em
ordem às portas.
 8  E se tirará a cobertura de Judá,
e, naquele dia, olharás para as armas da casa do bosque.
 9  E vereis as brechas da cidade de Davi,
porquanto são muitas; e ajuntareis as águas do viveiro inferior.
 10  Também contareis as casas de Jerusalém
e derribareis as casas, para fortalecer os muros.
 11  Fizestes também um reservatório
entre os dois muros para as águas do viveiro velho, mas não
olhastes para cima, para o que o tinha feito, nem considerastes o que o
formou desde a antiguidade.
 12  E o Senhor, o SENHOR dos Exércitos,
vos convidará naquele dia ao choro, e ao pranto, e ao rapar da cabeça,
e ao cingidouro do cilício.
 13  Mas eis aqui gozo e alegria; matam-se
vacas e degolam-se ovelhas; come-se carne, e bebe-se vinho, e diz-se: Comamos
e bebamos, porque amanhã morreremos.
 14  Mas o SENHOR dos Exércitos se declarou
aos meus ouvidos, dizendo: Certamente, esta maldade não será
expiada até que morrais, diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos.
 15  Assim diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos:
Anda, vai ter com este tesoureiro, com Sebna, o mordomo, e dize-lhe:
 16  Que é que tens aqui? Ou a quem
tens tu aqui, para que cavasses aqui uma sepultura, cavando em lugar alto
a sua sepultura, cinzelando na rocha uma morada para si mesmo!
 17  Eis que o SENHOR te arrojará violentamente
como um homem forte e de todo te envolverá.
 18  Certamente, te fará rolar, como
se faz rolar uma bola em terra larga e espaçosa; ali, morrerás,
e, ali, acabarão os carros da tua glória, o opróbrio
da casa do teu senhor.
 19  E demitir-te-ei do teu ofício e
te arrancarei do teu assento.
 20  E será, naquele dia, que chamarei
a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias.
 21  E revesti-lo-ei da tua túnica,
e esforçá-lo-ei com o teu talabarte, e entregarei nas suas
mãos o teu domínio, e ele será como pai para os moradores
de Jerusalém e para a casa de Judá.
 22  E porei a chave da casa de Davi sobre
o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará, e fechará,
e ninguém abrirá.
 23  E fixá-lo-ei como a um prego em
um lugar firme, e será como um trono de honra para a casa de seu
pai.
 24  E dele penderá toda a glória
da casa de seu pai, os renovos e os descendentes, todos os vasos menores,
desde as taças até às garrafas.
 25  Naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos,
o prego pregado em lugar firme será tirado; será arrancado
e cairá, e a carga que nele estava se desprenderá, porque
o SENHOR o disse.

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Capítulo
23

 1  Peso de Tiro. Uivai, navios de Társis,
porque está assolada, a ponto de não haver nela casa nenhuma,
e de ninguém mais entrar nela; desde a terra de Quitim lhes foi
isto revelado.
 2  Calai-vos, moradores da ilha, vós
a quem encheram os mercadores de Sidom, navegando pelo mar.
 3  E a sua provisão era a semente do
Canal, que vinha com as muitas águas, e a ceifa do Nilo; e ela era
a feira das nações.
 4  Envergonha-te, ó Sidom, porque o
mar, a fortaleza do mar, fala, dizendo: Eu não tive dores de parto,
nem dei à luz, nem ainda criei jovens, nem eduquei donzelas.
 5  Como com as novas do Egito, assim haverá
dores quando se ouvirem as de Tiro.
 6  Passai a Társis e uivai, moradores
da ilha.
 7  É esta a vossa cidade, que andava
pulando de alegria? Cuja antiguidade vem de dias remotos? Pois levá-la-ão
os seus próprios pés para longe andarem a peregrinar.
 8  Quem formou este desígnio contra
Tiro, a cidade coroada, cujos mercadores são príncipes e
cujos negociantes são os mais nobres da terra?
 9  O SENHOR dos Exércitos formou este
desígnio para denegrir a soberba de todo o ornamento e envilecer
os mais nobres da terra.
 10  Passa como o Nilo pela tua terra, ó
filha de Társis; já não há cinto ao redor de
ti.
 11  Ele estendeu a mão sobre o mar
e turbou os reinos; o SENHOR deu mandado contra Canaã, para que
se destruíssem as suas fortalezas.
 12  E disse: Nunca mais pularás de
alegria, ó oprimida donzela, filha de Sidom; levanta-te, passa a
Quitim e mesmo ali não terás descanso.
 13  Vede a terra dos caldeus, povo que ainda
não era povo; a Assíria a fundou para os que moravam no deserto;
levantaram as suas fortalezas e edificaram os seus paços, mas já
está arruinada de todo.
 14  Uivai, navios de Társis, porque
é destruída a vossa força.
 15  E sucederá, naquele dia, que Tiro
será posta em esquecimento por setenta anos, conforme os dias de
um rei; mas, no fim de setenta anos, Tiro será como a canção
de uma prostituta.
 16  Toma a harpa, rodeia a cidade, ó
prostituta entregue ao esquecimento; toca bem, canta e repete a ária,
para que haja memória de ti.
 17  Porque será no fim de setenta anos
que o SENHOR visitará a Tiro, e ela tornará à sua
ganância de prostituta e terá comércio com todos os
reinos que há sobre a face da terra.
 18  E será consagrado ao SENHOR o seu
comércio e a sua ganância de prostituta; não se entesourará,
nem se fechará; mas o seu comércio será para os que
habitam perante o SENHOR, para que comam suficientemente e tenham vestes
duráveis.

