Design inteligente
O Design inteligente (ou projeto inteligente ou Intelligent Design ) é a assertação de que "certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente , e não por um processo não-direcionado como a seleção natural ". [1] [2] Ele é uma forma moderna do tradicional argumento teleológico para a existência de Deus , modificado para evitar especificações sobre a natureza ou identidade do designer [3] A idéia foi desenvolvida por um grupo de criacionistas americanos que reformularam o argumento em face à controvérsia da criação vs. evolução para contornar uma decisão judicial americana proibindo o ensino de criacionismo como ciência. [4] [5] [6] Seus principais defensores, todos eles associados ao Discovery Institute, baseado nos Estados Unidos, [7] [8] acreditam que o designer é o Deus do cristianismo . [9] [10] Segundo eles, sua pesquisa é análoga ao de detetivesque diante de uma pessoa morta, buscam sinais de que aquele evento não
foi acidental (ou que isto é muito improvável), indicando que há um
assassino. Os pesquisadores buscam no mundo natural (e principalmente
em estruturas biológicas )
sinais de planejamento, funcionalidade e propósito. Assim como os
detetives podem investigar se há ou não um criminoso sem saber quem ele
é, os pesquisadores alegam que poderiam dizer que há um design sem
saber dados adicionais sobre o designer. A pesquisa se foca nas
evidências biológicas e não nas conseqüências das descobertas. [11] Defensores do design inteligente alegam que o design inteligente seja uma teoria científica , [12] e buscam fundamentalmente redefinir a ciência para que a mesma aceite explicações sobrenaturais . [13]
O consenso inequívoco da comunidade científica é de que o design inteligente não é ciência, mas na verdade pseudociência . [14] [15] [16] [17] A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos
já declarou que o "criacionismo, design inteligente, e outras alegações
de intervenção sobrenatural na origem da vida" não são ciências porque
elas não podem ser testadas por métodos científicos . [18] A Associação de Professores de Ciências dos Estados Unidos e a Associação Americana para o Avanço da Ciência a classificaram como pseudociência. [19] Outros na comunidade científica concordaram com a classificação, e alguns já a classificaram como ciência-lixo. [20] [21]
O termo "design inteligente" originou-se em resposta a decisão judicial de 1987 da Suprema Corte Americana no caso Edwards v. Aguilard que envolveu a separação da igreja e do estado . [4]
Seu primeiro uso significativo em publicações foi em "Of Pandas and
People" (Sobre Pandas e Pessoas), um livro didático de 1989 publicado
com a intenção de ser usado em aulas de biologia do ensino médio. [22]
Vários livros adicionais sobre o design inteligente foram publicados
nos anos de 1990. Na metade da década de 1990, defensores do design
inteligente começaram a se aglomerar ao redor do Discovery Institute e
a defender mais publicamente a inclusão do design inteligente no
currículo da escola pública . [23]
Com o Discovery Institute e seu "Center for Science and Culture"
(Centro para Ciência e Cultura) servindo como alicerce central no
planejamento e financiamento, o "movimento do design inteligente"
cresceu significativamente em publicidade no final da década de 1990 e
no início de 2000, culminando no "julgamento de Dover" em 2005 que
contestou o uso intencional do design inteligente em salas de ciências
do sistema público de ensino. [7]
No caso Kitzmiller v. Dover Area School District, um grupo de
pais de estudantes do ensino médio contestaram a exigência de um
distrito escolar público para que professores apresentassem o design
inteligente em aulas de biologia como uma "explanação alternativa para
a origem da vida". O Juiz Distrital Americano John E. Jones III
sentenciou que o design inteligente não é ciência, e que "não pode se
desaclopar de seus antecedentes criacionistas, e consequentemente
religiosos" e concluiu que a promoção do design inteligente realizada
pelo distrito escolar violava a Clausula de Estabelecimento da Primeira emenda da constituição dos Estados Unidos da América . [24]
Visão Geral
O termo "design inteligente" começou a ser usado após a sentença de 1987 da Suprema Corte Americana
no caso Edwards v. Aguillard que decidiu que a exigência de ensinar a
"Ciência da Criação" ao lado da evolução era uma violação da Cláusula
de Estabelecimento, que proíbe a ajuda estatal à religião. No caso Edwards,
a Suprema Corte também havia decidido que "ensinar uma variedade de
teorias científicas sobre as origens da humanidade para estudantes pode
ser validamente feito com a clara intenção secular de melhorar a
efetividade da instrução científica". [25]
Em esboços do livro didático de ciência criacionista "Of Pandas and
People", praticamente todas as derivações da palavra "criação", como
"criacionismo", foram substituídas com as palavras "design inteligente". [22]
O livro foi publicado em 1989, seguido por uma campanha promovendo-o
para ser usado no ensino do design inteligente em classes de biologia
do ensino médio do sistema público. [26]
A mesma sentença judicial da Suprema Corte influenciou o jurista aposentado Phillip E. Johnson ,
em seu livro de 1991 "Darwin on Trial" (Darwin no banco dos réus), a
defender a redefinição da ciência para que a mesma permitisse alegações
de criação sobrenatural. [27] Um grupo incluindo Michael Behe , Stephen C. Meyer e William Dembski juntaram-se a Johnson com o objetivo de derrubar o naturalismo metodológico do método científico (que ele descreveu como " materialismo ") e o substituí-lo com o "realismo teísta" através do que foi subsequentemente chamado de " estratégia da cunha " (wedge strategy). [28]
Behe contribuiu para a revisão de 1993 do livro "Of Pandas and People",
criando os alicerces das idéias que ele posteriormente nomearia de " complexidade Irredutível ". [29]
Em 1994 Meyer contatou o Discovery Institute, e no ano seguinte eles
obtiveram financiamento para criar o Centro para a Renovação da Ciência
e Cultura, com o propósito de promover a busca do movimento do design
inteligente por apoio político e público para o ensino do "design
inteligente" como uma alternativa a evolução baseada na criação , particularmente nos Estados Unidos. [23]
O design inteligente é apresentado como uma alternativa as explicações naturais para a origem e diversidade da vida. Ela se situa em oposição à ciência biológica convencional, que depende do método científico para explicar a vida através de processos observáveis como mutações e a seleção natural . [30] [31] O propósito declarado do design inteligente é o de investigar se as evidências empíricas existentes implicam ou não que a vida na Terra precisou ser desenhada por um agente ou agentes inteligentes .
William Dembski, um dos principais defensores do design inteligente, já
afirmou que a alegação fundamental do design inteligente é que "existem
sistemas naturais que não podem ser adequadamente explicados em termos
de forças naturais não-direcionais e que exibem características que em
qualquer outra circunstância nós atribuiríamos à inteligência." [32] No manifesto do Discovery Institute que vazou para a mídia e ficou conhecido como o " Documento da Cunha " (Wedge Document), entretanto, era dito aos defensores do movimento que:
"Nós estamos crescendo nesse momentum, aumentando a cunha com uma
alternativa científica positiva as teorias científicas materialistas,
que veio a ser conhecida como a teoria do design inteligente. A teoria
do Design promete reverter a dominância sufocante da visão de mundo
materialista, e a substituí-la com uma ciência consoante a convicções
teístas e cristãs." [33] [34]
Defensores do Design Inteligente procuram por evidências do que eles chamam de "sinais de inteligência": propriedades físicas de um objeto que apontam para um designer (veja: argumento teleológico ). Por exemplo, defensores do design inteligente argumentam que um arqueólogo
que encontra uma estátua feita de pedra em um campo pode
justificavelmente concluir que a estátua foi desenhada, e pode
sensatamente tentar identificar o designer. O arqueólogo não estaria,
entretanto, justificado ao fazer à mesma alegação baseado em um
pedregulho irregular do mesmo tamanho. Defensores do design inteligente
argumentam que sistemas vivos apresentam grande complexidade , a partir do que eles podem inferir que alguns aspectos da vida são desenhados.
Eles também afirmam que embora as evidências que possam apontar para
a natureza de uma "causa ou agente inteligente" podem não ser
diretamente observadas ,
seus efeitos na natureza podem ser detectados. Dembski, em seu livro
"Signs of Intelligence" (Sinais de inteligência), afirma: "Defensores
do design inteligente a consideram como um programa de pesquisa
científica que investiga os efeitos de causas inteligentes... e não
causas inteligentes per se". Em sua opinião, ninguém pode testar a
identidade de influencias exteriores a um sistema fechado, de dentro do
sistema fechado, logo questão relacionadas à identidade do designer
caem fora do escopo do conceito. Em 20 anos desde que o design
inteligente foi formulado, nenhum teste rigoroso que possa identificar
os alegados efeitos foi proposto. [35] [36] Nenhum artigo suportando o design inteligente já foi publicado em periódicos científicos revisados por pares , e nem o design inteligente já foi o sujeito de estudo que qualquer pesquisa ou estudo científico. [37]
Origens do conceito
Filósofos vêm debatendo a um longo tempo se a complexidade da
natureza indica a existência de um designer/criador(s)
natural/sobrenatural. Entre os primeiros argumentos atestados para a
existência de um designer do Universo estão aqueles documentados na filosofia grega. No século IV a.C., Platão propôs um " demiurgo " que era bom e sábio como o criador e primeira causa do cosmos, em seu tratado Timeu . [38] [39] Aristóteles
também desenvolveu a idéia de um criador-designer do cosmos,
frequentemente chamado de "Motor Imóvel", em seu trabalho filosófico Metafísica . [40] Em De Natura Deorum, ou "Sobre a Natureza dos Deuses" (45 a.C.), Cícero afirmou que "o poder divino deve ser encontrado no princípio de uma razão que permeia toda a natureza". [41]
O uso dessa linha de raciocínio aplicado a um designer sobrenatural veio a ser conhecida como o argumento teleológico para a existência de Deus . As formas mais notáveis desse argumento foram expressas no século XIII por Tomás de Aquino em sua obra Suma Teológica , [42] sendo o design a quinta das cinco provas de Aquino para a existência de Deus, e por William Paley em seu livro Teologia Natural (1802). [43] Paley usou a analogia do relojoeiro ,
que é usada até hoje em argumentos relacionados ao design inteligente.
No início do século IXX, tais argumentos levaram ao desenvolvimento do
que era chamado na época de teologia natural ,
o estudo da natureza como um meio para entender a "mente de Deus". Esse
movimento deu combustível a paixão pela coleta de fósseis e outros
espécimes biológicos, o que eventualmente levou ao desenvolvimento da
teoria da evolução das espécies proposta por Darwin . Um raciocínio similar, postulando um designer divino é apoiado atualmente por muitos adeptos do que é conhecido como evolucionismo teísta , que consideram a ciência moderna e a teoria da evolução completamente compatíveis com o conceito de um designer sobrenatural.
O design inteligente no final do século XX e no início do XXI pode
ser visto como um desenvolvimento moderno da teologia natural que busca
mudar as bases da ciência e minar a teoria evolucionária. [44] [45] [46]
Uma vez que a teoria da evolução expandiu-se para explicar mais
fenômenos, os exemplos que eram usados como evidências do design
mudaram ao longo dos anos. Mas o argumento essencial permanece o mesmo:
sistemas complexos implicam um designer. Exemplos oferecidos no passado
incluem o olho (sistema óptico) e asas com penas; exemplos contemporâneos são em sua maioria bioquímicos : funções de proteínas, coagulação sangüínea , e o flagelo bacteriano (veja Complexidade Irredutível ).
