Cristianismo

O cristianismo é uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré , tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos , parte integrante do Novo Testamento . Os cristãos acreditam que Jesus é o Messias e como tal referem-se a ele como Jesus Cristo . Com cerca de 2,13 bilhões de adeptos, o cristianismo é hoje a maior religião mundial [1] , adotada por cerca de 33% da população do mundo [2] . É a religião predominante na Europa , América , Oceania e em grande parte de África e partes da Ásia .

O cristianismo começou no século I como uma seita do judaísmo , partilhando por isso textos sagrados com esta religião, em concreto o Tanakh , que os cristãos denominam de Antigo Testamento . À semelhança do judaísmo e do Islão , o cristianismo é considerado como uma religião abraâmica .


Segundo o Novo Testamento, os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez "cristãos" em Antioquia (Actos 11:26).


Principais crenças

Embora existam diferenças entre os cristãos sobre a forma como interpretam certos aspectos da sua religião , é também possível apresentar um conjunto de crenças que são partilhadas pela maioria deles.






Os ensinamentos de Jesus de Nazaré influenciaram o surgimento do cristianismo e de várias outras religiões.



Monoteísmo

O cristianismo herdou do judaísmo a crença na existência de um único Deus , criador do universo e que pode intervir sobre ele. Os seus atributos mais importantes são por isso a onipotência, a onipresença e onisciência.


Outro dos atributos mais importantes de Deus, referido várias vezes ao longo do Novo Testamento , é o amor: Deus ama todas as pessoas e estas podem estabelecer uma relação pessoal com ele através da oração.


A maioria das denominações cristãs professa crer na Santíssima Trindade ,
isto é, que Deus é um ser eterno que existe como três pessoas eternas,
distintas e indivisíveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


A doutrina das denominações cristãs difere do monoteísmo judaico
visto que no judaísmo não existem três pessoas da Divindade, há apenas
um único Deus, e o Messias que virá será um homem, descendente do rei David .
Algumas denominações professam crer na Santíssima Trindade, isto é, que
Deus é um ser eterno que existe como três pessoas eternas, distintas e
indivisíveis: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Essa doutrina foi
criada no Concílio de Nicéia no ano de 325 D.C pelas Igreja Católica Apostólica Ortodoxa e Igreja Católica Apostólica Romana (Ver:" Concílios ecumênicos ").
Existem denominações que crêem em duas pessoas da Divindade o Pai que
deve ser adorado e o Filho que não tem nenhum direito na Divindade em
adoração.


Existem as denominações que crêem em Deus como uma só pessoa divina, o criador do universo . Manisfesto como Pai na criação, Filho na redenção - com natureza humana e divina - e como Espírito Santo nos últimos dias.



Jesus

Outro ponto crucial para os cristãos é o da centralidade da figura
de Jesus Cristo. Os cristãos reconhecem a importância dos ensinamentos
morais de Jesus, entre os quais salientam o amor a Deus e o amor ao
próximo, e consideram a sua vida como um exemplo a seguir. O
cristianismo reconhece Jesus como o Filho de Deus que veio à Terra
libertar os seres humanos do pecado através da sua morte na cruz e da
sua ressurreição, embora variem entre si quanto ao significado desta
salvação e como ela se dará. Para a maioria dos cristãos, Jesus é
completamente divino e completamente humano. Há no entanto, uma
recorrente discussão sobre a divindade de Jesus. Aqueles que questionam
a divindade de Cristo argumentam que ele jamais teria afirmado isso
expressamente. Os que defendem a divindade de Cristo, por sua vez,
valem-se de versículos que, através da postura de Jesus e dentro do
próprio contexto cultural judaico da época, deixariam clara sua
condição divina [3] [4] .



A salvação

O cristianismo acredita que a fé em Jesus Cristo proporciona aos seres humanos a salvação e a vida eterna. [5] ,
mas vale lembrar que biblicamente, as obras não são capazes de dar a
uma pessoa a Vida Eterna, a única maneira de alcançar a Salvação é
dando crédito à obra da cruz realizada pelo que os cristãos acreditam
ser o filho de Deus, a saber Jesus Cristo.