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Capítulo
24

 1  Eis que o SENHOR esvazia a terra, e a desola,
e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores.
 2  E o que suceder ao povo sucederá
ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à
sua senhora; ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que
toma emprestado; ao que dá usura, como ao que paga usura.
 3  De todo se esvaziará a terra e de
todo será saqueada, porque o SENHOR pronunciou esta palavra.
 4  A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece
e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra.
 5  Na verdade, a terra está contaminada
por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos
e quebram a aliança eterna.
 6  Por isso, a maldição consome
a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão
queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.
 7  Pranteia o mosto, e enfraquece a vide;
e suspirarão todos os alegres de coração.
 8  Cessou o folguedo dos tamboris, acabou
o ruído dos que pulam de prazer, e descansou a alegria da harpa.
 9  Com canções não beberão
vinho; a bebida forte será amarga para os que a beberem.
 10  Demolida está a cidade vazia, todas
as casas fecharam, ninguém já pode entrar.
 11  Há lastimoso clamor nas ruas por
causa do vinho; toda a alegria se escureceu, desterrou-se o gozo da terra.
 12  Na cidade, só ficou a desolação,
e, com estalidos, se quebra a porta.
 13  Porque será no interior da terra,
no meio destes povos, como a sacudidura da oliveira e como os rabiscos,
quando está acabada a vindima.
 14  Estes alçarão a sua voz
e cantarão com alegria; por causa da glória do SENHOR clamarão
desde o mar.
 15  Por isso, glorificai ao SENHOR nos vales
e nas ilhas do mar, ao nome do SENHOR, Deus de Israel.
 16  Dos confins da terra ouvimos cantar: glória
ao Justo; mas eu digo: emagreço, emagreço, ai de mim! Os
pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam perfidamente.
 17  O temor, e a cova, e o laço vêm
sobre ti, ó morador da terra.
 18  E será que aquele que fugir da
voz do temor cairá na cova, e o que subir da cova, o laço
o prenderá; porque as janelas do alto se abriram, e os fundamentos
da terra tremem.
 19  De todo será quebrantada a terra,
de todo se romperá e de todo se moverá a terra.
 20  De todo vacilará a terra como o
ébrio e será movida e removida como a choça de noite;
e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá
e nunca mais se levantará.
 21  E será que, naquele dia, o SENHOR
visitará os exércitos do alto na altura e os reis da terra,
sobre a terra.
 22  E serão amontoados como presos
em uma masmorra, e serão encerrados em um cárcere, e serão
visitados depois de muitos dias.
 23  E a lua se envergonhará, e o sol
se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte
Sião e em Jerusalém; e, então, perante os seus anciãos
haverá glória.

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Capítulo
25

 1  Ó SENHOR, tu és o meu Deus;
exaltar-te-ei e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas; os teus
conselhos antigos são verdade e firmeza.
 2  Porque da cidade fizeste um montão
de pedras, e da cidade forte, uma ruína, e do paço dos estranhos,
que não seja mais cidade e jamais se torne a edificar.
 3  Pelo que te glorificará um povo
poderoso, e a cidade das nações formidáveis te temerá.
 4  Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza
do necessitado na sua angústia; refúgio contra a tempestade
e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a
tempestade contra o muro.
 5  Como o calor em lugar seco, tu abaterás
o ímpeto dos estranhos; como se abranda o calor pela sombra da espessa
nuvem, assim o cântico dos tiranos será humilhado.
 6  E o SENHOR dos Exércitos dará,
neste monte, a todos os povos uma festa com animais gordos, uma festa com
vinhos puros, com tutanos gordos e com vinhos puros, bem purificados.
 7  E destruirá, neste monte, a máscara
do rosto com que todos os povos andam cobertos e o véu com que todas
as nações se escondem.
 8  Aniquilará a morte para sempre,
e assim enxugará o Senhor JEOVÁ as lágrimas de todos
os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra;
porque o SENHOR o disse.
 9  E, naquele dia, se dirá: Eis que
este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará;
este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação,
exultaremos e nos alegraremos.
 10  Porque a mão do SENHOR descansará
neste monte; mas Moabe será trilhado debaixo dele, como se trilha
a palha no monturo.
 11  E Moabe estenderá as mãos
por entre eles, como as estende o nadador para nadar; mas o SENHOR abaterá
a sua altivez, apesar da perícia das suas mãos.
 12  E abaixará as altas fortalezas
dos teus muros e abatê-las -á, e derribá-las -á
por terra, até ao pó.