Barbara Forrest
descreve o movimento do design inteligente sendo iniciado em 1984
quando a organização de Jon A. Buell, a "Foundation for Tougth and
Ethics" (FTE) (Fundação para o Pensamento e Ética) publicou "The
Mystery of Life`s Origin" (O Mistério da Origem da Vida) por
criacionista Charles B. Thaxton . [47] Em março de 1986 uma crítica literária de Stephen C. Meyer
descreveu o livro dizendo que o mesmo usava a teoria da informação para
sugerir que as mensagens transmitidas por DNA na célula mostram
"complexidade especificada", especificada por uma inteligência,
precisando assim ter uma origem com um agente inteligente. [48]
Em novembro do mesmo ano, Thaxton descreveu seu raciocínio como uma
forma mais sofisticada do argumento de Paley a partir do design. [49]
Na conferencia "Sources of Information Content in DNA" de 1988 ele
disse que sua visão de uma causa inteligente era compatível tanto com o
naturalismo metafísico quanto com o supernaturalismo, [50] e o termo design inteligente surgiu. [51]
O design inteligente deliberadamente não tenta identificar ou nomear
as especificações do agente da criação - ele meramente afirma que um
(ou mais) deve existir. Embora o design inteligente não nomeie o
designer, os líderes do movimento do design inteligente já afirmaram
que o designer é o Deus cristão . [9] [52] [33] [53] [54]
Entretanto, a relutância em especificar a identidade do designer em
discussões públicas tem sido um tema de grande debate entre defensores
e críticos do design inteligente. De um lado, defensores sugerem que de
fato essa é uma característica genuína do conceito, do outro os
críticos afirmam que é somente uma postura tomada para evitar a
alienação daqueles que desejam separar a religião do ensino da ciência.
A sentença judicial no caso Kitzmiller v. Dover Area School District
concluiu que a segunda posição era o caso.
Origens do termo
Antes da publicação do livro "Of Pandas and People" em 1989,
as palavras "design inteligente" haviam sido usadas em várias ocasiões
como uma expressão descritiva em contextos que não estavam relacionados
com seu uso moderno. A frase "design inteligente" pode ser encontrada
em uma edição de 1847 da revista Scientific American , e em um livro de 1850 escrito por Patrick Edward Dove , [55] , e até em uma carta de Charles Darwin datada de 1861. [56] A frase foi usada pelo botânico Paleyita George James Allman em um discurso no encontro anual da Associação Britânica para o Avanço da Ciência de 1873:
"Nenhuma hipótese física fundamentada em fatos indisputáveis chegou a explicar a origem do protoplasma
primordial, e, acima de tudo, suas propriedades maravilhosas, que fazem
da evolução possível - em hereditariedade e em adaptabilidade, pois
essas propriedades são a causa e não o efeito da evolução. Para a causa
dessa causa nós buscamos em vão entre as forças físicas que nos cercam,
até que sejamos finalmente compelidos a nos apoiar em uma volição
independente, um design inteligente distante.` [57]
A frase pode ser encontrada novamente em Humanism, um livro de 1903 escrito por um dos fundadores do pragmatismo clássico, F.C.S Schiller :
"Não será possível descartar a suposição de que o processo da evolução
pode ser guiado por um design inteligente". Uma derivação da frase
aparece na Enciclopédia Macmillian de Filosofia (Macmillan Encyclopedia
of Philosophy, 1976) no artigo intitulado, Teleological argument for
the existence of God (Argumento Teleológico para a existência de Deus).
"Descrito sucintamente, o argumento desenrola-se assim: O mundo exibe
ordem teleológica (design, adaptação). Logo, ele foi produzido por um designer inteligente". [58]
As frases "design inteligente" e "desenhado inteligentemente" foram
usadas no livro "Chance ou Design?" (Acaso ou Design?) de 1979 escrito
por James Horigan [59] e a frase "design inteligente" foi usada em um discurso de Sir Fred Hoyle de 1982 em sua campanha promovendo a panspermia . [60]
O uso moderno das palavras "design inteligente", como um termo para descrever um campo de inquirimento, inaugurou-se após a Suprema Corte dos Estados Unidos , no caso de Edwards v. Aguillard (1987), ter decidido a inconstitucionalidade da adição do criacionismo no currículo de aulas de ciência de escolas públicas. Um relatório do Discovery Institute afirma que Charles Thaxton , editor de "Of Pandas and People", havia pego a frase de um cientista da NASA , e pensara "Isso é exatamente o que eu preciso, é um bom termo de engenheiro". [61]
Em esboços do livro mais de cem usos da palavra raiz "criação"
(creation), como “criacionismo” e “ciência da criação”, foram
alterados, quase sem exceção, para “design inteligente”, [22]
enquanto que “criacionistas” foram substituídos por “proponentes do
design" (design proponents) ou, em um caso, "cdesign proponentsists" [ sic ]
(um erro realizado por um corretor ortográfico automático que
substituía as palavras "creationists" pelo termo "design proponents" e
acabou unificando-as ao invés de substituir a segunda pela primeira). [62] Em 1988 Thaxton organizou uma conferência intitulada "Sources of Information Content in DNA" em Tacoma, Washington, [50] e em dezembro decidiu usar o termo "design inteligente" para o seu novo movimento criacionista. [63] Stephen C. Meyer estava presente na conferência, e posteriormente lembrou-se que o "termo foi mencionado". [51] O livro "Of Pandas and People" foi publicado em 1989, e é considerado o primeiro livro sobre o design inteligente, [64] [29] e também como o primeiro lugar onde a frase "design inteligente" aparece com seu significado atual. [65]
Conceitos Integrais
Complexidade irredutível
Detalhe do mecanismo presente em um flagelo celular.
Para os defensores do Design Inteligente, algumas estruturas biológicas não podem ser explicadas pela seleção natural.
O termo " complexidade irredutível " foi introduzido pelo bioquímico Michael Behe ,
que o define como “um sistema único composto de várias partes
compatíveis que interagem entre si e que contribuem para sua função
básica, onde a remoção de uma das partes faria com que o sistema
efetivamente cessasse de funcionar". [66]
Behe usa a analogia
de uma ratoeira para ilustrar esse conceito. Uma ratoeira consiste de
vários pedaços integrantes - a base, o pegador, a mola e o martelo -
partes que precisam estar no lugar para que a ratoeira funcione. A
remoção de qualquer um dos pedaços destrói a função da ratoeira.
Defensores do design inteligente afirmam que a seleção natural não
poderia criar sistemas irredutivelmente complexos, porque a função
seletiva só está presente quando todas as partes estão montadas juntas.
Behe argumenta que mecanismos biológicos irredutivelmente complexos
incluem o flagelo bacteriano da E.coli , a cascata da coagulação do sangue , o cílio , e o sistema imune adaptativo . [67] [68]
Críticos apontam que o argumento da complexidade irredutível assume
que as partes necessárias do sistema sempre foram necessárias e
consequentemente não poderiam ter sido adicionadas sequencialmente. [69] [70]
Argumenta-se que algumas partes que são inicialmente só um pouco
vantajosas podem posteriormente se tornar necessárias à medida que
outros componentes mudam. Além disso, eles argumentam, a evolução
frequentemente procede alternando partes preexistentes ou as removendo
do sistema, ao invés de sempre adicioná-las . Isso é algumas vezes
chamado de "objeção do andaime", criando uma analogia com andaimes , que podem suportar um prédio "irredutivelmente complexo" até que o mesmo seja completado e possa sustentar a si mesmo. [71] Behe admitiu, ter usado uma "prosa irregular", e que seu "argumento contra o Darwinismo não se sustenta à prova lógica". [72]
A complexidade irredutível permanece um argumento popular entre
defensores do design inteligente; no julgamento de Dover, a corte
decidiu que "A alegação do Professor Behe para a complexidade
irredutível foi refutada em artigos de pesquisa revisados por pares e
foi rejeitado pela comunidade científica em geral". [73]
Complexidade especificada
Em 1986 o químico criacionista Charles Taxon usou o termo " complexidade especificada ", proveniente da teoria da informação , quando alegava que mensagens transmitidas pelo DNA na célula eram especificadas por uma inteligência, logo originaram-se de um agente inteligente. [48]
O conceito de "complexidade especificada" do design inteligente foi
desenvolvido na década de 1990 pelo matemático, filósofo, e teólogo William Dembski .
Dembski afirmava que quando alguma coisa exibia complexidade
especificada (ou seja, complexo e "especificado", simultaneamente),
poderíamos inferir que ela foi produzida por uma causa inteligente (ou
seja, que foi desenhada) ao invés de ser o resultado de processos
naturais. Ele fornece os seguintes exemplos: "Uma única letra do
alfabeto é especificada sem ser complexa. Uma sentença longa de letras
aleatória é complexa sem ser especificada. Um soneto Shakesperiano é tanto complexo quando especificado.". [74]
Ele afirma que detalhes de seres vivos podem ser similarmente
caracterizados, especialmente os "padrões" de seqüências moleculares em
moléculas biológicas funcionais como o DNA.
William Dembski propôs o conceito de complexidade especificada . [75]
Dembski define sua informação especificada complexa (IEC) como qualquer coisa com menos de 1 em 10150 chance de ocorrer ao acaso (naturalmente). Críticos afirmam que isso caracteriza o argumento como uma tautologia :
informação especificada complexa não pode ocorrer naturalmente porque
Dembski a definiu assim, logo a verdadeira questão foca-se em saber se
as IECs realmente existem na natureza ou não. [76] [77] [78]
A solidez conceitual do argumento da complexidade especificada/IEC
de Dembski é largamente desacreditada pelas comunidades científica e
matemática. [79] [80] [81]
A complexidade especificada ainda não foi demonstrada como tendo vastas
aplicações em outros ramos de estudo como alegado por Dembski. John
Wilkins e Wesley Elsberry
caracterizam o "filtro explanatório" de Dembski como eliminativo,
porque ele elimina explicações sequencialmente: primeiro regularidade,
depois acaso, e finalmente caindo em default para o design. Eles
argumentam que esse procedimento é falho como um modelo de inferência
científica porque a maneira assimétrica com que trata possíveis
explanações diferentes o torna propenso a tirar falsas conclusões. [82]
Richard Dawkins , outro crítico do design inteligente, argumenta em " The God Delusion "
(Deus, um delírio) que permitir que um designer inteligente seja levado
em conta para explicar a complexidade improvável somente adia o
problema, uma vez que tal designer teria que ser pelo menos tão
complexo quanto. [83]
Outros cientistas também argumentaram que a evolução por meio da
seleção natural é mais capacitada para explicar a complexidade
observável, como é evidente pelo uso da evolução seletiva para desenhar
certos eletrônicos, e sistemas automotivos e aeronáuticos que são
considerados problemas complexos demais para os "designers
inteligentes" humanos. [84]
Universo bem afinado
Defensores do design inteligente ocasionalmente propõem argumentos
fora do ramo da biologia, mais notavelmente um argumento baseado no
conceito das "constantes universais bem afinadas", que tornam possíveis
a existência da matéria e da vida, e portanto alegando que as
constantes não devem ser solenemente atribuídas ao acaso (processos
naturais). Essas incluem os valores das constantes físicas fundamentais , a força relativa das forças nucleares , o eletromagnetismo , a gravidade entre partículas fundamentais , também como as taxas das massas de tais partículas. Defensor do design inteligente e filiado do Centro para Ciência e Cultura Guillermo Gonzales , argumenta que se qualquer um desses valores fosse até minimamente diferente, o universo seria dramaticamente diferente, tornando impossível a formação de muitos elementos químicos e de estruturas características do Universo, como galáxias . [85]
Logo, defensores argumentam, um designer inteligente da vida foi
necessário para garantir que as características específicas se dessem
presentes para alcançar um desfecho particular.