A vida depois da morte

A visão de determinadas religiões cristãs sobre a vida depois da morte envolve, de uma maneira geral, a crença no céu e no inferno . A Igreja Católica considera que para além destas duas realidades existe o purgatório , um local de purificação onde ficam as almas que morreram em estado de graça, mas que cometeram pecados.



A Igreja

O cristianismo acredita na Igreja (ekklesia), palavra de
origem grega que significa "assembléia", entendida como a comunidade de
todos os cristãos e como corpo místico de Cristo presente na Terra e
sua continuidade. As principais igrejas ligadas ao cristianismo são: a Igreja Católica , as Igrejas Protestantes e a Igreja Ortodoxa .



Diferenças nas crenças


O Credo de Nicéia

O Credo de Nicéia , formulado nos concílios de Nicéia e Constantinopla , foi ratificado como credo universal da Cristandade no Concílio de Éfeso de 431 . Os cristãos ortodoxos orientais não incluem no credo a cláusula filioque , que foi acrescentada pela Igreja Católica mais tarde.


As crenças principais declaradas no Credo de Nicéia são:






Porcentagem do Cristianismo por país .


  • A crença na Trindade ;
  • Jesus é simultaneamente divino e humano;
  • A salvação é possível através da pessoa, vida e obra de Jesus;
  • Jesus Cristo foi concebido de forma virginal, foi crucificado, ressuscitou, ascendeu ao céu e virá de novo à Terra;
  • A remissão dos pecados é possível através do baptismo (br-batismo);
  • Os mortos ressuscitarão.

Na altura em que foi formulado, o Credo de Niceia procurou lidar
directamente com crenças que seriam consideradas heréticas, como o arianismo , que negava que o Pai e Filho eram da mesma substância, ou o gnosticismo .


A maior parte das igrejas protestantes partilham com a Igreja Católica a crença no Credo de Nicéia.



Outros textos considerados sagrados

Alguns cristãos consideram que determinados escritos, para além dos
que fazem parte da Bíblia, foram divinamente inspirados. Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias atribuem a três livros a qualidade de terem sido inspirados por Deus; esses livros são o Livro de Mórmon , a Doutrina e Convénios e a Pérola de Grande Valor . Para os Adventistas do Sétimo Dia os escritos de Ellen G. White são uma manifestação profética que, contudo, não se encontra ao mesmo nível que a Bíblia.



Origem

Ver artigo principal: História do Cristianismo





Niccolò di Liberatore . Vir Dolorum (Cristo Morto no Sarcófago), 1480-1500


Segundo a religião judaica , o Messias , um descendente do Rei Davi , iria um dia aparecer e restaurar o Reino de Israel. Na Palestina, por volta de 26 d.C., Jesus Cristo , nascido na cidade de Belém na Galileia
começou a pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, sendo aclamado
por alguns como o Messias. Jesus foi rejeitado, tido por apóstata pelas
autoridades judaicas. Foi condenado por blasfémia e executado pelos
romanos como um líder rebelde. Seus seguidores enfrentaram dura
oposição político-religiosa, tendo sido perseguidos e martirizados,
pelos líderes religiosos judeus, e, mais tarde, pelo Estado Romano.


Com a morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos ,
principais testemunhas da sua vida, reúnem-se numa comunidade religiosa
composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém .
Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a "partilha do
pão" em memória da última refeição tomada por Jesus e administrava o baptismo
aos novos convertidos. A partir de Jerusalém, os apóstolos partiram
para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião inclusive aos
que eram rejeitados pelo judaísmo oficial. Assim, Filipe prega aos Samaritanos , o eunuco da rainha da Etiópia é baptizado, bem como o centurião Cornélio. Em Antioquia , os discípulos abordam pela primeira vez os pagãos e passam a ser conhecidos como cristãos.


Paulo de Tarso não se contava entre os apóstolos originais, ele era um judeu fariseu
que perseguiu inicialmente os primeiros cristãos. No entanto, ele
tornou-se depois um cristão e um dos seus maiores, senão o maior
missionário depois de Jesus Cristo. Boa parte do Novo Testamento
foi escrito ou por ele (as epístolas) ou por seus cooperadores (o
evangelho de Lucas e os actos dos apóstolos). Paulo afirmou que a
salvação dependia da fé em Cristo. Entre 44 e 58
ele fez três grandes viagens missionárias que levaram a nova doutrina
aos gentios e judeus da Ásia Menor e de vários pontos da Europa, entre
eles Roma.