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Capítulo
26

 1  Naquele dia, se entoará este cântico
na terra de Judá: Uma forte cidade temos, a quem Deus pôs
a salvação por muros e antemuros.
 2  Abri as portas, para que entre nela a nação
justa, que observa a verdade.
 3  Tu conservarás em paz aquele cuja
mente está firme em ti; porque ele confia em ti.
 4  Confiai no SENHOR perpetuamente; porque
o SENHOR Deus é uma rocha eterna.
 5  Porque ele abate os que habitam em lugares
sublimes, e a cidade exaltada humilhará até ao chão,
e a derribará até ao pó.
 6  O pé a pisará: os pés
dos aflitos e os passos dos pobres.
 7  O caminho do justo é todo plano;
tu retamente pesas o andar do justo.
 8  Até no caminho dos teus juízos,
SENHOR, te esperamos; no teu nome e na tua memória está o
desejo da nossa alma.
 9  Com minha alma te desejei de noite e, com
o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te;
porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem
justiça.
 10  Ainda que se mostre favor ao ímpio,
nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão,
ele pratica a iniqüidade e não atenta para a majestade do SENHOR.
 11  SENHOR, a tua mão está exaltada,
mas nem por isso a vêem; vê-la-ão, porém confundir-se-ão
por causa do zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá os teus
adversários.
 12  SENHOR, tu nos darás a paz, porque
tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.
 13  Ó SENHOR, Deus nosso, outros senhores
têm tido domínio sobre nós; mas, por ti só,
nos lembramos do teu nome.
 14  Morrendo eles, não tornarão
a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso, os visitaste,
e destruíste, e apagaste toda a sua memória.
 15  Tu, SENHOR, aumentaste esta gente, tu
aumentaste esta gente, fizeste-te glorioso; mas longe os lançaste,
para todos os confins da terra.
 16  SENHOR, no aperto, te visitaram; vindo
sobre eles a tua correção, derramaram a sua oração
secreta.
 17  Como a mulher grávida, quando está
próxima a sua hora, tem dores de parto e dá gritos nas suas
dores, assim fomos nós por causa da tua face, ó SENHOR!
 18  Bem concebemos nós e tivemos dores
de parto, mas isso não foi senão vento; livramento não
trouxemos à terra, nem caíram os moradores do mundo.
 19  Os teus mortos viverão, os teus
mortos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais
no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho
das ervas, e a terra lançará de si os mortos.
 20  Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos
e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até
que passe a ira.
 21  Porque eis que o SENHOR sairá do
seu lugar para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade;
e a terra descobrirá o seu sangue e não encobrirá
mais aqueles que foram mortos.

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Capítulo
27

 1  Naquele dia, o SENHOR castigará
com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, a serpente veloz,
e o leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão
que está no mar.
 2  Naquele dia, haverá uma vinha de
vinho tinto; cantai-lhe.
 3  Eu, o SENHOR, a guardo e, a cada momento,
a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de
dia a guardarei.
 4  Não há indignação
em mim; quem me poria sarças e espinheiros diante de mim na guerra?
Eu iria contra eles e juntamente os queimaria.
 5  Ou que se apodere da minha força
e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.
 6  Dias virão em que Jacó lançará
raízes, e florescerá e brotará Israel, e encherão
de fruto a face do mundo.
 7  Porventura, feriu-o ele como feriu aos
que o feriram? Ou matou-o ele assim como matou aos que por ele foram mortos?
 8  Com medida contendeste com ela quando a
rejeitaste; ele a tirou com o seu vento forte, no tempo do vento leste.
 9  Por isso, se expiará a iniqüidade
de Jacó, e este será todo o fruto de se haver tirado o seu
pecado; quando ele fizer a todas as pedras do altar como pedras de cal
feitas em pedaços, os bosques e as imagens do sol não poderão
ficar em pé.
 10  Porque a cidade forte está solitária,
uma habitação rejeitada e abandonada como um deserto; ali,
pastarão os bezerros, e ali se deitarão, e devorarão
os seus ramos.
 11  Quando os seus ramos se secarem, serão
quebrados; vindo as mulheres, os acenderão, porque este povo não
é povo de entendimento; por isso, aquele que o fez não se
compadecerá dele e aquele que o formou não lhe mostrará
nenhum favor.
 12  E será, naquele dia, que o SENHOR
padejará o seu fruto desde as correntes do rio até o rio
do Egito; e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a
um.
 13  E será, naquele dia, que se tocará
uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria
e os que foram desterrados para a terra do Egito tornarão a vir
e adorarão ao SENHOR no monte santo, em Jerusalém.