A esmagadora maioria dos cientistas responde a esse argumento
apontando que o mesmo não pode ser testado e consequentemente não é
cientificamente produtivo. Alguns cientistas argumentam que mesmo
quando tomado como uma mera especulação, esses argumentos são
parcamente suportados por evidências existentes. [86] Victor J. Stenger e outros críticos afirmam que tanto o design inteligente quanto a forma fraca do princípio antrópico são essencialmente uma tautologia ;
em sua opinião, esses argumentos se sustentam na alegação de que a vida
é capaz de existir porque o Universo é capaz de suportar vida. [87] [88] [89] A alegação da improbabilidade de um universo que é capaz de suportar vida também foi criticada como sendo um argumento pela falta de imaginação
por assumir que nenhuma outra forma de vida além da nossa é possível. A
vida como conhecemos poderia não ter existido se as constantes fossem
diferentes, mas uma forma de vida diferente poderia ter se formado no
nosso lugar. Um número de críticos também sugere que muitas das
variáveis apontadas parecem ser bem interconectadas e que cálculos
feitos por matemáticos e físicos sugerem que a emergência de um
universo similar ao nosso é bem provável [90]
Defensor do design inteligente Granville Sewell já afirmou que a evolução de formas complexas de vida representa uma diminuição da entropia , consequentemente violando a segunda lei da termodinâmica e apoiando o design inteligente. [91] Isso, entretanto, é uma equivocação dos princípios da termodinâmica . [92]
A segunda lei da termodinâmica aplica-se a sistemas fechados somente.
Se esse argumento fosse verdadeiro, seres vivos não conseguiriam
crescer, já que isso também seria uma diminuição da entropia.
Entretanto, como na evolução, o crescimento de seres vivos não viola a
segunda lei da termodinâmica, porque seres vivos não são sistemas
fechados - eles possuem uma fonte externa de energia (por exemplo,
comida, oxigênio, luz do sol) cuja produção depende de um aumento
liquido da entropia.
Designer inteligente
Argumentos a favor do design inteligente são formulados em termos
seculares e intencionalmente evitam identificar o agente (ou agentes)
que eles positam. Embora não afirmem que Deus é o designer, o designer
é frequentemente e implicitamente hipotetizado como tendo intervido de
uma maneira que somente um deus poderia intervir. Dembski, em " The Design Inference "
(A Inferência do Design), especula que uma cultura alienígena poderia
preencher os requisitos de um designer. A descrição autoritativa do
design inteligente, [93] entretanto, explicitamente afirma que o universo demonstra características de ter sido desenhado. Reconhecendo o paradoxo ,
Dembski conclui que "nenhum agente inteligente que é estritamente
físico poderia ter presidido a origem do universo ou a origem da vida". [94] Os principais defensores do design inteligente já fizeram declarações de que eles acreditam que o designer seja o Deus cristão , em contraste exclusão de todas as outras religiões. [9] [10] [52]
Além do debate sobre se o design inteligente é ou não científico, um
número de críticos chegam até a argumentar que a evidência existente
torna a hipótese de um design bem improvável, independentemente de seu
status no mundo científico. Por exemplo, Jerry Coyne , da Universidade de Chicago ,
pergunta por que um designer teria "nos dado os caminhos para a
produção de vitamina C, mas então a destruído ao desativar uma de suas
enzimas" e por que ele ou ela não iria "empilhar ilhas oceânicas com
répteis, mamíferos, anfíbios, e água fresca, apesar da adequação de
tais ilhas para essas espécies". Coyne também aponta o fato da "flora e
a fauna dessas ilhas lembram as da terra continental mais próxima,
mesmo quando os ambientes são bem diferentes" como evidência de que
espécies não foram colocadas lá por um designer. [95] Anteriormente, no livro A Caixa Preta de Darwin ,
Behe argumentou que nós somos simplesmente incapazes de entender os
motivos do designer, logo tais questões não podem ser respondidas
definitivamente. Desenhos estranhos poderiam, por exemplo, "ter sido
colocadas lá por um designer... por razões artísticas, para se mostrar,
por algum motivo prático ainda não determinado, ou por alguma razão
desconhecida". Coyne responde que à luz da evidência, "ou a vida
resultou não de um design inteligente, mas da evolução; ou o designer
inteligente é um brincalhão cósmico que desenha tudo para que o mesmo
pareça ter evoluído". [95]
Assertar a necessidade de um designer para a complexidade também levanta a seguinte questão de "O que desenhou o designer?" [96] Defensores do design inteligente afirmam que essa questão é irrelevante ou fora do escopo do design inteligente. [97]
Richard Wein contra argumenta que as perguntas não respondidas que uma
teoria cria "precisam ser balanceadas contra o aperfeiçoamento de nosso
entendimento do que a explicação fornece". Invocar um ser inexplicável
para explicar a origem de outros seres (nós mesmos) não passa de petição de princípio . “A nova questão levantada pela explicação é tão problemática quanto a questão que a explicação pretende responder”. [98]
Richard Dawkins vê a assertação de que o designer não precisa ser
explicado, não como uma contribuição ao conhecimento, mas como um
"clichê exterminador de pensamento". [99] [100]
Na ausência de evidências observáveis e mensuráveis, a própria questão
"O que desenhou o designer?" leva a uma regressão infinita da onde
defensores do design inteligente só podem escapar ao recorrer ao
criacionismo religiosos ou a contradição lógica. [99] [101]
Movimento
O Centro para a Renovação da Ciência e Cultura do Discovery Institute usou banners baseados no afresco " A Criação de Adão " da Capela Sistina . Posteriormente uma imagem menos religiosa foi usada, e o centro foi renomeado para Centro para Ciência e Cultura. [102]
O movimento do design inteligente é um rebento direto do criacionismo da década de 1980. [6]
As comunidades científica e acadêmica, junto com a corte Federal
Americana, consideram o design inteligente como uma forma de
criacionismo ou como um descendente direto que é estreitamente
interligado com o criacionismo tradicional; [103] [104] [105] [106] e vários autores referem-se explicitamente a ele como "criacionismo do design inteligente". [107] [108] [109]
O movimento é sediado no "Center for Science and Culture"
(CSC) ou Centro para Ciência e Cultura em português, estabelecido em
1996 como o braço criacionista do Discovery Institute para promover
seus objetivos religiosos [110]
que clamam por amplas mudanças sociais, acadêmicas e políticas. As
campanhas do design inteligente do Discovery Institute ocorrem
principalmente nos Estados Unidos, embora esforços tenham sido
realizados para promover o DI em outros países . Os líderes do
movimento afirmam que o design inteligente expõe as limitações da
ortodoxia científica e da filosofia secular do Naturalismo .
Defensores do design inteligente alegam que a ciência não deveria ser
limitada ao naturalismo e não deveria demandar a adoção de filosofias
naturalistas que rejeitam automaticamente qualquer explicação que
contenha causas sobrenaturais. O objetivo principal do movimento é
"derrotar [a] visão de mundo materialista " representada pela teoria da evolução em favor de "uma ciência consoante com convicções teístas e cristãs ". [111]
Phillip E. Johnson afirmou que o objetivo do design inteligente é de lançar o criacionismo como um conceito científico. [53] [112]
Todos os principais defensores do design inteligente são filiados ou
funcionários do Discovery Institute e o seu Centro para Ciência e
Cultura. [113]
Praticamente todos os conceitos do design inteligente e o movimento
associado são produtos do Discovery Institute, que guia o movimento
seguindo sua estratégia da cunha enquanto conduz a sua campanha de Ensinar a Controvérsia e outros programas relacionados.
Alguns dos principais defensores do design inteligente já fizeram
declarações conflitantes em relação ao design inteligente. Em
declarações voltadas ao público em geral, eles afirmam que o design
inteligente não é religioso; quando abordando cristãos conservadores
que apóiam o movimento, eles afirmam que o design inteligente tem suas
fundações na Bíblia . [112]
Reconhecendo a necessidade de apoio, o instituto afirma sua orientação
cristã, evangélica: "Juntamente com um foco sobre os formadores de
opinião influentes, temos também o objetivo de construir uma base de
apoio popular entre os nosso circulo de constituintes, a saber, os
cristãos. Fá-lo-emos essencialmente através de seminários apologéticos.
É nossa intenção incentivar e dotar esses crentes com novas evidências
científicas que suportam a fé, assim como "popularizar" as nossas
idéias no âmbito mais lato da cultura." [111]
Barbara Forrest ,
uma especialista que escreveu extensivamente sobre o movimento, liga
esse comportamento aos objetivos ofuscantes do Discovery Institute
devido a razões políticas. Ela já escreveu que as atividades do
movimento "entregam uma verdadeira intenção agressiva e sistemática
para promover não somente o criacionismo do design inteligente, mas a
visão de mundo religiosa entrelaçada com ele". [114]
Religião e principais defensores
Embora os argumentos do design inteligente sejam formulados de maneira secular e intencionalmente evitam apontar a identidade do designer, [115] a maioria dos principais defensores do design inteligente são cristãos
e já afirmaram no passado que em suas opiniões o "designer" é Deus.
Phillip E. Johnson, William Dembski, e Stephen C. Meyer são evangélicos protestantes ; Michael Behe é católico romano ; e Jonathan Wells, outro defensor importante, é um membro da Igreja da Unificação .