Nas primeiras comunidades cristãs a coabitação entre os cristãos
oriundos do paganismo e os oriundos do judaísmo gerava por vezes
conflitos. Alguns dos últimos permaneciam fiéis às restrições
alimentares e recusavam-se a sentar-se à mesa com os primeiros. Na
Assembleia de Jerusalém, em 48 ,
decide-se que os cristãos ex-pagãos não serão sujeitos à circuncisão,
mas para se sentarem à mesa com os cristãos de origem judaica devem
abster-se de comer carne com sangue ou carne sacrificada aos ídolos.
Consagra-se assim a primeira ruptura com o judaísmo.






Peixe - Símbolo Cristão Primitivo, 2.º Século d.C. - Hoje símbolo principal das denominações da Igreja Evangélica


Na época, a visão de mundo monoteísta do judaísmo era atrativa para alguns dos cidadãos do mundo romano, mas costumes como a circuncisão ,
as regras de alimentação incômodas, e a forte identificação dos judeus
como um grupo étnico (e não apenas religioso) funcionavam como
barreiras dificultando a conversão dos homens. Através da influência de
Paulo ,
o Cristianismo simplificou os costumes judaicos aos quais os gentios
não se habituavam enquanto manteve os motivos de atração. Alguns
autores defendem que essa mudança pode ter sido um dos grandes motivos
da rápida expansão do cristianismo.


Outros autores entendem a ruptura com os ritos judaicos mais como
uma conseqüência da expansão do cristianismo entre os não-judeus do que
como sua causa. Estes invocam outros fatores e características como
causa da expansão cristã, por exemplo: a natureza da fé cristã que
propõe que a mensagem de Deus destina-se a toda a humanidade e não
apenas ao seu povo escolhido; a fuga da perseguição religiosa
empreendida inicialmente por judeus conservadores, e posteriormente
pelo Estado Romano; o espírito missionário dos primeiros cristãos com
sua determinação em divulgar o que Cristo havia ensinado a tantas
pessoas quantas conseguissem.


A narrativa da perseguição religiosa, da dispersão dela decorrente,
da expansão do cristianismo entre não-judeus e da subsequente abolição
da obrigatoriedade dos ritos judaicos pode ser lida no livro de Atos dos Apóstolos . De resto, os cristãos adotam as regras e os princípios do Antigo Testamento , livro sagrado dos Judeus .


Em Junho do ano 66
inicia-se a revolta judaica. Em Setembro do mesmo ano a comunidade
cristã de Jerusalém decide separar-se dos judeus insurrectos, seguindo
a advertência dada por Jesus de que quando Jerusalém fosse cercada por
exércitos a desolação dela estaria próxima, e exila-se em Pela, na
Transjordânia, o que representa o segundo momento de ruptura com o
judaísmo.






A crucificação de Jesus Cristo por Diego Velázquez


Após a derrota dos judeus em 70 ,
cristãos e outros grupos judeus trilham caminhos cada vez mais
separados. Para o Cristianismo o período que se abre em 70 e que segue
até aproximadamente 135
caracteriza-se pela definição da moral e fé cristã, bem como de
organização da hierarquia e da liturgia. No Oriente, estabelece-se o
episcopado monárquico: a comunidade é chefiada por um bispo, rodeado
pelo seu presbitério e assistido por diáconos.


Gradualmente, o sucesso do Cristianismo junto das elites romanas fez deste um rival da religião estabelecida. Embora desde 64 , quando Nero
mandou supliciar os cristãos de Roma, se tivessem verificado
perseguições ao Cristianismo, estas eram irregulares. As perseguições
organizadas contra os cristãos surgem a partir do século II: em 112 Trajano fixa o procedimento contra os cristãos. Para além de Trajano, as principais perseguições foram ordenadas pelos imperadores Marco Aurélio , Décio , Valeriano e Diocleciano .
Os cristãos eram acusados de superstição e de ódio ao género humano. Se
fossem cidadãos romanos eram decapitados; se não, podiam ser atirados
às feras ou enviados para trabalhar nas minas.