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Capítulo
28

 1  Ai da coroa de soberba dos bêbados
de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está
sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho!
 2  Eis que o Senhor mandará um homem
valente e poderoso; como uma queda de saraiva, uma tormenta de destruição
e como uma tempestade de impetuosas águas que trasbordam, violentamente
a derribará por terra.
 3  A coroa de soberba dos bêbados de
Efraim será pisada aos pés.
 4  E a flor caída do seu glorioso ornamento
que está sobre a cabeça do fértil vale será
como o figo antes do verão, que, vendo-o alguém e tendo -o
ainda na mão, o engole.
 5  Naquele dia, o SENHOR dos Exércitos
será por coroa gloriosa e por grinalda formosa para os restantes
de seu povo;
 6  e será espírito de juízo
para o que se assenta a julgar e por fortaleza para os que fazem recuar
a peleja até à porta.
 7  Mas também estes erram por causa
do vinho e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote
e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho,
desencaminham-se por causa da bebida forte, andam errados na visão
e tropeçam no juízo.
 8  Porque todas as suas mesas estão
cheias de vômitos e de imundícia; não há nenhum
lugar limpo.
 9  A quem, pois, se ensinaria a ciência?
E a quem se daria a entender o que se ouviu? Ao desmamado e ao arrancado
dos seios?
 10  Porque é mandamento sobre mandamento,
mandamento e mais mandamento, regra sobre regra, regra e mais regra: um
pouco aqui, um pouco ali.
 11  Pelo que, por lábios estranhos
e por outra língua, falará a este povo,
 12  ao qual disse: Este é o descanso,
dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não
quiseram ouvir.
 13  Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes
será mandamento sobre mandamento, mandamento e mais mandamento,
regra sobre regra, regra e mais regra: um pouco aqui, um pouco ali; para
que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, e se enlacem,
e sejam presos.
 14  Ouvi, pois, a palavra do SENHOR, homens
escarnecedores que dominais este povo que está em Jerusalém.
 15  Porquanto dizeis: Fizemos concerto com
a morte e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio
do açoite, não chegará a nós, porque pusemos
a mentira por nosso refúgio e debaixo da falsidade nos escondemos.
 16  Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ:
Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada,
pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele
que crer não se apresse.
 17  E regrarei o juízo pela linha e
a justiça, pelo prumo, e a saraiva varrerá o refúgio
da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo.
 18  E o vosso concerto com a morte se anulará;
e a vossa aliança com o inferno não subsistirá; e,
quando o dilúvio do açoite passar, então, sereis oprimidos
por ele.
 19  Desde que comece a passar, vos arrebatará,
porque todas as manhãs passará e todos os dias e todas as
noites; e será que somente o ouvir tal notícia causará
grande turbação.
 20  Porque a cama será tão curta,
que ninguém se poderá estender nela; e o cobertor, tão
estreito, que ninguém se poderá cobrir com ele.
 21  Porque o SENHOR se levantará, como
no monte de Perazim, e se irará, como no vale de Gibeão,
para fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato,
o seu estranho ato.
 22  Agora, pois, não mais escarneçais,
para que vossas ligaduras se não façam mais fortes; porque
já ouvi o Senhor JEOVÁ dos Exércitos falar de uma
destruição, e esta já está determinada sobre
toda a terra.
 23  Inclinai os ouvidos e ouvi a minha voz;
atendei bem e ouvi o meu discurso.
 24  Porventura, lavra todo o dia o lavrador,
para semear? Ou abre e esterroa todo o dia a sua terra?
 25  Não é, antes, assim: quando
já tem gradado a sua superfície, então, espalha nela
ervilhaca, e semeia cominhos; ou lança nela do melhor trigo, ou
cevada escolhida, ou centeio, cada qual no seu lugar?
 26  O seu Deus o ensina e o instrui acerca
do que há de fazer.
 27  Porque a ervilhaca não se trilha
com instrumento de trilhar, nem sobre os cominhos passa roda de carro;
mas, com uma vara, se sacode a ervilhaca e os cominhos, com um pedaço
de pau.
 28  O trigo é esmiuçado, mas
não se trilha continuamente, nem se esmiúça com as
rodas do seu carro, nem se quebra com os seus cavalos.
 29  Até isto procede do SENHOR dos
Exércitos, porque é maravilhoso em conselho e grande em obra.

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Capítulo
29

 1  Ai de Ariel, da cidade de Ariel, em que
Davi assentou o seu arraial! Acrescentai ano a ano, e sucedam-se as festas.
 2  Contudo, porei a Ariel em aperto, e haverá
pranto e tristeza; e ela será para mim como Ariel.
 3  Porque te cercarei com o meu arraial, e
te sitiarei com baluartes, e levantarei trincheiras contra ti.
 4  Então, serás abatida, falarás
de debaixo da terra, e a tua fala desde o pó sairá fraca,
e será a tua voz debaixo da terra como a de um feiticeiro, e a tua
fala assobiará desde o pó.
 5  E a multidão dos teus inimigos será
como o pó miúdo, e a multidão dos tiranos, como a
pragana que passa; em um momento repentino, isso acontecerá.
 6  Do SENHOR dos Exércitos serás
visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído, e
com tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor.
 7  E como o sonho e uma visão da noite
será a multidão de todas as nações que hão
de pelejar contra Ariel, como também todos os que pelejarem contra
ela e contra os seus muros e a puserem em aperto.
 8  Será também como o faminto
que sonha que está comendo, mas, acordando, sente a sua alma vazia;
ou como o sequioso que sonha que está bebendo, mas, acordando, eis
que ainda desfalecido se acha, e a sua alma, com sede; assim será
toda a multidão das nações que pelejarem contra o
monte Sião.
 9  Tardai, e maravilhai-vos, e folgai, e clamai;
bêbados estão, mas não de vinho; andam titubeando,
mas não de bebida forte.
 10  Porque o SENHOR derramou sobre vós
um espírito de profundo sono e fechou os vossos olhos, os profetas;
e vendou os vossos líderes, os videntes.
 11  Pelo que toda visão vos é
como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo:
Ora, lê isto; e ele dirá: Não posso, porque está
selado.
 12  Ou dá-se o livro ao que não
sabe ler, dizendo: Ora, lê isto; e ele dirá: Não sei
ler.
 13  Porque o Senhor disse: Pois que este povo
se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas
o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor
para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;
 14  eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa
no meio deste povo; uma obra maravilhosa e um assombro, porque a sabedoria
dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes
se esconderá.
 15  Ai dos que querem esconder profundamente
o seu propósito do SENHOR! Fazem as suas obras às escuras
e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?
 16  Vós tudo perverteis, como se o
oleiro fosse ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não
me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe.
 17  Porventura, não se converterá
o Líbano, em um breve momento, em campo fértil? E o campo
fértil não se reputará por um bosque?
 18  E, naquele dia, os surdos ouvirão
as palavras do livro, e, dentre a escuridão e dentre as trevas,
as verão os olhos dos cegos.
 19  E os mansos terão regozijo sobre
regozijo no SENHOR; e os necessitados entre os homens se alegrarão
no Santo de Israel.
 20  Porque o tirano é reduzido a nada,
e se consome o escarnecedor, e todos os que se dão a iniqüidade
são desarraigados,
 21  os que fazem culpado ao homem em uma causa,
os que armam laços ao que repreende na porta e os que põem
de parte o justo, sem motivo.
 22  Portanto, assim diz o SENHOR, que remiu
a Abraão, acerca da casa de Jacó: Jacó não
será, agora, envergonhado, nem, agora, se descorará a sua
face.
 23  Mas, quando vir a seus filhos a obra das
minhas mãos, no meio dele, santificarão o meu nome, e santificarão
o Santo de Jacó, e temerão ao Deus de Israel.
 24  E os errados de espírito virão
a ter entendimento, e os murmuradores aprenderão doutrina.