Johnson já afirmou que cultivar ambigüidade ao empregar linguagem
secular em argumentos que são meticulosamente desenvolvidos para evitar
nuanças do criacionismo teísta
é um primeiro passo necessário para finalmente reintroduzir o conceito
cristão de Deus como o designer. Johnson alerta explicitamente os
defensores do design inteligente a esconder suas motivações religiosas
para evitar que o design inteligente seja identificado "como outra
maneira de apresentar a mensagem evangélica cristã". [116] ". Johnson enfatiza que "a primeira coisa que deve ser feita é tirar a Bíblia da discussão"; "depois que separamos o preconceito materialista do fato científico [...] somente aí assuntos bíblicos podem ser discutidos". [117]
A estratégia
de deliberadamente disfarçar a intenção religiosa do design inteligente
já foi descrita por William Dembski em seu livro "The Design Inference". [118] Em seu trabalho Dembski lista um deus e uma " força de vida alienígena "
como duas opções possíveis para a identidade do designer, entretanto,
em seu livro "Intelligente Design: The Bridge Between Science and
Theology", Dembski afirma que "Cristo é indispensável para qualquer
teoria científica, mesmo que os praticantes não tenham a mínima idéia
sobre ele. O pragmatismo de uma teoria científica pode, claro, ser
perseguido sem se recorrer a Cristo. Mas a solidez conceitual da teoria
no fim só pode ser localizada em Cristo". [119] Dembski também afirmou que o "DI faz parte da revelação geral
de Deus [...] Não somente o design inteligente nos livra dessa
ideologia (materialismo), que sufoca o espírito humano, mas, em minha
experiência pessoal, eu descobri que abre o caminho para pessoas
chegarem a Cristo". [120] Tanto Johnson quanto Dembski citam o evangelho de João como a fundação do design inteligente. [52] [112]
Barbara Forrest argumenta que tais declarações revelam que os
principais defensores do design inteligente o veem como algo
essencialmente religioso em natureza, e não somente como um conceito
científico que apresenta implicações que fortuitamente coincidem com
suas crenças religiosas particulares. [121]
Ela escreve que os principais líderes do design inteligente estão
intimamente ligados com o movimento ultra-conservador reconstrutivista
cristão. Ela lista conexões (atuais e passadas) de filiados do
Discovery Institute como Phillip Johnson , Charles Thaxton , Michael Behe , Richard Weikart , Jonathan Wells e Francis Beckwith com líderes de organizações reconstrutivistas cristãs, e a extensão do financiamento fornecido ao Instituto por Howard Ahmanson Jr. , uma figura importante no movimento reconstrutivista. [122]
Pesquisas de opinião
Várias pesquisas foram realizadas antes da decisão de dezembro de
2005 no caso Kitzmiller v. Dover, que buscavam determinar o nível de
apoio do design inteligente entre certos grupos. De acordo com a
pesquisa de 2005 da Harris Interactive, 10% dos adultos nos Estados Unidos
viam os seres humanos como "tão complexos que eles necessitariam de uma
força poderosa ou inteligência para ajudar em sua criação". [123]
E embora as pesquisas realizadas pela Zogby e comissionadas pelo
Discovery Institute apresentem um maior apoio, elas sofrem de falhas
consideráveis, como ter uma baixa taxa de resposta (248 de 16,000) ser
conduzida em nome de uma organização com um interesse explícito no
desfecho da pesquisa, e por conter perguntas viciadas. [124] [125] [126]
Uma pesquisa realizada em maio de 2005 com praticamente 1500 médicos
nos Estado Unidos, conduzia pelo Louis Finkelstein Institute e o HCD
Research, mostrou que 63% dos médicos concordam mais com a evolução do
que com o design inteligente. [127]
Criando e ensinando a controvérsia
Uma estratégia chave do movimento do design inteligente é o de
convencer o público em geral de que existe um debate entre cientistas
sobre se a vida evoluiu, para assim convencer o público, políticos e
líderes culturais de que as escolas deveriam "ensinar a controvérsia". [128] O Discovery Institute , instituição que divulga informações sobre o Design Inteligente, publica uma lista [129] de cientistas que concordam com a seguinte declaração:
"Somos céticos quanto às alegações de que a mutação aleatória e a
seleção natural são capazes de responder pela complexidade da vida. O
exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deveria ser
encorajado."
Desse modo tenta demonstrar que um crescente número de cientistas tem adquirido coragem para questionar seriamente a Teoria da Evolução nos últimos anos, a lista contava com mais de 700 assinaturas em fevereiro de 2007.
Oponentes do design inteligente fazem notar que menos da metade da
lista é de biólogos evolucionários — o tipo de cientista que estaria
familiarizado com as questões subjacentes e apto a se pronunciar com
autoridade sobre o assunto. A declaração em si, apesar do que pode
parecer ao público leigo, não constitui uma forte oposição à evolução e
poderia ser assinada por grande parte dos biólogos evolucionários: Em
geral eles concordam que a mutação e a seleção natural não respondem sozinhos pela complexidade da vida, havendo contribuição de outros mecanismos naturais ;
e a menção ao exame cuidadoso da evidência é apenas uma descrição da
atitude profissional que os cientistas devem ter. Além disso, afirmar
tal "ceticismo" sem apresentar evidências e estudos científicos não
abala em nada a Teoria da Evolução.
E para demonstrar como é insignificante o número de assinaturas do
documento publicado pelo Discovery Institute, foi feita uma paródia
recolhendo assinaturas de cientistas que aceitam a Evolução e se chamam
Steve. Foram recolhidas mais de 800 assinaturas, apenas de cientistas
com esse nome. [130]
Outro projeto recolhe assinaturas de padres, pastores, e clérigos que
aceitam a Evolução, a lista já tem mais de 11.000 assinaturas. [131]
Entretanto, tal debate não existe dentro da comunidade científica; o consenso científico é de que a vida evoluiu. [132] [133] [134]
O design inteligente é majoritariamente visto como um pretexto para a
campanha de seus defensores contra a fundação materialista da ciência,
que na concepção do movimento não deixa espaço para a possibilidade de
Deus. [135] [136]
Defensores do design inteligente buscam manter Deus e a Bíblia fora
da discussão, e apresentam o design inteligente na linguagem da
ciência, como uma hipótese científica. Entretanto, entre o público em
geral nos Estados Unidos, as preocupações principais são se a biologia
evolucionária convencional é ou não compatível com a Bíblia, e sobre o
que é ensinado nas escolas. A controvérsia pública recebeu uma grande
cobertura da mídia americana, particularmente durante o julgamento de
Kitzmiller v. Dover em 2005. Uma cobertura proeminente da controvérsia
pública foi realizada pela revista Time
com a história "Evolution Wars" (Guerras da Evolução), em 15 de agosto
de 2005. A capa da reportagem faz a seguinte pergunta: "Deus tem um
lugar na aula de ciência?" [137]
A decisão eventual da corte determinou que o design inteligente era uma
posição religiosa e criacionista, e respondeu a pergunta apontada pela
revista Time com uma firme negativa, concluindo que Deus e o design
inteligente eram ambos distintos do material que deve ser mencionado em
salas de aula de ciência. [5]
A ciência empírica usa o método científico para criar conhecimento a posteriori
baseado em observações e na repetição de testes de hipóteses e teorias.
Os defensores do design inteligente buscam mudar essa base fundamental
da ciência [138] ao eliminar o "naturalismo metodológico" da ciência [139] e o substituí-lo com o que o líder do movimento do design inteligente, Phillip E. Johnson, chama de "realismo teísta". [140]
Alguns denominam essa abordagem como "supernaturalismo metodológico",
que significa uma crença em uma dimensão não-natural, transcendente
habitada por uma deidade não-natural e transcendente. [141]
Defensores do design inteligente argumentam que explicações
naturalistas falham ao tentar explicar certos fenômenos e que as
explicações sobrenaturais fornecem uma explicação simples e intuitiva
para a origem do universo e da vida. [142] Defensores alegam que a evidência para isso existe na forma da complexidade Irredutível e da complexidade especificada, que não podem ser explicadas por processos naturais. [1]
Apoiadores do Design Inteligente também defendem que a neutralidade
religiosa exige o ensino tanto da evolução quanto do design
inteligente, afirmando que ensinar somente a evolução injustamente
discrimina contra aqueles que possuem crenças criacionistas. Ensinar
ambas, eles argumentam, permite a possibilidade de crenças religiosas,
sem fazer com que o estado realmente promova tais crenças. Muitos
seguidores do design inteligente acreditam que o " Cientificismo " em si é uma religião que promove o secularismo e o materialismo em uma tentativa de apagar o teísmo
da vida pública, e eles vêem o seu trabalho na promoção do design
inteligente como uma maneira de retornar a religião ao seu papel
central na educação e em outras esferas públicas. Alguns acreditam que
esse debate mais amplo é frequentemente o subtexto para argumentos
feitos sobre o design inteligente, embora outros notam que o design
inteligente serve como um representante para as crenças religiosas de
defensores proeminentes do design inteligente em seus esforços para
avançar seus pontos de vista religiosos na sociedade em geral. [143] [144] [145]
De acordo com críticos, o design inteligente não conseguiu
apresentar um caso científico crível e é uma tentativa de ensinar
religião nas escolas públicas, algo que a Constituição dos Estados
Unidos proíbe devido a Clausula de Estabelecimento. Eles alegam que o
design inteligente substituiu a pesquisa científica pelo apoio popular. [146]
Alguns críticos afirmam que se fossemos dar "tempo igual para todas as
teorias" de verdade, não haveria limite lógico para o número de
"teorias" potenciais que poderiam ser ensinadas no sistema público de
ensino, incluindo até paródias do design inteligente como a "teoria" do
Monstro de Espaguete Voador .
Existem inúmeras explicações sobrenaturais mutuamente incompatíveis
para a complexidade, e o design inteligente não fornece um mecanismo
para discriminar entre elas. Além disso, um problema fundamental da
aceitação do design inteligente como ciência é que as alegações do
design inteligente não podem ser testadas. [147]
Críticos apontam que os defensores do design inteligente não podem
legitimamente inferir que o designer inteligente está por trás de
partes de um processo que não é cientificamente compreendido, uma vez
que eles não evidenciaram que um evento sobrenatural de fato ocorreu. A
inferência de que um designer inteligente criou a vida na Terra, algo
que o defensor do design William Dembski defendeu como podendo ser uma
força de vida "et", já foi comparada com a alegação a priori de que ets
ajudaram os antigos egípcios a construírem as pirâmides. [148] [149]
Em ambos os casos, os efeitos dessa inteligência alienígena não são
passíveis de repetição, não são observáveis ou falseáveis, e violam o princípio da parcimônia . De um ponto de vista estritamente empírico ,
alguém pode listar o que é conhecido sobre as técnicas de construção
egípcia, mas também se precisa admitir ignorância acerca da maneira
exata de como os egípcios construíram as pirâmides.
Defensores do design inteligente vêm tentando buscar apoio de outros
grupos religiosos com relatos similares de criação na esperança de que
essa coalizão mais ampla terá maior influencia em apoiar uma educação
científica que não contradiga suas crenças religiosas. Muitos grupos
religiosos responderam a essa ação expressando seu apoio a evolução. A
Igreja Católica já declarou que a fé religiosa é completamente
compatível com a ciência, que é limitada a lidar somente com o mundo
natural [150] - uma posição conhecida como evolucionismo teísta . [151] Além de apontarem que o design inteligente não é ciência, elas também o rejeitam por várias razões filosóficas e teológicas. [152] [153]
Os argumentos do design inteligente também já foram criticados por mais
de 10.000 clérigos que assinaram o "Clergy Letter Project" (Projeto
Carta do Clérigo). Cientistas proeminentes que expressam crenças
religiosas, como o astrônomo George Coyne e o biólogo Ken Miller, tem
sido a vanguarda da oposição contra o design inteligente. Enquanto que
organizações criacionistas têm agradecido o apoio do design inteligente
contra o naturalismo , elas também criticam a recusa de identificar o designer, [154] [155] [156] e já apontaram para as falhas anteriores do mesmo argumento. [157]
Definindo a ciência
O método científico é um corpo de técnicas para a investigação de fenômenos e obtenção de novo conhecimento sobre o mundo natural sem assumir a existência ou a não-existência do sobrenatural, uma abordagem algumas vezes chamada de naturalismo metodológico . Defensores do design inteligente acreditam que essa abordagem possa ser equalizada com o naturalismo metafísico materialista ,
e frequentemente alegam não somente que sua própria abordagem é
científica, mas que seja ainda mais científica que a evolução, e por
isso eles querem redefinir a ciência como um reavivamento e
ressurgimento da teologia natural ou da filosofia natural para permitir "teorias não-naturalistas como o design inteligente". [158] Essa situação apresenta um problema de demarcação , algo que na filosofia da ciência consiste em como e onde marcar as bordas ao redor da ciência. [159] Para que uma teoria qualifique-se como científica, [160] [161] [162] se espera que a mesma seja:
- Consistente
- Parcimoniosa (econômica em suas entidades propostas ou nas explicações, veja Navalha de Ockham )
- Útil (descreve e explica fenômenos observáveis, e pode ser usada para predizer outros fenômenos)
- Empiricamente testável e falseável (veja falseabilidade )
- Baseada em múltiplas observações , normalmente na forma de experimentos controlados e passiveis de repetição.