Durante a segunda metade do século II assiste-se também ao desenvolvimento das primeiras heresias. Tatiano ,
um cristão de origem síria convertido em Roma, cria uma seita gnóstica
que reprova o casamento e que celebrava a eucaristia com água em vez de
vinho. Marcião
rejeitava o Antigo Testamento, opondo o Deus vingador dos judeus, ao
Deus bondoso do Novo Testamento, apresentado por Cristo; ele elaborou
um Livro Sagrado feito a partir de passagens retiradas do Evangelho de
Lucas e das epístolas de Paulo. À medida que o Cristianismo criava
raízes mais fortes na parte ocidental do Império Romano, o latim passa
a ser usado como língua sagrada (nas comunidades do Oriente usava-se o
grego).


A ascensão do imperador romano Constantino representou um ponto de virada para o Cristianismo. Em 313
ele publica o Édito de Tolerância (ou Édito de Milão) através do qual o
Cristianismo é reconhecido como uma religião do Império, e concede a
liberdade religiosa aos cristãos. A Igreja pode possuir bens e receber
donativos e legados. É também reconhecida a jurisdição dos bispos.


A questão da conversão de Constantino ao Cristianismo é um tema de
profundo debate entre os historiadores, mas em geral aceita-se que a
sua conversão ocorreu gradualmente. Constantino estipula o descanso
dominical, proíbe a feitiçaria e limita as manifestações do culto
imperial. Ele também mandou construir em Roma uma basílica no local
onde, supostamente, o apóstolo Pedro estava sepultado e, influenciado
pela sua mãe, a imperatriz Helena, ordena a construção em Jerusalém da Basílica do Santo Sepulcro e da Igreja da Natividade em Belém.


Constantino quis também intervir nas querelas teológicas que na altura marcavam o Cristianismo. Luta contra o arianismo , uma doutrina que negava a divindade de Cristo, oficialmente condenada no Concílio de Niceia (325), onde também se definiu o Credo cristão.


Mais tarde, nos anos de 391 e 392 , o imperador Teodósio I combate o paganismo, proibindo o seu culto e proclamando o Cristianismo religião oficial do Império Romano.


O lado ocidental do Império cairia em 476 , ano da deposição do último imperador romano pelo "bárbaro" germânico Odoacro ,
mas o Cristianismo permaneceria triunfante em grande parte da Europa,
até porque alguns bárbaros já estavam convertidos ao Cristianismo ou
viriam a converter-se nas décadas seguintes. O Império Romano teve
desta forma um papel instrumental na expansão do Cristianismo.


Do mesmo modo, o cristianismo teve um papel proeminente na
manutenção da civilização européia. A Igreja, única organização que não
se desintegrou no processo de dissolução da parte ocidental do império,
começou lentamente a tomar o lugar das instituições romanas ocidentais,
chegando mesmo a negociar a segurança de Roma durante as invasões do século V . A Igreja também manteve o que restou de força intelectual, especialmente através da vida monástica .


Embora fosse unida lingüisticamente, a parte ocidental do
Império Romano jamais obtivera a mesma coesão da parte oriental
(grega). Havia nele um grande número de culturas diferentes que haviam
sido assimiladas apenas de maneira incompleta pela cultura romana. Mas
enquanto os bárbaros invadiam, muitos passaram a comungar da fé cristã.
Por volta dos séculos IV e X , todo o território que antes pertencera ao ocidente romano havia se convertido ao cristianismo e era liderado pelo Papa .
Missionários cristãos avançaram ainda mais ao norte da Europa, chegando
a terras jamais conquistadas por Roma, obtendo a integração definitiva
dos povos germânicos e eslavos.