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Capítulo
30

 1  Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que
tomaram conselho, mas não de mim! E que se cobriram com uma cobertura,
mas não do meu Espírito, para acrescentarem pecado a pecado!
 2  Que descem ao Egito, sem perguntarem à
minha boca, para se fortificarem com a força de Faraó e para
confiarem na sombra do Egito!
 3  Porque a força de Faraó se
vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito,
em confusão.
 4  Porque os seus príncipes estão
em Zoã, e os seus embaixadores chegaram a Hanes.
 5  Eles se envergonharão de um povo
que de nada lhe servirá, nem de ajuda, nem de proveito; antes, de
vergonha e de opróbrio.
 6  Peso dos animais do Sul. Para a terra de
aflição e de angústia (donde vem a leoa, o leão,
o basilisco e a áspide ardente voadora) levarão às
costas de jumentinhos as suas fazendas, e sobre as corcovas de camelos,
os seus tesouros a um povo que de nada lhes aproveitará.
 7  Porque o Egito os ajudará em vão
e para nenhum fim; pelo que clamei acerca disto: No estarem quietos, estará
a sua força.
 8  Vai, pois, agora, escreve isto em uma tábua
perante eles e aponta-o em um livro; para que fique escrito para o tempo
vindouro, para sempre e perpetuamente.
 9  Porque povo rebelde é este, filhos
mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do SENHOR;
 10  que dizem aos videntes: Não vejais;
e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto;
dizei-nos coisas aprazíveis e tende para nós enganadoras
lisonjas;
 11  desviai-vos do caminho, apartai-vos da
vereda; fazei que deixe de estar o Santo de Israel perante nós.
 12  Pelo que assim diz o Santo de Israel:
Visto que rejeitais esta palavra, e confiais na opressão e na perversidade,
e sobre isso vos estribais,
 13  por isso, esta maldade vos será
como a parede fendida, que já forma barriga desde o mais alto sítio,
e cuja queda virá subitamente, em um momento.
 14  E ele o quebrará como se quebra
o vaso do oleiro e, quebrando-o, não se compadecerá; não
se achará entre os seus pedaços um que sirva para tomar fogo
do lar ou tirar água da poça.
 15  Porque assim diz o Senhor JEOVÁ,
o Santo de Israel: Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa
salvação; no sossego e na confiança, estaria a vossa
força, mas não a quisestes.
 16  Mas dizeis: Não; antes, sobre cavalos
fugiremos; portanto, fugireis; e: Sobre cavalos ligeiros cavalgaremos;
por isso, os vossos perseguidores serão ligeiros.
 17  Mil homens fugirão ao grito de
um e, ao grito de cinco, todos vós fugireis, até que sejais
deixados como o mastro no cume do monte e como a bandeira no outeiro.
 18  Por isso, o SENHOR esperará para
ter misericórdia de vós; e, por isso, será exalçado
para se compadecer de vós, porque o SENHOR é um Deus de eqüidade.
Bem-aventurados todos os que nele esperam.
 19  Porque o povo habitará em Sião,
em Jerusalém; não chorarás mais; certamente, se compadecerá
de ti, à voz do teu clamor; e, ouvindo-a, te responderá.
 20  Bem vos dará o Senhor pão
de angústia e água de aperto, mas os teus instruidores nunca
mais fugirão de ti, como voando com asas; antes, os teus olhos verão
a todos os teus mestres.
 21  E os teus ouvidos ouvirão a palavra
que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho;
andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.
 22  E terás por contaminadas as coberturas
das tuas esculturas de prata e a coberta das tuas esculturas fundidas de
ouro; e as lançarás fora como um pano imundo e dirás
a cada uma delas: Fora daqui!
 23  Então, te dará chuva sobre
a semente com que semeares a terra, como também pão da novidade
da terra; e esta será fértil e cheia; naquele dia, o teu
gado pastará em lugares largos de pasto.
 24  E os bois e os jumentinhos que lavram
a terra comerão grão puro, que for padejado com a pá
e cirandado com a ciranda.
 25  E haverá, em todo monte alto e
em todo outeiro elevado, ribeiros e correntes de águas, no dia da
grande matança, quando caírem as torres.
 26  E será a luz da lua como a luz
do sol, e a luz do sol, sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia
em que o SENHOR ligar a quebradura do seu povo e curar a chaga da sua ferida.
 27  Eis que o nome do SENHOR vem de longe
ardendo na sua ira e lançando espessa fumaça; os seus lábios
estão cheios de indignação, e a sua língua
é como um fogo consumidor;
 28  e a sua respiração é
como o ribeiro trasbordando, que chega até ao pescoço, para
peneirar as nações com peneira de vaidade; e um freio de
fazer errar estará nas queixadas dos povos.
 29  Um cântico haverá entre vós,
como na noite em que se celebra uma festa santa; e alegria de coração,
como a daquela que sai tocando pífano, para vir ao monte do SENHOR,
à Rocha de Israel.
 30  E o SENHOR fará ouvir a glória
da sua voz e fará ver o abaixamento do seu braço, com indignação
de ira, e a labareda do seu fogo consumidor, e raios, e dilúvio,
e pedra de saraiva.
 31  Porque, com a voz do SENHOR, será
desfeita em pedaços a Assíria, que feriu com a vara.
 32  E, a cada pancada do bordão do
juízo que o SENHOR der, haverá tamboris e harpas; e, com
combates de agitação, combaterá contra eles.
 33  Porque uma fogueira está preparada
desde ontem, sim, está preparada para o rei; ele a fez profunda
e larga; a sua pilha é fogo e tem muita lenha; o assopro do SENHOR
como torrente de enxofre a acenderá.