- Passível de correção e dinâmica (modificada em luz de observações que não a suportam)
- Progressiva (refina teorias anteriores)
- Provisional ou tentativa (está aberta a experimentos que a testem, e não afirma certeza)
Para que qualquer teoria, hipótese ou conjectura seja considera
científica, ela precisa passar pela maioria, e idealmente em todos os
critérios listados acima. Quanto menos critérios são atendidos, menos
científica ela é; e se ela só passa por alguns ou não passa em nenhum,
então não pode ser tratada como científica em qualquer sentido
significativo da palavra. Típicas objeções a alegação de que o design
inteligente é uma ciência são sua falta de consistência, [163] violação do princípio da parcimônia, [164] não é cientificamente útil, [165] não é falseável, [166] não é passível de teste empírico, [167] não é passível de correção, não é dinâmica, ou tentativa ou progressiva. [168] [169] [170]
Críticos também afirmaram que a doutrina do design inteligente
também não passa nos critérios do "Daubert Standard" (Padrão Daubert), [171] o critério para evidências
científicas exigido pela Suprema Corte dos Estados Unidos. O "Daubert
Standard" governa que tipo de evidências podem ser consideradas
científicas em uma corte federal dos Estados Unidos e na maioria das
cortes estaduais. Seus quatro critérios são:
- Os alicerces teóricos do método precisam sustentar predições
passíveis de teste por meios pelos quais a teoria possa ser falseada. - Os métodos devem ser publicados de preferência em periódicos revisados por pares
- Deve haver uma taxa conhecida de erro para ser usada na avaliação dos resultados.
- Os métodos devem ser amplamente aceitos dentro da comunidade científica relevante.
No caso Kitzmiller v. Dover Area School District de 2005, usando os
critérios acima entre outros, o Juiz Jones concordou com os
querelantes, decidindo que "nós abordamos as questões seminais de se DI
é ciência. E concluímos que ela não é, e, além disso, que o DI não pode
desaclopar-se de seus antecedentes criacionistas, e conseqüentemente
religiosos."
Revisão por pares
A falha em seguir os procedimentos do discurso científico bem como a
falha em submeter trabalhos à comunidade científica que se sustentem
contra escrutínio tem pesado contra a aceitação do design inteligente
como uma ciência valida. [172] Até hoje, o movimento do design inteligente não obteve publicações de artigos em um periódico científico revisado por pares . [172] [8]
O design inteligente, ao apelar para um agente sobrenatural, diretamente entra em conflito com os princípios da ciência ,
que limita seus inquirimentos a dados empíricos observáveis e
finalmente testáveis, que requerem que explicações sejam baseadas em evidências
empíricas. Dembski, Behe e outros defensores do design inteligente
afirmam que o preconceito da comunidade científica é o responsável pelo
fracasso da publicação de suas pesquisas. Defensores do design
inteligente acreditam que seus escritos são rejeitados por não se
conformarem a mecanismos não-naturais e puramente naturalísticos ao
invés de serem rejeitados por não estarem aptos aos “padrões de
periódicos científicos”, tendo assim o mérito de seus artigos
subestimados. Alguns cientistas descrevem essa alegação como uma teoria da conspiração . [173] Michael Shermer
crítica a alegação, notando que “Qualquer pessoa que acha que
cientistas não questionam o Darwinismo nunca foi a uma conferência
evolucionária.” Ele cita que cientistas como Joan Roughgarden e Lynn
Margulis já desafiaram certas teorias Darwinistas e ofereceram suas
próprias explicações e apesar disso eles “não foram perseguidos,
ostracizados, despedidos e nem expulsos. Por quê? Porque eles estavam
fazendo ciência, não religião.” [174]
A questão de que explanações sobrenaturais não se conformam com o
método científico tornou-se um ponto principal para o design
inteligente na década de 1990, sendo comentado na estratégia da cunha
como um aspecto da ciência que precisa ser desafiado antes que o design
inteligente possa ser aceito por uma grande parte da comunidade
científica.
O debate sobre se o design inteligente produz novas pesquisas, como
qualquer ramo científico deve fazer, e se tentou legitimamente publicar
suas pesquisas, é extremamente controverso. Tanto críticos quanto
defensores apresentam inúmeros exemplos para sustentarem seus casos.
Por exemplo, A Templeton Foundation, uma ex-financiadora do Discovery
Institute e uma das principais patrocinadoras de projetos que buscam
reconciliar ciência e religião, afirmou que pediu aos defensores do
design inteligente que enviassem propostas para pesquisas, mas nenhuma
foi enviada. Charles L. Harper Jr., vice-presidente da fundação, disse
que: “Do ponto de vista do rigor e seriedade intelectual, o pessoal do
design inteligente não se saem muito bem em nosso mundo da revisão
científica”. [175]
O único artigo publicado em um periódico científico revisado por
pares que apresentava um caso a favor do design inteligente foi escrito
pelo Diretor do Centro para Ciência & Cultura do Discovery
Institute Stephen C. Meyer. Ele foi publicado no periódico Proceedings of the Biological Society of Washington em agosto de 2004, na época organizado pelo editor Richard Sternberg. [176] O artigo foi uma revisão bibliográfica ,
o que significa que não apresentava pesquisas novas, mas ao invés disso
citações selecionadas e alegações de outros artigos para argumentar que
a Explosão cambriana
não poderia ter ocorrido através de processos naturais. Além do artigo
ter sido rapidamente retirado pela editora por ter circunavegado as
exigências do periódico, o lugar de sua publicação foi considerado
problemático, pois seu assunto amplamente desviava-se do escopo do
periódico (veja Controvérsia da revisão por pares de Sternberg ). [177] [178]
Dembski escreveu que “talvez a melhor razão [para ser cético em relação
a suas ideias] é que o design inteligente ainda não se estabeleceu como
um prospero programa de pesquisa científica”. [179]
Ainda assim, Sternberg afirmou que todos os protocolos para uma
publicação deste tipo foram rigorosamente seguidos. E que seguindo a
exposição do caso na mídia ele foi constantemente molestado e
pressionado a sair de sua posição no Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsoniano . Ele declarou:
"Em suma, está claro que fui alvo de retaliação e molestamento
explicitamente porque falhei em seguir uma regra não escrita no meu
papel como editor de um periódico científico: eu supostamente deveria
ser o guardião, expulsando explicações impopulares, controversas ou
conceitualmente desafiadoras para fenômenos naturais intrigantes. Em
lugar disso, eu permiti que um artigo científico criticando o
Neo-Darwinismo fosse publicado, e isso foi considerado uma heresia
imperdoável." [180]
Respondendo as alegações de Sternberg, seu supervisor no
Smithsonianm, Jonathan Coddington, repondeu publicamente, disputando a
versão dos eventos de Sternberg. Coddington afirmou que Sternberg não
fora demitido, e que nem era um empregado remunerado do Smithsonian.
Ele não foi alvo de descriminação e permaneceu servindo no museu até a
época da controvérsia. [181]
Em uma entrevista em 2001, Dembski afirmou que parou de enviar seus
trabalhos a periódicos científicos em razão da lerdeza da publicação,
preferindo publicar livros que geram renda e permitem uma exposição
maior de suas ideias. [182]
No julgamento de Dover, o juiz concluiu que o design inteligente não apresenta pesquisas ou testes científicos. [37]
Durante o caso, defensores do design inteligente citaram apenas um
artigo, sobre modelação situacional por Behe e Snoke, que não menciona
a complexidade irredutível nem o design inteligente, e que Behe admitiu
que não eliminava mecanismos evolucionários. [37]
Durante seu depoimento, entretanto, Behe declarou: “Não existem artigos
publicados revisado por pares que defendam o design inteligente com
cálculos ou experimentos pertinentes que forneçam relatos detalhados e
rigorosos de como o design inteligente de qualquer sistema biológico
ocorreu”. [183]
Como resumido pelo juiz do caso Dover, Behe admitiu que não existem
artigos revisados por pares que apóiem as alegações do design
inteligente ou da complexidade irredutível. Em sua decisão, o juiz
escreveu: “Um indicador final de como o DI falhou ao demonstrar
garantia científica é a completa falta de publicações revisa por pares
que apóiem a teoria.” [172]
Apesar disso, o Discovery Institute continua a insistir que um número de artigos foram publicados em periódicos científicos, [184]
incluindo em sua lista o mencionado acima. Críticos, em sua maioria
membros da comunidade científica, rejeitam essa alegação, notando que
nenhum periódico científico estabelecido publicou um artigo sobre o
design inteligente. Ao invés disso, defensores do design inteligente
criaram seus próprios periódicos com “revisão por pares” que pecam pela
falta de imparcialidade e rigor, [185] consistindo inteiramente de defensores do design inteligente. [186]
Inteligência como uma qualidade observável
A expressão "design inteligente" supõe uma alegada qualidade objetiva de uma inteligência observável, um conceito que não possui uma definição de consenso científico .
William Dembski, por exemplo, já escreveu que “[a] inteligência deixa
para trás uma assinatura característica”. As características da
inteligência são assumidas pelos defensores do design inteligente como observáveis mesmo sem especificar exatamente quais os critérios de medição que deveriam ser usados. Dembski, ao invés disso, afirma que “em ciências especiais indo da medicina legal a arqueologia até ao SETI (sigla em inglês para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre), o apelo para uma inteligência desenhista é indispensável”. [187] Como esse apelo é feito e como ele implica na definição de inteligência são tópicos que ainda não foram respondidos. Seth Shostak ,
um pesquisador do Instituto SETI, critica a comparação de Dembski entre
o SETI e o design inteligente, dizendo que defensores do design
inteligente baseiam suas inferências de design na complexidade – sendo
o argumento a alegação de que alguns sistemas biológicos são complexos
demais para terem sido formados pro processos naturais – enquanto os
pesquisadores do SETI estão primariamente em busca de artificialidade . [188]
Críticos afirmam que os métodos de detecção propostos pelos
defensores do design inteligente são radicalmente diferentes das
detecções de design convencionais, e assim debilitam os elementos chave
que tornariam o design inteligente possível como ciência legítima.
Defensores do DI propõem tanto a busca por um designer sem qualquer
conhecimento acerca de suas habilidades, parâmetros, ou intenções (o
que cientistas sabem ao procurar por resultados da inteligência
humana), quanto a negação da distinção essencial entre o design
natural/artificial que permite aos cientistas comparar artefatos de
design complexo contra o pano de fundo da complexidade encontrada na
natureza. [189]
Como uma forma de criticismo , certos céticos apontam para um desafio ao design inteligente derivado dos estudos da inteligência artificial .