Denominações cristãs

Ver artigo principal: Denominações cristãs




Os mais importantes ramos do Cristianismo
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(Verdade progressiva)
Restauracionismo
Anabaptistas
Protestantismo
Anglicanismo

(Rito latino)

Igreja Católica

(Ritos orientais)

Igreja Ortodoxa
Ortodoxia oriental
Nestorianismo

(Inclui a Igreja Assíria Oriental)

Reforma
(século XVI)
Cisma do Oriente
(século XI)
Concílio de Éfeso 431
Concílio de Calcedónia 451
Cristianismo Primitivo
"União"


No cristianismo existem numerosas tradições e denominações, que
reflectem diferenças doutrinais por vezes relacionadas com a cultura e
os diferentes contextos locais em que estas se desenvolveram. Segundo a
edição de 2001 da World Christian Encyclopedia existem 33 830 denominações cristãs. Desde a Reforma o cristianismo é dividido em três grandes ramos:


  • Catolicismo : composto pela Igreja Católica Apostólica e que hoje congrega o maior número de fiéis;
  • Ortodoxia : originária do grande Cisma do Oriente (séc. XI) e é constituída por duas grandes Igrejas ortodoxas - a grega e a russa - que apresentam algumas diferenças entre si, nomeadamente a língua usada na liturgia .
  • Protestantismo : originária da segunda grande cisma cristã ( Reforma Protestante ) de Martinho Lutero , no século XVI , e engloba grande número de movimentos e denominações distintas. Atualmente a Igreja Protestante (também chamada Igreja Evangélica) pode ser dividida em três vertentes:
    • Denominações históricas : resultado directo da reforma protestante. Destacam-se nesta vertente os luteranos , anglicanos , presbiterianos , metodistas e batistas .
    • Denominações pentecostais : originárias em movimento do início do século XX é baseando na crença na presença do Espírito Santo na vida do crente através de sinais, denominados por estes como dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas ( glossolalia ), curas, milagres, visões etc. Destacam-se nesta vertente Assembléia de Deus , O Brasil para Cristo , Congregação Cristã , Igreja Cristã Maranata e a Igreja do Evangelho Quadrangular .
    • Denominações neopentecostais :
      originárias na segunda metade do século XX de avanço das igrejas
      pentecostais, não configuram uma categoria homogêna possuindo muita
      variedade nesse meio. Algumas possuem aceitação de músicas de vários
      estilos, outras adquiriram o formato G-12. Destacam-se nesta vertente a
      Igreja Universal do Reino de Deus , Igreja Apostólica Renascer em Cristo , Igreja Internacional da Graça de Deus , Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra , Igreja Evangélica Cristo Vive , Ministério Internacional da Restauração , Igreja de Nova Vida , Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo , Igreja Bola de Neve e a Igreja Unida . É o ramo que mais cresce no Brasil e no mundo.


Além desses três ramos majoritários, ainda existem outros segmentos
minoritários do Cristianismo. Em geral se enquadram em uma das
seguintes categorias:


  • Restauracionismo :
    são doutrinas surgidas após a Reforma Protestante cujas bases derrogam
    as de todas as outras tradições cristãs, basicamente tendo como ponto
    em comum apenas a crença em Jesus Cristo. A maioria deles não se
    considera propriamente "protestante" ou "evangélico" por possuirem
    grandes divergências teológicas. Nesta categoria estão enquadradas a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias , a Igreja Adventista do Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová , entre outras denominações. Quanto às Testemunhas de Jeová ,
    embora afirmem ser cristãs, também não se consideram parte do
    protestantismo. Os testemunhas aceitam a Jesus como criatura, de
    natureza divina, seu líder e resgatador, rejeitando, no entanto a
    crença na Trindade e ensinando que Cristo é o filho do único Deus, Jeová , não crendo que Jesus é Deus.
  • Cristianismo primitivo : são as Igrejas cujas bases são anteriores ao estabelecimento do catolicismo e da ortodoxia. É o caso das Igrejas não-calcedonianas (ex: Igreja Ortodoxa Copta ); e da Igreja Assíria do Oriente (Nestoriana).
  • Cristianismo esotérico : é a parte mística do Cristianismo, e compreende as escolas cristãs de mistérios e sincretismo religioso. A este ramo pertence o Gnosticismo
    que é uma crença com raízes antecedentes ao próprio cristianismo e que
    tem características da ciência egípcia e da filosofia grega. O Rosacrucianismo também se enquadra nessa vertente sendo uma ciência oculta cristã que ressalta as boas ações por meio da fraternidade.
  • Espiritismo :
    algumas vezes é contestado como sendo uma vertente do Cristianismo. Os
    simplesmente espíritas não acreditam que uma pessoa ou ser, como Jesus
    Cristo, pode redimir "os pecados" de uma outra, contudo para a maior
    parte dos adeptos do espiritismo a obra de Allan Kardec
    constitui uma nova forma de cristianismo, ou então um resgate do
    cristianismo primitivo, que não inclui os dogmas adicionados pela
    Igreja Católica em seus diversos Concílios . Inclusive, um dos seus livros fundantes é denominado de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Esse livro apresenta uma reinterpretação de aspectos da filosofia e moral cristã, crendo em parte na Bíblia Sagrada.