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Capítulo
31

 1  Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro
e se estribam em cavalos! Têm confiança em carros, porque
são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos;
e não atentam para o Santo de Israel e não buscam ao SENHOR.
 2  Todavia, também ele é sábio,
e fará vir o mal, e não retirará as suas palavras;
ele se levantará contra a casa dos malfeitores e contra a ajuda
dos que praticam a iniqüidade.
 3  Porque os egípcios são homens
e não Deus; e os seus cavalos, carne e não espírito;
e, quando o SENHOR estender a mão, todos cairão por terra,
tanto o auxiliador como o ajudado, e todos juntamente serão consumidos.
 4  Porque assim me disse o SENHOR: Como o
leão e o filhote do leão rugem sobre a sua presa, ainda que
se convoque contra eles uma multidão de pastores, e não se
espantam das suas vozes, nem se abatem pela sua multidão, assim
o SENHOR dos Exércitos descerá para pelejar pelo monte Sião
e pelo seu outeiro.
 5  Como as aves voam, assim o SENHOR dos Exércitos
amparará a Jerusalém; ele a amparará, e a livrará,
e, passando, a salvará.
 6  Convertei-vos, pois, àquele contra
quem os filhos de Israel se rebelaram tão profundamente.
 7  Porque, naquele dia, cada um lançará
fora os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que
fabricaram as vossas mãos para pecardes.
 8  E a Assíria cairá pela espada
e não por varão; e a espada, não de homem, a consumirá;
e fugirá perante a espada, e os seus jovens serão derrotados.
 9  E, de medo, passará a sua rocha
de refúgio, e os seus príncipes desertarão a bandeira,
diz o SENHOR, cujo fogo está em Sião e cuja fornalha, em
Jerusalém.

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Capítulo
32

 1  Reinará um rei com justiça,
e dominarão os príncipes segundo o juízo.
 2  E será aquele varão como
um esconderijo contra o vento, e como um refúgio contra a tempestade,
e como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma
grande rocha em terra sedenta.
 3  E os olhos dos que vêem não
olharão para trás; e os ouvidos dos que ouvem estarão
atentos.
 4  E o coração dos imprudentes
entenderá a sabedoria; e a língua dos gagos estará
pronta para falar distintamente.
 5  Ao louco nunca mais se chamará nobre;
e do avarento nunca mais se dirá que é generoso.
 6  Porque o louco fala loucamente, e o seu
coração pratica a iniqüidade, para usar de hipocrisia,
e para proferir erros contra o SENHOR, e para deixar vazia a alma do faminto,
e para fazer com que o sedento venha a ter falta de bebida.
 7  Também todos os instrumentos do
avarento são maus; ele maquina invenções malignas,
para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre chega
a falar retamente.
 8  Mas o nobre projeta coisas nobres e, pela
nobreza, está em pé.
 9  Levantai-vos, mulheres que estais em repouso,
e ouvi a minha voz; e vós, filhas que estais tão seguras,
inclinai os ouvidos às minhas palavras.
 10  Porque daqui a um ano e dias vireis a
ser turbadas, ó mulheres que estais tão seguras; porque a
vindima se acabará, e a colheita não virá.
 11  Tremei, mulheres que estais em repouso,
e turbai-vos, vós que estais tão seguras; despi-vos, e ponde-vos
nuas, e cingi com panos de saco os vossos lombos.
 12  Feri os peitos sobre os campos desejáveis
e sobre as vides frutuosas.
 13  Sobre a terra do meu povo virão
espinheiros e sarças, como também sobre todas as casas de
alegria, na cidade que anda pulando de prazer.
 14  Porque o palácio será abandonado,
o ruído da cidade cessará; Ofel e as torres da guarda servirão
de cavernas eternamente, para alegria dos jumentos monteses e para pasto
dos gados,
 15  até que se derrame sobre nós
o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará
em campo fértil, e o campo fértil será reputado por
um bosque.
 16  E o juízo habitará no deserto,
e a justiça morará no campo fértil.
 17  E o efeito da justiça será
paz, e a operação da justiça, repouso e segurança,
para sempre.
 18  E o meu povo habitará em morada
de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso,
 19  ainda que caia saraiva, e caia o bosque,
e a cidade seja inteiramente abatida.
 20  Bem-aventurados vós, que semeais
sobre todas as águas e que dais liberdade ao pé do boi e
do jumento.