A crítica é um contra-argumento contra as afirmações acerca do que faz
um design inteligente, especificamente a de que “nenhum dispositivo
pré-programado pode ser realmente inteligente, e a inteligência é
irredutível a processos naturais”. [190] Essa afirmação é similar a um tipo de suposição relacionada ao dualismo cartesiano que defende uma separação estrita ente a “mente” e o Universo
material. Entretanto, em estudos de inteligência artificial, enquanto
ainda existe uma suposição implícita que a suposta “inteligência” ou criatividade de um programa de computador
é determinada pelas capacidades dadas a ele pelo programador, a
inteligência artificial não precisa necessariamente ficar presa a um
sistema de regras inflexível. Ao invés, se um programa de computador
tem a capacidade de acessar a aleatoriedade como uma função, isso
permite efetivamente uma inteligência flexível, criativa e adaptativa. Algoritmos evolutivos ,
um sub-ramo de aprendizagem de máquinas (sendo esse um sub-ramo da
inteligência artificial), são usados para demonstrar matematicamente
que a aleatoriedade e a seleção podem ser usadas para “evoluir”
estruturas complexas, altamente adaptativas que não são explicitamente
desenhadas pelo programador. Algoritmos evolucionários usam uma
metáfora darwiniana de mutação aleatória, seleção e sobrevivência dos
mais aptos para resolver problemas científicos e matemáticos distintos
que normalmente são insolúveis usando métodos de resolução
convencionais. Inteligência derivada da aleatoriedade é essencialmente
indistinguível da inteligência “inata” associada a organismo
biológicos, e portanto apresenta uma objeção a concepção do design
inteligente que afirma que a inteligência em si requer necessariamente
um designer. A ciência cognitiva
continua a investigar a natureza da inteligência ao longo dessas linhas
de inquirimento. A comunidade do design inteligente, na maior parte do
tempo, se apóia no pressuposto de que a inteligência é facilmente
perceptível como uma propriedade fundamental e básica de sistemas
complexos. [191]
Argumentos da ignorância
Eugenie Scott , junto a Glenn Branch e outros críticos, argumentam que muitos pontos levantados pelos defensores do design inteligente são argumentos da ignorância . [192]
Na falácia lógica do argumento da ignorância, a falta de evidência para
uma proposição é erroneamente argumentada como prova para a exatidão de
outra proposição. Scott e Branch afirmam que o design inteligente é um
argumento da ignorância porque ele se sustenta na falta de conhecimento
para gerar suas conclusões: na falta de explicações naturais para
certos aspectos específicos da evolução, assume-se uma causa
inteligente. Eles sustentam que a maioria dos cientistas explicariam
que o não é explicado não é inexplicável, e que “nós não sabemos ainda”
é uma resposta bem mais apropriada do que invocar uma causa fora da
ciência. [192] Particularmente, a demanda de Michael Behe
por explicações cada vez mais detalhadas da evolução histórica de
sistemas moleculares parece supor uma falsa dicotomia, onde a evolução
ou o design inteligente é a explicação apropriada, e qualquer aparente
falha da evolução se torna uma vitória para o design. Em termos
científicos, a “ausência de evidência não é evidência de ausência” de
explicações naturais para características observáveis de organismos
vivos. Scott e Branch também argumentam que as supostas novas
contribuições propostas pelos defensores do design inteligente não
serviram de base para nenhuma pesquisa científica produtiva.
O design inteligente também já foi classificado como um argumento do “ Deus das lacunas ”, que segue a seguinte forma:
- Existe uma lacuna no conhecimento científico
- A lacuna é preenchida com atos de Deus (ou um designer inteligente ) e, portanto prova a existência de Deus (ou do designer inteligente).
O argumento do deus das lacunas é a versão teológica
do argumento da ignorância. Uma característica chave do argumento é que
ele meramente responde questões impressionantes com explicações
(normalmente sobrenaturais ) que são inverificáveis e no final das contas também sujeitas a questões irrespondíveis. [193]
O caso Kitzmiller
O caso Kitzmiller v. Dover Area School District foi a primeira contestação trazida perante uma corte federal dos Estados Unidos contra um distrito escolar público que exigia a apresentação do design inteligente como uma alternativa a evolução . Os querelantes argumentaram com sucesso que o design inteligente é uma forma de criacionismo , e que a política do conselho escolar consequentemente violava a Cláusula de Estabelecimento da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos .
Onze pais de estudantes em Dover , Pennsylvania ,
processaram o Distrito escolar da área de Dover devido a uma declaração
que o conselho escolar exigia que fosse lida em voz alta em aulas de
ciência da nona série sempre quando evolução fosse ensinada. Os
querelantes foram representados pela American Civil Liberties Union (União Americana pelas Liberdades Civis, ACLU sigla em inglês), a Americans United for Separation of Church and State (Americanos Unidos pela Separação da Igreja e Estado, AU sigla em inglês), e pela Pepper Hamilton LLP . O National Center for Science Education
( Centro Nacional pela Educação Científica, NCSE sigla em inglês)
participaram como consultantes dos querelantes. Os réis foram
representados pelo Thomas More Law Center (Centro de Direito Thomas More). [194] O processo foi julgado em um caso sem júri de 26 de setembro de 2005 a 4 de novembro de 2005 perante o Juíz John E. Jones III . Ken Miller , Kevin Padia , Brian Alters , Robert Pennock , Barbara Forrest e John Haught serviram como testemunhas especialistas para a acusação. Michael Behe , Steve Fuller e Scott Minnich serviram como testemunhas especialistas para a defesa.
Em 20 de dezembro de 2005 o Juiz Jones emitiu seu "ponto de fato e
decisão" de 139 páginas, julgando que o mandato de Dover era
inconstitucional, e também restringindo o design inteligente de ser
ensinado em aulas de ciência das escolas públicas fundamentais do
distrito da Pennsylvania. Os oito membros do conselho escolar de Dover
que votaram a favor da exigência do design inteligente foram todos
derrotados na eleição de 8 de novembro de 2005 por concorrentes que
eram contra o ensino do design inteligente em aulas de ciência, e o
atual presidente do conselho escolar já afirmou que o conselho não tem
nenhuma intenção de apelar a decisão. [195]
Em sua constatação dos fatos, Juiz Jones realizou as seguintes condenações da estratégia conhecida como Ensinar a Controvérsia :
"Entretanto, defensores do DI buscaram evitar o escrutínio
científico que acabamos de determinar que ele [o design inteligente]
não consegue suportar ao advogar que a controvérsia, mas não o DI em
si, deveria ser ensinado em aulas de ciência. Essa tática é na melhor
das hipóteses maliciosa, na pior um boato falso."
Reação
O próprio Juiz Jones antecipou que seu julgamento seria criticado, dizendo o seguinte em sua decisão:
"Aqueles que discordam de nosso achado irão provavelmente marca-lo
como o produto de um juiz ativista. E se fizerem, eles terão cometido
um erro, já que essa manifestamente não é uma Corte ativista. Ao invés
disso, esse caso veio até nós como o resultado do ativismo de uma
facção mal informada de um conselho escolar, ajudados por uma firma
internacional de direito público ávida para encontrar um caso de teste
constitucional sobre o DI, que combinados impulsionaram o Conselho a
adotar uma política imprudente e no final das contas inconstitucional.
A inanidade impressionante da decisão do Conselho é evidente quando
considerada contra o pano de fundo factual que foi agora totalmente
revelado neste julgamento. Os estudantes, pais, e professores do
Distrito Escolar da Área de Dover merecem bem mais do que serem
arrastados nesta confusão legal, com o seu resultante desperdício
completo de recursos pessoais e monetários."
Como Jones preveu, John G. West ,
Diretor Associado do Centro para Ciência e Cultura no Discovery
Institute, afirmou: "A decisão sobre o caso Dover é uma tentativa de um
juíz ativista de parar a difusão de uma ideia científica e de até
prevenir criticismo acerca da evolução darwiniana através de censura
imposta pelo governo ao invés de um debate aberto, e isso não vai
funcionar. Ele confundiu a posição do Discovery Institute com o do
Conselho escolar de Dover, e ele erroneamente interpretou o design
inteligente e os motivos dos cientistas que o pesquisam". [196]
Vários Jornais notaram com certo interesse que o juiz é "um Republicano e um assíduo participante de sua igreja ". [197] [198] [199] [200]
Subsequentemente, a decisão foi examinada em busca de erros em sua
conclusão, em parte por defensores do design inteligente buscando
evitar futuras derrotas na justiça. Na primavera de 2007 a University of Montana Law review publicou três artigos. [201] No
primeiro, David K. DeWolf, John G. West e Casey Luskin, todos membros
do Discovery Institute, argumentaram que o design inteligente é uma
teoria científica válida, que a corte de Jones não deveria ter abordado
a questão de se o DI era ou não uma teoria científica, e que a decisão
em Kitzmiller não terá nenhum efeito no desenvolvimento e na adoção do
design inteligente como uma alternativa ao padrão, a teoria da evolução. [202] No segundo, Peter Irons
respondeu, argumentando que a decisão foi extremamente bem raciocinada
e apresentava a sentença de morte dos esforços do design inteligente de
introduzir o criacionismo em escolas públicas, [203] enquanto que no terceiro, DeWolf el al responderam os pontos feitos por Irons. [204]
Entretanto, o medo de um processo similar fez com que outros conselhos
escolares abandonassem propostas de "ensinar a controvérsia" do design
inteligente. [6]
Status fora dos Estados Unidos
Europa
Em junho de 2007, o “Comitê sobre Cultura, Ciência e Educação” do Conselho da Europa emitiu um relatório, "The dangers of creationism in education"
(Os perigos do criacionismo na educação), que afirmava que “[O]
Criacionismo em qualquer uma de suas formas, tal como o ‘design
inteligente’, não é baseado em fatos, não usa de racionalização
científica e seus conteúdos são pateticamente inadequados para aulas de
ciências”. . [205]
Ao descrever os perigos atribuídos ao ensino do criacionismo para a
educação, o relatório descreveu o design inteligente como “anticiência”
que envolve “ostensiva fraude científica” e “dissimulação intelectual”
que “macula a natureza, objetividade e limites da ciência” e o liga bem
como outras formas de criacionismo ao negacionismo .
Em 4 de outubro de 2007, a Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa
aprovou uma resolução declarando que escolas deveriam “resistir a
apresentações de idéias criacionistas em qualquer disciplina que não
seja religião”, incluindo o “design inteligente” que é descrito como “a
última, e mais refinada versão do criacionismo”, “apresentado de uma
forma mais sutil”. A resolução da ênfase que o objetivo do relatório
não é o de questionar ou de combater uma crença, mas o de “alertar
contra certas tendências de passar uma crença como ciência”. [206]
No Reino Unido , a educação pública
incluí Educação Religiosa como um assunto compulsório, e muitas
“escolas religiosas” que ensinam o ethos particular de suas respectivas
denominações. Quando foi revelado que um grupo chamado Truth in Science (Verdade na Ciência) havia distribuído DVDs produzidos pela afiliada do Discovery Institute, Illustra Media [207] apresentando membros do Discovery Institute defendendo o caso do design inteligente na natureza, [208] além da alegação de que os DVDs haviam sido usado por 59 escolas, [209] o Department for Education and Skills
(DfES) afirmou que “Nem o criacionismo ou o design inteligente são
ensinados como assunto nas escolas, e não são especificados no
currículo de ciências” (parte do Currículo Nacional que não se aplica a
escolas independentes ou a Educação na Escócia). [210] [211]
O DfES subsequentemente afirmou que o “design inteligente não é uma
teoria científica reconhecida; logo, não está incluída no currículo de
ciências”, mas abriu a possibilidade do DI ser explorado na educação
religiosa em relação a diferentes crenças, como parte do sílabo
desenvolvido pelos conselhos consultivos locais de educação religiosa. [212] Em 2006 a Qualifications and Curriculum Authority
(Autoridade de Qualificações e Curriculos) produziu uma unidade modelo
de Educação Religiosa onde os estudantes podem aprender sobre visões
religiosas e não religiosas acerca do criacionismo, do design
inteligente e da evolução por meio da seleção natural. [213] [214]
Em 25 de junho de 2007, o Governo do Reino Unido
respondeu uma “e-petition” dizendo que o criacionismo e o design
inteligente não deveriam ser ensinados como ciência, entretanto se
esperaria que professores respondessem as perguntas de seus alunos com
o arcabouço padrão das teorias científicas estabelecidas. [215] Em 18 de setembro de 2007 foi publicado um detalhado guia de ensino criacionista governamental para escolas na Inglaterra. [213]
No documento era dito que o “design inteligente reside totalmente fora
da ciência”, não possui princípios científicos centrais, ou
explicações, e não é aceito pela totalidade da comunidade científica.