Concepções religiosas e filosóficas

O Cristianismo prega o amor a Deus e ao próximo como o seu
fundamento espiritual. De facto estas atitudes não constituem dois
mandamentos separados (1º a Deus e 2º ao próximo), mas sim um só em que
nenhuma das partes pode ser excluída. A salvação espiritual é oferecida
gratuitamente a quem deseja aceitá-la buscando a Deus na figura de seu
filho Jesus e que a busca de Deus é uma experiência transformadora da
natureza humana.


Podemos considerar três períodos que definem a concepção e filosofia do Cristianismo:


  1. Cristianismo primitivo: caracterizado por uma heterogeneidade de concepções;
  2. Patrística: ocorrida no período entre os séculos II e VIII , com a transformação da nova religião em uma Igreja oficial do Império Romano fundada por Constantino e a formação de um clero institucionalizado, e cujo doutrinário expoente foi Santo Agostinho ;
  3. Escolástica: a partir do século VIII e cujo expoente foi São Tomás de Aquino , que afirmou que fé e razão podem ser conciliadas, sendo a razão um meio de entender a fé.

A partir do protestantismo , é necessário fazer uma diferenciação entre a história e concepção da Igreja Católica e das diversas denominações evangélicas que se formaram.



Formas de culto

As formas de culto do cristianismo envolvem a oração, a leitura de
passagens da Bíblia, o canto de hinos, a cerimónia da eucaristia
(católicos e ordodoxos) e a audição de um sermão dito pelo sacerdote ou ministro. A maioria das denominações cristãs considera o Domingo como dia dedicado ao culto (há minorias que consideram o Sábado ).
É um dia dedicado ao descanso, no qual os cristãos reúnem-se para o
culto, embora a devoção e oração individual em qualquer outro dia da
semana sejam também valorizadas no cristianismo.


Os católicos e os ortodoxos interpretam as formas de culto (ou missa, para o catolicismo) cristãs em termos de sete sacramentos , considerados como graças divinas:


  • Batismo
  • Eucaristia
  • Matrimónio
  • Confirmação ou crisma
  • Penitência
  • Extrema unção ou Unção dos enfermos
  • Ordem

Os protestantes não têm os sacramentos pelo catolicismo, mas eles utilizam de passagens bíblicas para os cultos, como:


  • Batismo (para a maioria das denominações, apenas em adultos);
  • Santa Ceia (não aceitando a eucaristia, voltando ao padrão bíblico "PÃO" E "VINHO", ambos aceitos apenas como símbolos).
  • etc


Símbolos




O Bom Pastor, mausoléu de Galla Placidia, Ravena , Itália . Início do século V d.C..


O símbolo mais reconhecido do cristianismo é sem dúvida a cruz, que
pode apresentar uma grande variedade de formas de acordo com a
denominação: crucifixo para os católicos, a cruz de oito braços para os ortodoxos e uma simples cruz para os protestantes evangélicos.


Outro símbolo cristão, que remonta aos começos da religião. é o Ichthys ou peixe estilizado (a palavra Ichthys significa peixe em grego , sendo também um acrónimo de Iesus Christus Theou Yicus Soter,
"Jesus Cristo filho de Deus Salvador"), hoje sempre visto no
protestantismo. Outros símbolos do cristianismo primitivo, por vezes
ainda utilizados, eram o Alfa e o Ómega (primeira e última letras do alfabeto grego , em referência ao facto de Cristo ser o princípio e o fim de todas as coisas), a âncora (representando a salvação da alma chegada ao bom porto) e o "Bom Pastor", a representação de Cristo como um pastor com as suas ovelhas .