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Capítulo
33

 1  Ai de ti despojador que não foste
despojado e que ages perfidamente contra os que não agiram perfidamente
contra ti! Acabando tu de despojar, serás despojado; e, acabando
tu de tratar perfidamente, perfidamente te tratarão.
 2  SENHOR, tem misericórdia de nós!
Por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã,
como também a nossa salvação em tempos de tribulação.
 3  Ao ruído do tumulto, fugirão
os povos; à tua exaltação as nações
serão dispersas.
 4  Então, ajuntar-se -á o vosso
despojo como se apanha o pulgão; como os gafanhotos saltam, ali
saltará.
 5  O SENHOR é exalçado, pois
habita nas alturas; encheu a Sião de retidão e de justiça.
 6  E haverá estabilidade nos teus tempos,
abundância de salvação, sabedoria e ciência;
e o temor do SENHOR será o seu tesouro.
 7  Eis que os seus embaixadores estão
clamando de fora; e os mensageiros de paz estão chorando amargamente.
 8  As estradas estão desoladas, cessam
os que passam pelas veredas; ele rompeu a aliança, desprezou as
cidades e a homem nenhum estima.
 9  A terra geme e pranteia, o Líbano
se envergonha e se murcha, Sarom se tornou como um deserto, Basã
e Carmelo foram sacudidos.
 10  Agora, me levantarei, diz o SENHOR; agora,
me levantarei a mim mesmo; agora, serei exaltado.
 11  Concebestes palha, produzireis pragana,
e o vosso espírito vos devorará como fogo.
 12  E os povos serão como os incêndios
de cal, como espinhos cortados arderão no fogo.
 13  Ouvi, vós os que estais longe,
o que tenho feito; e vós que estais vizinhos, conhecei o meu poder.
 14  Os pecadores de Sião se assombraram,
o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará
com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas
eternas?
 15  O que anda em justiça e que fala
com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões,
que sacode das suas mãos todo o presente; que tapa os ouvidos para
não ouvir falar de sangue e fecha os olhos para não ver o
mal,
 16  este habitará nas alturas; as fortalezas
das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe
será dado, e as suas águas serão certas.
 17  Os teus olhos verão o Rei na sua
formosura e verão a terra que está longe.
 18  O teu coração considerará
em assombro, dizendo: Onde está o escrivão? Onde está
o pagador? Onde está o que conta as torres?
 19  Não verás mais aquele povo
cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber,
e de língua tão estranha, que não se pode entender.
 20  Olha para Sião, a cidade das nossas
solenidades; os teus olhos verão a Jerusalém, habitação
quieta, tenda que não será derribada, cujas estacas nunca
serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará.
 21  Mas o SENHOR ali nos será grandioso,
lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por
eles, nem navio grande navegará por eles.
 22  Porque o SENHOR é o nosso Juiz;
o SENHOR é o nosso Legislador; o SENHOR é o nosso Rei; ele
nos salvará.
 23  As tuas cordas estão frouxas; não
puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então,
a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos
roubarão a presa.
 24  E morador nenhum dirá: Enfermo
estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade.