Embora não deva ser ensinado como ciência, “questões acerca do
criacionismo e do design inteligente que são levantadas em aulas de
ciência, por exemplo, como consequência da cobertura da mídia, podem
apresentar a oportunidade de explicar ou explorar o porquê de ambos não
serem considerados teorias científicas, e no contexto certo, o porquê
da evolução ser considerada uma teoria científica”. Entretanto,
“Professores de matérias como RE, história ou cidadania podem lidar com
criacionismo e design inteligente em suas lições”. [15]
O grupo de lobbying British Centre for Science Education
(Centro Britânico para Educação Científica) tem como objetivo “opor-se
ao criacionismo dentro do Reino Unido” e já se envolveu em lobbying
governamental no Reino Unido em relação a esse assunto. [216] Entretanto, na Irlanda do Norte o Partido Unionista Democrático (em inglês Democratic Unionist Party,
DUP) alega que o currículo revisado fornece uma oportunidade para o
ensino de teorias alternativas, e vem buscando garantias de que
estudantes não perderão nota ao responder perguntas científicas com
respostas com cunho criacionista/design inteligente. [217] Em Lisburn
o DUP conseguiu fazer com que o Conselho da Cidade escrevesse para
escolas pós primarias perguntando quais eram seus planos em relação ao
desenvolvimento de material de ensino relacionado a “criação, ao design
inteligente e outras teorias sobre a origem”. [218]
Nos Países Baixos, planos desenvolvidos pela Ministra da Educação
Maria van der Hoeven de “estimular um debate acadêmico” sobre o assunto
em 2005 causaram uma grande reação pública negativa. [219]
Depois das eleições de 2007 ela foi sucedida por Ronald Plasterk, que
foi descrito como um “geneticista molecular, ateísta ferrenho e
oponente do design inteligente”. [220]
Como uma reação a situação nos Países Baixos, na Bélgica, o
Presidente do Conselho Educacional Católico Flamengo (VSKO em
neerlandês) Mieke Van Hecke declarou que: “Cientistas católicos já
aceitam a teoria da evolução a um longo tempo e que o design
inteligente e o criacionismo não pertencem em escolas católicas
flamengas. Não é a função dos políticos de introduzir novas idéias,
essa é a função e o objetivo da ciência”. [221]
Em outras regiões
O criacionismo possuí grande influência política em vários países islâmicos , visões antievolucionárias são consideradas mainstream e apresentam considerável apoio oficial, apoio das elites bem como de teólogos acadêmicos e cientistas. [222]
Em geral, criacionistas muçulmanos fazem parcerias com o Institute for
Creation Research por idéias e materiais que eles posteriormente
adaptam para suas próprias posições teológicas. Similarmente, também
foi usado material antievolutivo sobre o design inteligente. Muzaffar
Iqbal, um notável muçulmano do Canadá, assinou a lista de Dissidentes do Darwinismo do Discovery Institute. [223] . Idéias similares ao design inteligente são consideradas opções intelectualmente respeitáveis entre muçulmanos, e na Turquia
muitos livros sobre o design inteligente foram traduzidos. Em 2007 em
Instambul, encontros públicos promovendo o design inteligente foram
patrocinados pelo governo local, [222] e David Berlinski do Discovery Institute foi um dos palestrantes principais em um encontro em maio de 2007. [224]
O status do design inteligente na Austrália é bem similar ao do
Reino Unido. Quando o ex-Ministro da Educação Federal Brendan Nelson,
levantou a noção do ensino do design inteligente em aulas de ciências,
os protestos da população fizeram com que o ex-ministro rapidamente se
retratasse ao afirmar que o correto fórum do design inteligente, se ele
fosse ensinado, seria em aulas de religião ou filosofia. [225]
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but is rather an old religious argument for the existence of God. He
traced this argument back to at least Thomas Aquinas in the 13th
century, who framed the argument as a syllogism: Wherever complex
design exists, there must have been a designer; nature is complex;
therefore nature must have had an intelligent designer." "This argument
for the existence of God was advanced early in the 19th century by
Reverend Paley" (the teleological argument )
"The only apparent difference between the argument made by Paley and
the argument for ID, as expressed by defense expert witnesses Behe and
Minnich, is that ID`s `official position` does not acknowledge that the
designer is God." Kitzmiller v. Dover Area School District (2005), Ruling, p. 24 . - ↑ 6,0 6,1 6,2 Forrest, Barbara (May, 2007). Understanding
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Has the Discovery Institute been a leader in the intelligent design
movement? A. Yes, the Discovery Institute`s Center for Science and
Culture. Q. And are almost all of the individuals who are involved with
the intelligent design movement associated with the Discovery
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petition gained 7733 signatories from scientists opposing ID. The AAAS,
the largest association of scientists in the U.S., has 120,000 members,
and firmly rejects ID . More than 70,000 Australian scientists and educators condemn teaching of intelligent design in school science classes List of statements from scientific professional organizations on the status intelligent design and other forms of creationism. According to The New York Times
"There is no credible scientific challenge to the theory of evolution
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Página visitada em 2007-10-01. “The intelligent design movement claims
there are aspects of the natural world that are so intricate and fit
for purpose that they cannot have evolved but must have been created by
an `intelligent designer`. Furthermore they assert that this claim is
scientifically testable and should therefore be taught in science
lessons. Intelligent design lies wholly outside of science. Sometimes
examples are quoted that are said to require an `intelligent designer`.
However, many of these have subsequently been shown to have a
scientific explanation, for example, the immune system and blood
clotting mechanisms.
Attempts to establish an idea of the `specified complexity` needed for
intelligent design are surrounded by complex mathematics. Despite this,
the idea seems to be essentially a modern version of the old idea of
the "God-of-the-gaps". Lack of a satisfactory scientific explanation of
some phenomena (a `gap` in scientific knowledge) is claimed to be
evidence of an intelligent designer.” - ↑ Nature Methods Editorial (2007). "An intelligently designed response". Nat. Methods 4 (12): 983. DOI : 10.1038/nmeth1207-983 .
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explaining only through natural causes, Johnson would have us allow the
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"ID fails on three different levels, any one of which is sufficient to
preclude a determination that ID is science. They are: (1) ID violates
the centuries-old ground rules of science by invoking and permitting
supernatural causation; (2) the argument of irreducible complexity,
central to ID, employs the same flawed and illogical contrived dualism
that doomed creation science in the 1980s; and (3) ID`s negative
attacks on evolution have been refuted by the scientific community"
Kitzmiller v. Dover Area School District (2005), Ruling, page 64 ff
• "Broom shows conclusively that intelligent design`s opposition to
Darwinism rests primarily on scientific grounds". William Dembski, in
the forward of How Blind is the Watchmaker? Nature`s Design and the Limits of Naturalistic Science . Neil Broom. 2001 - ↑
"If I ever became the president of a university (per impossibile), I
would dissolve the biology department and divide the faculty with
tenure that I couldn`t get rid of into two new departments: those who
know engineering and how it applies to biological systems would be
assigned to the new "Department of Biological Engineering"; the rest,
and that includes the evolutionists, would be consigned to the new
"Department of Nature Appreciation" (didn`t Darwin think of himself as
a naturalist?)". "Truly Programmable Matter" , William Dembski, 10 January 2007 published at Uncommon Descent. Downloaded 24 May 2007.
•"Demonstrative charts introduced through Dr. Forrest show parallel arguments relating to the rejection of naturalism,
evolution`s threat to culture and society, `abrupt appearance` implying
divine creation, the exploitation of the same alleged gaps in the
fossil record, the alleged inability of science to explain complex
biological information like DNA, as well as the theme that proponents
of each version of creationism merely aim to teach a scientific
alternative to evolution to show its `strengths and weaknesses,` and to
alert students to a supposed `controversy` in the scientific
community". Kitzmiller v. Dover Area School District, Decision, p. 34
(emphasis added)
•"Additionally, [leading intelligent design advocate] Dembski agrees
that science is ruled by methodological naturalism and argues that this
rule must be overturned if ID is to prosper". Kitzmiller v. Dover Area
School District, Decision, p. 30.
•"Intelligent Design [...] supposes that the origins of living things
require supernatural interventions to create the intricate,
design-like, living forms that we see all around us". "Natural selection vs. intelligent design" From: USA Today (Magazine) January 1, 2004 Author: Ruse, Michael. - ↑ Dembski. The Design Revolution. pg. 27 2004
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•"[M]embers of the national ID movement insist that their attacks on
evolution aren`t religiously motivated, but, rather, scientific in
nature. [...] Yet the express strategic objectives of the Discovery
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proponents; and the movement`s funding sources all betray a clear moral
and religious agenda". Inferior Design Chris Mooney. The American Prospect, August 10, 2005. - ↑
"ID`s rejection of naturalism in any form logically entails its appeal
to the only alternative, supernaturalism, as a putatively scientific
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Theology" : "William Paley`s classic brings depth to the history of
intelligent design arguments. The contrivance of the eye, the ear, and
numerous other anatomical features throughout the natural world are
presented as arguments for God`s presence and concern. While there are
distinctive differences between Paley`s argument and those used today
by intelligent design theorists and creationists, it remains a
fascinating glimpse of the nineteenth-century`s debate over the roles
of religion and science". - ↑ David C. Steinmetz (2005) "The Debate on Intelligent Design" in The Christian Century, (December, 27, 2005, pp. 27–31.) [1]
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strategy has been to change the subject a bit so that we can get the
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"Stick with the most important thing"—the mechanism and the building up
of information. Get the Bible and the Book of Genesis out of the debate
because you do not want to raise the so-called Bible-science dichotomy.
Phrase the argument in such a way that you can get it heard in the
secular academy and in a way that tends to unify the religious
dissenters. That means concentrating on, "Do you need a Creator to do
the creating, or can nature do it on its own?" and refusing to get
sidetracked onto other issues, which people are always trying to do." Johnson 2000. Touchstone magazine. Berkeley`s Radical An Interview with Phillip E. Johnson at the Internet Archive - ↑ Stephen C. Meyer : "I think the designer is God..." ( Darwin, the marketing of Intelligent Design . Nightline ABC News , with Ted Koppel , August 10, 2005); Nancy Pearcey :
"By contrast, design theory demonstrates that Christians can sit in the
supernaturalist’s “chair” even in their professional lives, seeing the
cosmos through the lens of a comprehensive biblical worldview.