Calendário litúrgico e festividades

Os cristãos atribuem a determinado dias do calendário uma
importância religiosa. Estes dias estão ligados à vida de Jesus Cristo
ou à história dos primórdios do movimento cristão.


O calendário litúrgico cristão inclui as seguintes festas:


  • Advento :
    período constituído pelas quatro semanas antes do Natal, entendidas
    como época de preparação para a celebração do nascimento de Jesus
    Cristo;
  • Natal : celebração do nascimento de Jesus;
  • Epifania : para os católicos, celebra a adoração de Jesus Cristo pelos Reis Magos , enquanto que para os cristãos ortodoxos o seu baptismo. Acontece doze dias após o Natal;
  • Sexta-feira Santa : morte de Jesus,
  • Domingo de Páscoa : ressurreição de Jesus;
  • Ascensão: ascensão de Jesus ao céu. Acontece quarenta dias após o Domingo de Páscoa;
  • Pentecostes : celebração do aparecimento do Espírito Santo aos cristãos. Ocorre cinquenta dias após o Domingo de Páscoa.

Alguns dias têm uma data fixa no calendário (como o Natal , celebrado a 25 de Dezembro ), enquanto que outros se movem ao longo de várias datas. O período mais importante do calendário litúrgico é a Páscoa , que é uma festa móvel. Nem todas denominações cristãs concordam em relação a que datas atribuir importância. Por exemplo, o Dia de Todos-os-Santos é celebrado pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana a 1 de Novembro, enquanto que para a Igreja Ortodoxa a data é celebrada no primeiro Domingo depois do Pentecostes ;
outras denominações cristãs não celebram sequer este dia. De igual
forma, alguns grupos cristãos recusam celebrar o Natal uma vez que
consideram ter origens pagãs .



O cristianismo no mundo de hoje

O cristianismo é atualmente a religião com maior número de adeptos, seguida do islão [1] . Presente em todos os continentes, apresenta tendências de desenvolvimento diferente em cada um deles.


No início do século XX , a maioria dos cristãos estava concentrada na Europa ;
por volta da década de setenta do século XX, tinha diminuído
consideravelmente o número de cristãos na Europa, sendo actualmente a América Latina e África os dois centros mundiais do cristianismo.


O cristianismo chegou ao continente americano com as conquistas espanholas e portuguesas do século XVI .
Os primeiros missionários católicos na América, preocupados com a
conversão das populações, não se importaram com as culturas locais
indígenas, que foram devastadas. No século XIX
a independência dos países latino-americanos em relação a Espanha e
Portugal, foi acompanhada de uma redução gradual da influência da
Igreja Católica. Contudo, durante o século XX o catolicismo desempenhou
um papel político na América Latina, detectável em movimentos como a Teologia da Libertação . Actualmente, o catolicismo perde terreno na América Latina a favor de movimentos protestantes de carácter pentecostalista .


Na África o cristianismo tem raízes mais antigas. Antes do surgimento do islão no século VII ,
o norte de África estava religiosamente integrado na esfera cristã. O
islão e o cristianismo tiveram dificuldades em penetrar completamente
na África Negra .
Foi, sobretudo no século XIX, com o estabelecimento de missões
protestantes (anglicanas e metodistas) em África, que o cristianismo
penetrou no continente. Na segunda metade do século XX seria a vez do
catolicismo. Hoje em dia, o catolicismo é a denominação com maior
número de adeptos na maioria dos países africanos, com uma população de
mais de 150 milhões de pessoas. No continente africano também surgiram
igrejas cristãs independentes das tradições européias, que misturam
elementos do cristianismo com elementos da cultura local, como o culto
dos antepassados, a feitiçaria e a poligamia .



Bibliografia
  • CAIRNS Earle E., O Cristianismo através dos séculos: Uma história da Igreja Cristã , Edições Vida Nova, São Paulo, ISBN 8527503853
  • GONZALES Justo L., Uma História ilustrada do Cristianismo , coleção em 10 volumes, Edições Vida Nova, São Paulo - ISBN 8527500395 (Volume 1)
  • LEBRUN, François (dir.), As Grandes Datas do Cristianismo . Lisboa: Editorial Notícias, 1990.