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Capítulo
34

 1  Chegai-vos, nações, para
ouvir; e vós, povos, escutai; ouça a terra, e a sua plenitude,
o mundo e tudo quanto produz.
 2  Porque a indignação do SENHOR
está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo
o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à
matança.
 3  E os mortos serão arremessados,
e do seu corpo subirá o mau cheiro; e com o seu sangue os montes
se derreterão.
 4  E todo o exército dos céus
se gastará, e os céus se enrolarão como um livro,
e todo o seu exército cairá como cai a folha da vide e como
cai o figo da figueira.
 5  Porque a minha espada se embriagou nos
céus; eis que sobre Edom descerá e sobre o povo do meu anátema,
para exercer juízo.
 6  A espada do SENHOR está cheia de
sangue, está cheia da gordura de sangue de cordeiros e de bodes,
da gordura dos rins de carneiros; porque o SENHOR tem sacrifício
em Bozra e grande matança na terra de Edom.
 7  E os unicórnios descerão
com eles, e os bezerros, com os touros; e a sua terra beberá sangue
até se fartar, e o seu pó de gordura se encherá.
 8  Porque será o dia da vingança
do SENHOR, ano de retribuições, pela luta de Sião.
 9  E os seus ribeiros se transformarão
em pez, e o seu pó, em enxofre, e a sua terra, em pez ardente.
 10  Nem de noite nem de dia, se apagará;
para sempre a sua fumaça subirá; de geração
em geração será assolada, e de século em século
ninguém passará por ela.
 11  Mas o pelicano e a coruja a possuirão,
e o bufo e o corvo habitarão nela, e ele estenderá sobre
ela cordel de confusão e nível de vaidade.
 12  Eles chamarão ao reino os seus
nobres, mas nenhum haverá, e todos os seus príncipes não
serão coisa nenhuma.
 13  E, nos seus palácios, crescerão
espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas; e será uma habitação
de dragões e sala para os filhos do avestruz.
 14  E os cães bravos se encontrarão
com os gatos bravos; e o sátiro clamará ao seu companheiro;
e os animais noturnos ali pousarão e acharão lugar de repouso
para si.
 15  Ali, se aninhará a mélroa,
e porá os seus ovos, e tirará os seus filhotes, e os recolherá
debaixo da sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão
uns com os outros.
 16  Buscai no livro do SENHOR e lede; nenhuma
dessas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque
a sua própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará.
 17  Porque ele mesmo lançou as sortes
por eles, e a sua mão lhes repartiu a terra com o cordel; para sempre
a possuirão, de geração em geração habitarão
nela.

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Capítulo
35

 1  O deserto e os lugares secos se alegrarão
com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa.
 2  Abundantemente florescerá e também
regorgitará de alegria e exultará; a glória do Líbano
se lhe deu, bem como a excelência do Carmelo e de Sarom; eles verão
a glória do SENHOR, a excelência do nosso Deus.
 3  Confortai as mãos fracas e fortalecei
os joelhos trementes.
 4  Dizei aos turbados de coração:
Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá
com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.
 5  Então, os olhos dos cegos serão
abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão.
 6  Então, os coxos saltarão
como cervos, e a língua dos mudos cantará, porque águas
arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo.
 7  E a terra seca se transformará em
tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas; e nas habitações
em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos.
 8  E ali haverá um alto caminho, um
caminho que se chamará O Caminho Santo; o imundo não passará
por ele, mas será para o povo de Deus; os caminhantes, até
mesmo os loucos, não errarão.
 9  Ali, não haverá leão,
nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os
remidos andarão por ele.
 10  E os resgatados do SENHOR voltarão
e virão a Sião com júbilo; e alegria eterna haverá
sobre a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles
fugirá a tristeza e o gemido.

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Capítulo
36

 1  E aconteceu, no ano décimo-quarto
do rei Ezequias, que Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas
as cidades fortes de Judá e as tomou.
 2  Então, o rei da Assíria enviou
Rabsaqué, desde Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias com um
grande exército; e ele parou junto ao cano do tanque mais alto,
junto ao caminho do campo do lavandeiro.
 3  Então, saiu a ele Eliaquim, filho
de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho
de Asafe, o chanceler.
 4  E Rabsaqué lhes disse: Ora, dizei
a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança
é esta que tu manifestas?
 5  Bem posso eu dizer: teu conselho e poder
para a guerra são apenas vãs palavras; em quem, pois, agora,
confias, que contra mim te rebelas?
 6  Eis que confias naquele bordão de
cana quebrada, a saber, no Egito, que, se alguém se apoiar nele,
lhe entrará pela mão e lha furará; assim é
Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.
 7  Mas, se me disseres: No SENHOR, nosso Deus,
confiamos, porventura, não é esse aquele cujos altos e cujos
altares Ezequias tirou e disse a Judá e a Jerusalém: Perante
este altar vos inclinareis?
 8  Ora, pois, dá, agora, reféns
ao meu senhor, o rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se
tu puderes dar cavaleiros para eles.
 9  Como, não podendo tu voltar o rosto
a um só príncipe dos mínimos servos do meu senhor,
confias no Egito, por causa dos carros e cavaleiros?
 10  E subi eu, agora, sem o SENHOR contra
esta terra, para destruí-la? O SENHOR mesmo me disse: Sobe contra
esta terra e destrói-a.
 11  Então, disse Eliaquim, e Sebna,
e Joá a Rabsaqué: Pedimos-te que fales aos teus servos em
siríaco, porque bem o entendemos, e não nos fales em judaico,
aos ouvidos do povo que está sobre os muros.
 12  Mas Rabsaqué disse: Porventura,
mandou-me o meu senhor só ao teu senhor e a ti, para dizer estas
palavras? E não, antes, aos homens que estão assentados sobre
os muros, para que comam convosco o seu esterco e bebam a sua urina?
 13  Rabsaqué, pois, se pôs em
pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do
grande rei, do rei da Assíria.
 14  Assim diz o rei: Não vos engane
Ezequias, porque não vos poderá livrar.
 15  Nem tampouco Ezequias vos faça
confiar no SENHOR, dizendo: I