Intelligent Design steps boldly into the scientific arena to build a
case based on empirical data. It takes Christianity out of the
ineffectual realm of value and stakes out a cognitive claim in the
realm of objective truth. It restores Christianity to its status as
genuine knowledge, equipping us to defend it in the public arena". ( Total Truth , Crossway Books, June 29, 2004, ISBN 1581344589 , pp. 204-205) - ↑ Dove, Patrick Edward ,
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- ↑ IDEA "One
need not fully understand the origin or identity of the designer to
determine that an object was designed. Thus, this question is
essentially irrelevant to intelligent design theory, which merely seeks
to detect if an object was designed ... Intelligent design theory
cannot address the identity or origin of the designer—it is a
philosophical / religious question that lies outside the domain of
scientific inquiry. Christianity postulates the religious answer to
this question that the designer is God who by definition is eternally
existent and has no origin. There is no logical philosophical
impossibility with this being the case (akin to Aristotle `s `unmoved mover`) as a religious answer to the origin of the designer..." FAQ: Who designed the designer? FAQ: Who designed the designer? - ↑ Richard Wein. 2002. Not a Free Lunch But a Box of Chocolates
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Design: The Trojan Horse Strategy, Oxford, Oxford University Press, 224
p., ISBN 0195157427 - ↑ "Dembski
chides me for never using the term "intelligent design" without
conjoining it to "creationism". He implies (though never explicitly
asserts) that he and others in his movement are not creationists and
that it is incorrect to discuss them in such terms, suggesting that
doing so is merely a rhetorical ploy to "rally the troops". (2) Am I
(and the many others who see Dembski`s movement in the same way)
misrepresenting their position? The basic notion of creationism is the
rejection of biological evolution in favor of special creation, where
the latter is understood to be supernatural. Beyond this there is
considerable variability...", from Wizards of ID: Reply to Dembski , Robert T. Pennock , p. 645–667 of Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives, Robert T. Pennock (editor), Cambridge , MIT Press , 2001, 825 p., ISBN 0262661241 ; Pennock, R.T., 1999, Tower of Babel: Evidence Against the New Creationism, Cambridge , MIT Press , 440 p. - ↑ The Creation/Evolution Continuum , Eugenie Scott , NCSE Reports, v. 19, n. 4, p. 16–17, 23–25, July/August, 1999.; Scott, E.C. , 2004, Evolution vs. Creationism: An Introduction, Westport, Greenwood Press, 296p, ISBN 0520246500
- ↑ "The
social consequences of materialism have been devastating. As symptoms,
those consequences are certainly worth treating. However, we are
convinced that in order to defeat materialism, we must cut it off at
its source. That source is scientific materialism. This is precisely
our strategy. If we view the predominant materialistic science as a
giant tree, our strategy is intended to function as a `wedge` that,
while relatively small, can split the trunk when applied at its weakest
points. The very beginning of this strategy, the `thin edge of the
wedge,` was Phillip Johnson`s critique of Darwinism begun in 1991 in
Darwinism on Trial, and continued in Reason in the Balance and
Defeating Darwinism by Opening Minds. Michael Behe`s highly successful
Darwin`s Black Box followed Johnson`s work. We are building on this
momentum, broadening the wedge with a positive scientific alternative
to materialistic scientific theories, which has come to be called the
theory of intelligent design (ID). Design theory promises to reverse
the stifling dominance of the materialist worldview, and to replace it
with a science consonant with Christian and theistic convictions". Wedge Document Discovery Institute, 1999. (PDF file) - ↑ 111,0 111,1 Wedge Document Discovery Institute, 1999.
- ↑ 112,0 112,1 112,2 "I
have built an intellectual movement in the universities and churches
that we call The Wedge, which is devoted to scholarship and writing
that furthers this program of questioning the materialistic basis of
science. [...] Now the way that I see the logic of our movement going
is like this. The first thing you understand is that the Darwinian
theory isn`t true. It`s falsified by all of the evidence and the logic
is terrible. When you realize that, the next question that occurs to
you is, well, where might you get the truth? [...] I start with John
1:1. In the beginning was the word. In the beginning was intelligence,
purpose, and wisdom. The Bible had that right. And the materialist
scientists are deluding themselves." Johnson 1999. Reclaiming America for Christ Conference. How the Evolution Debate Can Be Won - ↑ Discovery Institute fellows and staff. [8] Center for Science and Culture fellows and staff. [9]
- ↑ Barbara Forrest. 2001. " The Wedge at Work: Intelligent Design Creationism and Its Critics
- ↑
"...intelligent design does not address metaphysical and religious
questions such as the nature or identity of the designer," and "...the
nature, moral character and purposes of this intelligence lie beyond
the competence of science and must be left to religion and philosophy".
In: Discovery Institute Truth Sheet # 09-05 Does intelligent design postulate a "supernatural creator? . Página visitada em 2007-07-19. - ↑ Phillip Johnson. Keeping the Darwinists Honest, an interview with Phillip Johnson. Citizen Magazine. April 1999. "Intelligent
Design is an intellectual movement, and the Wedge strategy stops
working when we are seen as just another way of packaging the Christian
evangelical message. [...] The evangelists do what they do very well,
and I hope our work opens up for them some doors that have been closed". - ↑ Phillip Johnson. Touchstone: A Journal of Mere Christianity. July/August 1999."...the
first thing that has to be done is to get the Bible out of the
discussion. ...This is not to say that the biblical issues are
unimportant; the point is rather that the time to address them will be
after we have separated materialist prejudice from scientific fact". The Wedge - ↑ William Dembski, 1998. The Design Inference.
- ↑
Dembski, 1999. Intelligent Design: The Bridge Between Science and
Theology, p. 210. "Christ is indispensable to any scientific theory,
even if its practitioners don`t have a clue about him. The pragmatics
of a scientific theory can, to be sure, be pursued without recourse to
Christ. But the conceptual soundness of the theory can in the end only
be located in Christ." - ↑ Dembski. 2005. Intelligent Design`s Contribution to the Debate Over Evolution: A Reply to Henry Morris. Reply to Henry Morris
- ↑ Barbara Forrest. Expert Testimony. Kitzmiller v. Dover Area School District trial transcript, Day 6 (October 5) "What
I am talking about is the essence of intelligent design, and the
essence of it is theistic realism as defined by Professor Johnson. Now
that stands on its own quite apart from what their motives are. I`m
also talking about the definition of intelligent design by Dr. Dembski
as the Logos theology of John`s Gospel. That stands on its own. [...]
Intelligent design, as it is understood by the proponents that we are
discussing today, does involve a supernatural creator, and that is my
objection. And I am objecting to it as they have defined it, as
Professor Johnson has defined intelligent design, and as Dr. Dembski
has defined intelligent design. And both of those are basically
religious. They involve the supernatural". - ↑ Understanding
the Intelligent Design Creationist Movement: Its True Nature and Goals.
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According to the poll, 18% of the physicians believed that God created
humans exactly as they appear today. Another 42% believed that God
initiated and guided an evolutionary process that has led to current
human beings. The poll also found that "an overwhelming majority of
Jewish doctors (83%) and half of Catholic doctors (51%) believe that
intelligent design is simply "a religiously inspired pseudo-science
rather than a legitimate scientific speculation". The poll also found
that "more than half of Protestant doctors (63%) believe that
intelligent design is a "legitimate scientific speculation".
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Discusses the scientific method, including the principles of
falsifiability, testability, progressive development of theory, dynamic
self-correcting of hypotheses, and parsimony, or "Occam`s razor". - ↑ Kitzmiller v. Dover Area School District, 04 cv 2688 (December 20, 2005), 4: whether ID is science . The ruling discusses central aspects of expectations in the scientific community that a scientific theory be testable, dynamic, correctible, progressive, based upon multiple observations, and provisional,
- ↑ See, e.g., Mark Perakh, "The Dream World of William Dembski`s Creationism", in Skeptic Volume 11 (Number 4) 2005, 54–65. [11]
- ↑
Intelligent design fails to pass Occam`s razor. Adding entities (an
intelligent agent, a designer) to the equation is not strictly
necessary to explain events. See, e.g., Branden Fitelson, et al: "How Not to Detect Design–Critical Notice: William A. Dembski The Design Inference ", in Robert T. Pennock, ed. Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives, (MIT Press, 2001) p597–616. - ↑
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University, 2005) "Thoughts on Evolution and Intelligent Design" [12]
"Q: Why couldn`t intelligent design also be a scientific theory? A :
The idea of intelligent design might or might not be true, but when
presented as a scientific hypothesis, it is not useful because it is
based on weak assumptions, lacks supporting data and terminates further
thought". - ↑
The designer is not falsifiable, since its existence is typically
asserted without sufficient conditions to allow a falsifying
observation. The designer being beyond the realm of the observable,
claims about its existence can be neither supported nor undermined by
observation, making intelligent design and the argument from design
analytic a posteriori arguments. See, e.g., Kitzmiller v. Dover Area School District, 04 cv 2688 (December 20, 2005). Ruling, p. 22 and p. 77 . - ↑
That intelligent design is not empirically testable stems from the fact
that it violates a basic premise of science, naturalism. See, e.g.,
Kitzmiller v. Dover Area School District, 04 cv 2688 (December 20,
2005). Ruling, p. 22 and p. 66 . - ↑
Intelligent design professes to offer an answer that does not need to
be defined or explained, the intelligent agent, designer. By asserting
a conclusion that cannot be accounted for scientifically, the designer,
intelligent design cannot be sustained by any further explanation, and
objections raised to those who accept intelligent design make little
headway. Thus intelligent design is not a provisional assessment of
data which can change when new information is discovered. Once it is
claimed that a conclusion that need not be accounted for has been
established, there is simply no possibility of future correction. The
idea of the progressive growth of scientific ideas is required to
explain previous data and any previously unexplainable data. See, e.g.,
the brief explanation in Kitzmiller v. Dover Area School District, 04
cv 2688 (December 20, 2005). p. 66 . - ↑ Nobel Laureates Initiative
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science" and called on "all schools not to teach Intelligent Design
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The TalkOrigins Archive. “With some of the claims for peer review,
notably Campbell and Meyer (2003) and the e-journal PCID, the reviewers
are themselves ardent supporters of intelligent design. The purpose of
peer review is to expose errors, weaknesses, and significant omissions
in fact and argument. That purpose is not served if the reviewers are
uncritical” - ↑ Brauer; Forrest, Barbara; Gey Steven G. (2005). " Is It Science Yet?: Intelligent Design Creationism and the Constitution " (PDF). Washington University Law Quarterly 83 (1).
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Página visitada em 2007-07-18. “In fact, the signals actually sought by
today`s SETI searches are not complex, as the ID advocates assume.
[...] If SETI were to announce that we`re not alone because it had
detected a signal, it would be on the basis of artificiality” - ↑
"For human artifacts, we know the designer`s identity, human, and the
mechanism of design, as we have experience based upon empirical
evidence that humans can make such things, as well as many other
attributes including the designer`s abilities, needs, and desires. With
ID, proponents assert that they refuse to propose hypotheses on the
designer`s identity, do not propose a mechanism, and the designer,
he/she/it/they, has never been seen. In that vein, defense expert
Professor Minnich agreed that in the case of human artifacts and
objects, we know the identity and capacities of the human designer, but
we do not know any of those attributes for the designer of biological
life. In addition, Professor Behe agreed that for the design of human
artifacts, we know the designer and its attributes and we have a
baseline for human design that does not exist for design of biological
systems. Professor Behe`s only response to these seemingly
insurmountable points of disanalogy was that the inference still works
in science fiction movies".— Kitzmiller v. Dover Area School District,
04 cv 2688 (December 20, 2005)., p. 81 - ↑ Edis, Taner (March/April 2001). Darwin in Mind: Intelligent Design Meets Artificial Intelligence . Skeptical Inquirer Magazine. Página visitada em 2007-07-17.
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